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Brasil é finalista do Prêmio Earthshot com fundo inédito para conservação de florestas

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O Fundo Florestas Tropicais para Sempre (TFFF, na sigla em inglês), foi anunciado, neste sábado (4/10), como um dos finalistas de 2025 do Prêmio Earthshot, fundado pelo Príncipe William, do Reino Unido, em 2020, para reconhecer iniciativas de impacto para a proteção e a restauração da natureza, e de enfrentamento aos maiores desafios do planeta.

Descrita como a inovação financeira mais ambiciosa da história para florestas, o TFFF é um novo mecanismo liderado pelo governo do Brasil que atribui valor real às florestas em pé, ao redefinir como o financiamento da proteção florestal é estruturado. Desenvolvida com o apoio de dez países do Sul e do Norte globais, além de representantes de povos indígenas e comunidades locais, a iniciativa será lançada oficialmente na COP30. 

O fundo oferece aos países tropicais incentivos de longo prazo para manter seus esforços de conservação das florestas. A meta do TFFF é estabelecer um fundo global de investimento de US$ 125 bilhões (composto por US$ 25 bilhões de investimentos soberanos e US$ 100 bilhões de investidores privados), garantindo uma renda permanente aos países tropicais em troca da proteção duradoura das florestas. Se bem-sucedida, poderá proteger mais de 1 bilhão de hectares de floresta, em mais de 70 países. Ao menos 20% dos pagamentos feitos aos países com florestas tropicais devem ser canalizados a povos indígenas e comunidades locais.

No mês passado, durante evento na ONU, em Nova York, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva anunciou o investimento de US$ 1 bilhão do TFFF, tornando o Brasil o primeiro país a se comprometer com recursos à iniciativa, condicionada à contribuição de outros países.

“O Brasil vai liderar pelo exemplo e se tornar o primeiro país a se comprometer com investimento no fundo, com US$ 1 bilhão. Convido todos os parceiros presentes a apresentarem contribuições igualmente ambiciosas para que o TFFF possa entrar em operação na COP30, em novembro, na Amazônia”, afirmou o presidente Lula, no evento na ONU. “Em Belém, viveremos o momento da verdade para a nossa geração de líderes. As florestas tropicais são fundamentais para manter vivo o propósito de limitar o aquecimento global a 1,5°C. O TFFF não é caridade. É um investimento na humanidade e no planeta, contra a ameaça de devastação pelo caos climático”, completou o presidente.​​

O Príncipe William, fundador e presidente do Prêmio Earthshot, declarou: “Ao chegarmos à metade da década Earthshot, estou verdadeiramente inspirado pelos finalistas deste ano, que incorporam o otimismo urgente que está no coração da nossa missão. Em apenas cinco anos, o Prêmio Earthshot mostrou que as respostas para os maiores desafios do planeta não apenas já existem, mas estão ao nosso alcance”.

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Para Marina Silva, ministra do Meio Ambiente e Mudança do Clima, “precisamos estabelecer uma nova relação com as florestas tropicais e mudar significativamente a forma como elas são valorizadas. As florestas fazem parte da nossa cultura e patrimônio, e são essenciais para nossas vidas. O TFFF trará os recursos necessários para preservá-las”.

“Ser finalista do Prêmio Earthshot, às vésperas da COP30, é uma honra para os quatro ministérios envolvidos na iniciativa – Meio Ambiente e Mudança do Clima, Relações Exteriores, Fazenda e Povos Indígenas –, liderados pelo presidente Lula, num esforço multilateral, e ajudará a ampliar a conscientização global sobre essa iniciativa, contribuindo para nossos esforços de atrair investidores públicos e capital privado, além de espalhar a mensagem para pessoas em todo o mundo sobre a importância vital das florestas tropicais para nossas vidas e economias. É uma oportunidade inédita de finalmente garantir que manter as florestas tropicais seja mais valorizado do que destruí-las. Por meio do TFFF, podemos mudar o futuro da conservação das florestas tropicais e garantir financiamento de longo prazo para quem as protege”, afirmou a ministra.

Jason Knauf, CEO do Earthshot Prize, disse: “O TFFF oferece uma chance única em uma geração de virar o jogo — tornando as florestas vivas mais valiosas do que as mortas — e fornecer apoio crucial aos guardiões das florestas ao redor do mundo que as chamam de lar. O fundo desbloqueou uma enorme oportunidade para as pessoas e para o planeta ao atribuir valor de longo prazo à proteção florestal, acelerando a ação climática e o bem-estar das comunidades”.

O Prêmio Earthshot

O grupo de indicados deste ano foi selecionado entre quase 2.500 nomeações enviadas pela rede do Prêmio Earthshot, composta por 575 indicadores de 72 países. Os 15 finalistas foram escolhidos com base em avaliações realizadas pelos parceiros de seleção do prêmio e por seu painel consultivo de especialistas — um grupo global com mais de 100 especialistas com profundo conhecimento em conservação, ciência, tecnologia, negócios, finanças, academia e políticas públicas.

Como nos anos anteriores, os cinco vencedores do prêmio deste ano serão escolhidos pelo Príncipe William e pelos demais membros do prestigiado Conselho do Prêmio Earthshot, um grupo diverso de indivíduos dedicados à proteção do clima e do meio ambiente. O conselho é presidido por Christiana Figueres, presidente do Conselho de Curadores do Prêmio Earthshot e arquiteta do Acordo de Paris sobre o clima.

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Os membros do Conselho do Prêmio Earthshot Prize incluem: Príncipe William, Rainha Rania Al Abdullah, Cate Blanchett, Indra Nooyi, José Andrés, Wanjira Mathai, Nemonte Nenquimo, Luisa Neubauer, Naoko Yamazaki, Ernest Gibson e Ngozi Okonjo-Iweala.

