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Cenouras híbridas impulsionam produtividade e rentabilidade no Brasil

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Híbridos de cenoura ganham espaço no país

O cultivo de cenouras híbridas vem se consolidando no Brasil, graças ao desenvolvimento de materiais que combinam alta produtividade, resistência a doenças e qualidade de mercado. Para os produtores, principalmente em regiões que enfrentam verões quentes e chuvosos, essas variedades têm proporcionado estabilidade no campo e aumento da rentabilidade.

Vitória F1: resistência e desempenho em diferentes regiões

Segundo Samuel Sant’Anna, especialista em Bulbos e Raízes, a cenoura Vitória F1, da Topseed Premium, se diferencia por seu conjunto de características agronômicas e comerciais. “Trata-se de uma variedade que une alta qualidade das raízes a um robusto pacote de resistência a doenças, oferecendo mais segurança ao produtor durante o cultivo”, destaca.

O material apresenta desempenho consistente do Sul ao Nordeste, especialmente no alto verão, quando temperaturas elevadas e chuvas intensas aumentam o risco de doenças. A variedade é resistente ao complexo de queima-das-folhas, causado por patógenos como Alternaria, Cercospora e Xanthomonas, além de tolerante ao ataque de nematoides, fatores que contribuem para maior produtividade.

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Ganhos expressivos de produtividade e competitividade

De acordo com Sant’Anna, os resultados são significativos: em comparação com outras variedades, a Vitória F1 pode entregar entre 200 e 600 caixas a mais por hectare, representando um diferencial competitivo importante para produtores que buscam maximizar seus ganhos.

Qualidade visual e valorização no mercado

Além do rendimento, a qualidade das raízes também se destaca. A cenoura apresenta pele lisa e brilhante, coloração uniforme e ótimo rendimento de lavador. O fechamento de ombro e ponta garante uniformidade, e o alto percentual de classificação 3A valoriza ainda mais o produto na comercialização. “O rendimento de raízes de categoria elevada tem sido um dos principais atrativos da Vitória para os produtores”, afirma o especialista.

Facilidade no manejo e colheita mecanizada

Outro ponto positivo é a praticidade no manejo. A cenoura Vitória F1 pode ser colhida mecanicamente, o que reduz custos e simplifica a operação no campo, contribuindo para uma produção mais eficiente e economicamente viável.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Exportações de açúcar recuam quase 25% em receita no primeiro semestre de 2026 com queda nos preços internacionais

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As exportações brasileiras de açúcar registraram queda significativa no primeiro semestre de 2026, tanto em volume quanto em receita. Dados da Secretaria de Comércio Exterior (Secex), vinculada ao Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC), mostram que o país embarcou 12,29 milhões de toneladas de açúcares e melaços entre janeiro e junho, retração de 4,39% em relação ao mesmo período de 2025.

O impacto mais expressivo, no entanto, ocorreu sobre o faturamento. A receita das exportações somou US$ 4,43 bilhões, valor 24,98% inferior aos US$ 5,90 bilhões registrados no primeiro semestre do ano passado. O resultado reflete, principalmente, a forte desvalorização do açúcar no mercado internacional.

Exportações de açúcar caem em junho

Somente em junho, o Brasil exportou 3,13 milhões de toneladas de açúcares e melaços, volume 7,16% menor que o registrado no mesmo mês de 2025, quando os embarques alcançaram 3,37 milhões de toneladas.

A receita obtida com as vendas externas caiu de US$ 1,44 bilhão para US$ 1,09 bilhão, representando retração de 24,26% na comparação anual.

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Preço médio do açúcar despenca no mercado externo

O principal fator responsável pela redução do faturamento foi a queda no preço médio das exportações.

Em junho, a cotação média do açúcar exportado pelo Brasil ficou em US$ 349,59 por tonelada, uma redução de 18,42% frente aos US$ 428,54 por tonelada registrados em junho de 2025.

No acumulado do primeiro semestre, o preço médio também apresentou forte retração, passando de US$ 458,79 para US$ 360,01 por tonelada, o que evidencia a pressão exercida pelas cotações internacionais sobre a rentabilidade das exportações brasileiras.

Mercado acompanha oferta global e comportamento dos preços

Apesar de o Brasil manter a liderança mundial nas exportações de açúcar, o desempenho em 2026 demonstra um cenário mais desafiador para o setor. A combinação entre menor volume embarcado e preços internacionais mais baixos reduziu significativamente a receita cambial do segmento.

Os números divulgados pela Secex consideram 21 dias úteis em junho de 2026, ante 20 dias úteis em junho de 2025, e reforçam a influência do mercado global sobre o desempenho das exportações brasileiras de açúcar ao longo do ano.

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Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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