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Safra de grãos no Pará cresce 10% em 2024/2025, mas clima preocupa produtores

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A produção de grãos no Pará deve registrar crescimento de 10% na safra 2024/2025 em relação ao ciclo anterior, alcançando 6,8 milhões de toneladas, segundo o 11º levantamento da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab). O avanço reflete o aumento de 7,5% na área cultivada e de 2,3% na produtividade média do estado.

Milho e sorgo impulsionam crescimento da safra

O milho foi o principal destaque da produção, especialmente na primeira colheita (safra de verão), com crescimento de 22,6% na região Norte, beneficiado por condições climáticas favoráveis e investimentos em tecnologias agrícolas.

O sorgo também apresentou desempenho acima do esperado, mostrando resistência mesmo em períodos de menor disponibilidade de água. Segundo Hudlson Huben, gerente sênior da ORÍGEO (joint venture entre Bunge e UPL), “o sorgo surpreendeu e se consolidou como cultura estratégica para a região”.

Atenção ao clima no próximo ciclo agrícola

Apesar dos resultados positivos, o clima segue como fator crítico para os produtores. O boletim da Conab indica que, entre setembro e outubro de 2025, o Norte do estado deve registrar chuvas próximas ou acima da média, enquanto o centro-sul pode enfrentar volumes de precipitação próximos ou abaixo do normal, impactando a umidade do solo.

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Manoel Álvares, gerente de inteligência da ORÍGEO, alerta: “Os resultados refletem a força da agricultura paraense, mas evidenciam a necessidade de monitoramento constante e apoio técnico para reduzir riscos e manter o crescimento sustentável”.

Perspectivas para a agricultura paraense

O crescimento da safra 2024/2025 reforça a importância do milho e do sorgo na economia agrícola do estado, mas também lembra os produtores da vulnerabilidade frente às variações climáticas. Estratégias de manejo e tecnologias adequadas serão essenciais para sustentar a produção nos próximos ciclos.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Brasil reforça compromisso com pesca e aquicultura sustentáveis e segurança alimentar na FAO

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O Brasil reforçou o compromisso com a pesca sustentável, a aquicultura responsável e a segurança alimentar durante a 37ª Sessão do Comitê de Pesca da Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO), em Roma, na Itália. A participação ministerial marca o retorno do Brasil ao principal fórum internacional de discussão sobre pesca e aquicultura após 14 anos.


Em seu discurso inaugural, o ministro da Pesca e Aquicultura, Edipo Araujo, destacou a recriação do Ministério da Pesca e Aquicultura (MPA), em 2023, e a importância do setor para a segurança alimentar e nutricional. O ministro também ressaltou que o Brasil deixou o Mapa da Fome da FAO em 2025.

 

“Temos a convicção de que a pesca e a aquicultura são fundamentais para sistemas alimentares mais sustentáveis, resilientes e diversificados”, afirmou.


Ciência e sustentabilidade

 

Entre os avanços apresentados está a reconstrução da série histórica da pesca marinha brasileira, de 1950 a 2025, e o desenvolvimento de uma plataforma para ampliar o acesso e a transparência dos dados pesqueiros. O Brasil também restabeleceu o Grupo Técnico Interministerial para prevenção e combate à pesca ilegal, não declarada e não regulamentada (INDNR) e vem preparando suas equipes para a implementação do Acordo sobre Medidas do Estado do Porto. Com cerca de 1,7 milhão de pescadores e pescadoras, o país defende uma gestão pesqueira baseada em ciência e evidências, aliada à conservação dos ecossistemas aquáticos.

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Aquicultura e mudanças climáticas

 

Na aquicultura, o Brasil está construindo o Plano Nacional da Aquicultura, com diretrizes para os próximos dez anos e foco em investimentos, inovação, sustentabilidade e agregação de valor. O país também trabalha para ampliar a resiliência das comunidades pesqueiras e aquícolas diante das mudanças climáticas, por meio do Plano Clima, além de fortalecer a assistência técnica, a extensão e o acesso ao crédito. Outra prioridade é ampliar o consumo de pescado e sua presença nos programas de alimentação escolar, contribuindo para a segurança alimentar e fortalecendo a cadeia produtiva.

Valorização da pesca artesanal

O ministro destacou ainda a realização da Cúpula da Pesca de Pequena Escala, realizada em Roma, e reforçou a importância da participação dos pescadores na construção das políticas públicas. No Brasil, esse compromisso está refletido na construção do Plano Nacional da Pesca Artesanal, voltado ao fortalecimento do setor e ao reconhecimento de sua importância para a segurança alimentar, a geração de renda e as economias locais. No cenário internacional, o Brasil também destacou a presença dos alimentos aquáticos nas discussões do G20, dos BRICS e da COP30 e COP15 da CMS.

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Ao concluir, o ministro reafirmou que pesca sustentável, aquicultura responsável, segurança alimentar, geração de renda e conservação dos recursos aquáticos são agendas inseparáveis.“O Brasil reafirma seu compromisso com a cooperação internacional e com uma gestão pesqueira baseada na ciência, em dados de qualidade e na participação dos pescadores.”

ASCOM

Ministério da Pesca e Aquicultura

[email protected] 

 

Fonte: Ministério da Pesca e Aquicultura

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