As soluções selecionadas estão alinhadas aos cinco “Earthshots” — metas simples, ambiciosas e inspiradoras, que hoje são mais relevantes do que nunca. Mais informações sobre os finalistas deste ano estão disponíveis no site do prêmio.

Sobre o Fundo Florestas Tropicais para Sempre

O TFFF é uma iniciativa liderada pelo Brasil, anunciada na COP28, em Dubai, e construída em diálogo com outros dez países – cinco florestais (Colômbia, Indonésia, Malásia, Gana e República Democrática do Congo) e cinco potencialmente apoiadores (Noruega, Alemanha, Reino Unido, Emirados Árabes Unidos e França) –, dezenas de organizações da sociedade civil e representações de povos indígenas e comunidade tradicionais de todo o mundo.

Diferentemente de outros mecanismos de financiamento ambiental, o TFFF não se baseia em doações, mas em investimento feito por países, filantropias e empresas em um fundo. O capital total será, então, aplicado em uma carteira diversificada de ativos de renda fixa de longo prazo, com grau de classificação de risco, administrada por gestores internacionais – de acordo com a Nota Conceitual do TFFF, ficam vedados investimentos que causem impacto ambiental significativo (como desmatamento ou emissões de gases de efeito estufa), o que inclui não investir em atividades relacionadas a carvão, turfa, petróleo e gás. 

Rendimentos dos investimentos gerados por esta carteira serão canalizados para os países com florestas tropicais elegíveis, desde que cumpridos os critérios de elegibilidade, como taxa de desmatamento abaixo da média global. Estima-se que esses pagamentos possam representar mais de duas vezes o financiamento concessional internacional para conservação de florestas atualmente e dezenas ou até centenas de vezes mais do o valor atualmente pago pelo mercado voluntário de carbono para florestas. 

O TFFF também busca beneficiar os atores que diretamente contribuem para a conservação das florestas. Os países que recebem recursos do fundo devem se comprometer a canalizar pelo menos 20% do pagamento anual para povos indígenas e comunidades tradicionais (PICTs). Esse mecanismo foi desenhado em diálogo com representantes dos PICTs, representados pela Aliança Global de Comunidades Territoriais (GATC).

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Fonte: Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima

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Brasil reforça compromisso com pesca e aquicultura sustentáveis e segurança alimentar na FAO

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O Brasil reforçou o compromisso com a pesca sustentável, a aquicultura responsável e a segurança alimentar durante a 37ª Sessão do Comitê de Pesca da Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO), em Roma, na Itália. A participação ministerial marca o retorno do Brasil ao principal fórum internacional de discussão sobre pesca e aquicultura após 14 anos.


Em seu discurso inaugural, o ministro da Pesca e Aquicultura, Edipo Araujo, destacou a recriação do Ministério da Pesca e Aquicultura (MPA), em 2023, e a importância do setor para a segurança alimentar e nutricional. O ministro também ressaltou que o Brasil deixou o Mapa da Fome da FAO em 2025.

 

“Temos a convicção de que a pesca e a aquicultura são fundamentais para sistemas alimentares mais sustentáveis, resilientes e diversificados”, afirmou.


Ciência e sustentabilidade

 

Entre os avanços apresentados está a reconstrução da série histórica da pesca marinha brasileira, de 1950 a 2025, e o desenvolvimento de uma plataforma para ampliar o acesso e a transparência dos dados pesqueiros. O Brasil também restabeleceu o Grupo Técnico Interministerial para prevenção e combate à pesca ilegal, não declarada e não regulamentada (INDNR) e vem preparando suas equipes para a implementação do Acordo sobre Medidas do Estado do Porto. Com cerca de 1,7 milhão de pescadores e pescadoras, o país defende uma gestão pesqueira baseada em ciência e evidências, aliada à conservação dos ecossistemas aquáticos.

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Aquicultura e mudanças climáticas

 

Na aquicultura, o Brasil está construindo o Plano Nacional da Aquicultura, com diretrizes para os próximos dez anos e foco em investimentos, inovação, sustentabilidade e agregação de valor. O país também trabalha para ampliar a resiliência das comunidades pesqueiras e aquícolas diante das mudanças climáticas, por meio do Plano Clima, além de fortalecer a assistência técnica, a extensão e o acesso ao crédito. Outra prioridade é ampliar o consumo de pescado e sua presença nos programas de alimentação escolar, contribuindo para a segurança alimentar e fortalecendo a cadeia produtiva.

Valorização da pesca artesanal

O ministro destacou ainda a realização da Cúpula da Pesca de Pequena Escala, realizada em Roma, e reforçou a importância da participação dos pescadores na construção das políticas públicas. No Brasil, esse compromisso está refletido na construção do Plano Nacional da Pesca Artesanal, voltado ao fortalecimento do setor e ao reconhecimento de sua importância para a segurança alimentar, a geração de renda e as economias locais. No cenário internacional, o Brasil também destacou a presença dos alimentos aquáticos nas discussões do G20, dos BRICS e da COP30 e COP15 da CMS.

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Ao concluir, o ministro reafirmou que pesca sustentável, aquicultura responsável, segurança alimentar, geração de renda e conservação dos recursos aquáticos são agendas inseparáveis.“O Brasil reafirma seu compromisso com a cooperação internacional e com uma gestão pesqueira baseada na ciência, em dados de qualidade e na participação dos pescadores.”

ASCOM

Ministério da Pesca e Aquicultura

[email protected] 

 

Fonte: Ministério da Pesca e Aquicultura

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