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SpotSat lidera monitoramento por satélite no Brasil e prepara lançamento de satélite 100% nacional

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Tecnologia brasileira aplicada ao agronegócio e ao meio ambiente

Com mais de 600 milhões de hectares monitorados em todo o país, a SpotSat se consolidou como uma das principais empresas brasileiras de tecnologia espacial voltada ao agronegócio, à preservação ambiental e à infraestrutura. Com sede em São Paulo e unidades em São José dos Campos (SP) e Cascavel (PR), a empresa combina geotecnologia e inteligência artificial para transformar imagens de satélite em análises aplicáveis.

A SpotSat atende produtores rurais, seguradoras, órgãos públicos e empresas que necessitam de rastreabilidade, auditoria ambiental, crédito de carbono e conformidade legal. Suas ferramentas identificam mais de 60 culturas agrícolas, incluindo lavouras e espécies nativas, e permitem validar o uso da terra desde 1984, mesmo em áreas com cobertura de nuvens, por meio da tecnologia proprietária SpotGreen.

Ferramenta de compliance rural ante novas regras do Banco Central

Com a Resolução nº 5.193 do Banco Central, que suspenderá a partir de 2026 o crédito rural para propriedades com registros de desmatamento no PRODES (INPE), a SpotSat desenvolveu uma solução específica de validação. A tecnologia detecta falhas e interpretações equivocadas nos dados automatizados, comprovando o uso real do solo com base científica.

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Os laudos emitidos pela empresa são oficialmente reconhecidos pelo INPE desde 2021, garantindo respaldo jurídico e possibilitando o desbloqueio de crédito para produtores que seguem a legislação. Segundo José Renato da Costa Alberto, fundador e CEO da SpotSat, “essa solução devolve o acesso ao crédito de forma justa, apoiada em ciência e tecnologia brasileira, fortalecendo a produção responsável no país.”

Aplicações em diferentes setores

Além do agronegócio, a SpotSat automatiza processos de análise e fiscalização em outros setores. Em parceria com instituições públicas e privadas, a tecnologia já contribuiu para agilizar indenizações do ProAgro, reduzir o tempo de regeneração de áreas degradadas no Sul do país e monitorar a malha ferroviária nacional, identificando interferências com inteligência artificial.

Lançamento do primeiro satélite 100% brasileiro

A empresa prepara o lançamento do Odail Spot One, o primeiro satélite 100% desenvolvido e operado no Brasil com foco no monitoramento agrícola e ambiental. Previsto para entrar em operação nos próximos meses, o equipamento permitirá gerar imagens a cada 90 minutos, priorizando o território nacional e reduzindo custos ao eliminar a dependência de dados estrangeiros.

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Trajetória e investimento nacional

Fundada com recursos próprios por José Renato, a SpotSat começou em estrutura modesta, apostando no desenvolvimento local de tecnologias para o campo e biomas brasileiros. Hoje, atua em todo o país e avança para consolidar um novo capítulo na observação terrestre no Brasil. “Nossa trajetória mostra que é possível transformar desafios complexos em soluções estratégicas por meio da inovação, ciência e investimento nacional”, afirma José Renato.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Adiada votação do projeto que cria incentivos às indústrias de fertilizantes

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O Senado adiou para a primeira semana de agosto a votação do projeto que cria o Programa de Desenvolvimento da Indústria de Fertilizantes (Profert). Prevista para esta terça-feira (14.07), a análise foi transferida após um acordo entre parlamentares e o governo para ajustar pontos fiscais e jurídicos da proposta.

O Profert pretende estimular a implantação de novas fábricas e a ampliação ou modernização das unidades existentes. A medida é considerada estratégica para reduzir a dependência brasileira do mercado externo. O País importa mais de 80% dos fertilizantes utilizados nas lavouras, situação que deixa os produtores expostos à variação cambial, ao aumento dos fretes e a conflitos internacionais.

O projeto, de autoria do senador Laércio Oliveira, já foi aprovado pelo Senado, mas retornou à Casa depois de receber alterações na Câmara dos Deputados. O texto passou a incluir, além dos fertilizantes minerais, sintéticos e orgânicos, bioinsumos, biofertilizantes, remineralizadores e as matérias-primas usadas na fabricação desses produtos.

A versão aprovada pelos deputados também cria o Fundo de Estímulo à Produção Nacional de Fertilizantes, destinado ao financiamento de projetos, e estabelece mecanismos de crédito fiscal e de financiamento de longo prazo.

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O adiamento permitirá a apresentação de um projeto de lei complementar para corrigir possíveis problemas de constitucionalidade e adequar as renúncias tributárias às regras fiscais. A líder do governo no Senado, Teresa Leitão, afirmou que as duas propostas deverão ser analisadas conjuntamente.

O presidente do Senado, Davi Alcolumbre, confirmou que o Profert e o projeto complementar serão votados no mesmo dia. A intenção é encaminhar as duas matérias simultaneamente à sanção presidencial, caso sejam aprovadas.

Durante a sessão, Laércio Oliveira criticou a condução das negociações pelo Ministério do Planejamento e Orçamento. Segundo o senador, o ministro Bruno Moretti deixou uma reunião convocada para discutir o projeto após divergências sobre o conteúdo da proposta. Laércio classificou a atitude como desrespeitosa e disse que permaneceu no encontro com Teresa Leitão.

Pelo texto em discussão, empresas habilitadas no Profert poderão adquirir máquinas, equipamentos, instrumentos e materiais de construção destinados aos projetos sem a cobrança de PIS/Pasep, Contribuição para o Financiamento da Seguridade Social (Cofins), Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI) e Imposto de Importação. Conforme o tipo de operação, os benefícios poderão ser concedidos por suspensão do pagamento, redução da alíquota a zero ou isenção.

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A proposta também alcança serviços vinculados aos empreendimentos e prevê instrumentos para ampliar o acesso a recursos privados. A concessão dos incentivos, no entanto, dependerá da aprovação dos projetos pelo Poder Executivo e do cumprimento das exigências fiscais estabelecidas na futura regulamentação.

Relatora da matéria, a senadora Tereza Cristina defendeu o fortalecimento da produção doméstica. Ela reconheceu que o Brasil dificilmente alcançará a autossuficiência, mas afirmou que ampliar a oferta nacional é necessário para reduzir os riscos enfrentados pela agropecuária em períodos de instabilidade internacional.

Com o acordo, o projeto permanece em regime de urgência e deverá retornar à pauta após o recesso parlamentar. As informações sobre o adiamento e o acordo para a votação conjunta foram confirmadas pelo Senado Federal.

Fonte: Pensar Agro

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