Saúde

Ministério da Saúde realiza encontro com Países da Comunidade de Língua Portuguesa e Fundação Gates

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O Ministério da Saúde promoveu na sede da Fiocruz em Brasília, no dia 06/10, o Encontro com Países da Comunidade de Língua Portuguesa e Fundação Gates, reunindo representantes de sete países membros da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP) — Brasil, Moçambique, Cabo Verde, Guiné-Bissau, Guiné Equatorial, São Tomé e Príncipe e Timor-Leste — além de representantes da Fundação Bill & Melinda Gates. A iniciativa teve como objetivo fortalecer a cooperação internacional na preparação e resposta a emergências em saúde pública.

A reunião contou com a presença da secretária de Vigilância em Saúde e Ambiente, Mariângela Simão; do diretor do Departamento de Emergências em Saúde Pública, Edenilo Baltazar; e do chefe da Divisão de Cooperação Bilateral em Saúde da pasta, Rawlinson Dias Rodrigues, além de representantes da Fundação Gates e da Agência Brasileira de Cooperação (ABC).

Durante o encontro, a secretária Mariângela Simão ressaltou a relevância do Sistema Único de Saúde (SUS) como base estruturante da resposta brasileira às emergências sanitárias e destacou os aprendizados da pandemia de Covid-19. “O que mais nos impactou naquela crise foi a iniquidade no acesso a vacinas e medicamentos. Esse cenário reforçou a necessidade de ampliar a cooperação internacional e de garantir que políticas públicas sejam sempre baseadas nas melhores evidências científicas”, disse a secretária.

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A secretária citou ainda o trabalho intersetorial coordenado pelo Ministério da Saúde diante da suspeita de intoxicação por metanol em bebidas alcoólicas em São Paulo, como exemplo de resposta integrada entre esferas de governo. “Essas crises exigem integração entre ministérios, forças policiais, laboratórios e vigilâncias estaduais e municipais. O sistema precisa funcionar em rede, com mecanismos claros para identificação e resposta rápida”, pontuou.

Edenilo Baltazar apresentou o panorama das ações desenvolvidas pelo Departamento de Emergências em Saúde Pública no âmbito da CPLP. Ele destacou a realização de simulados de campo em São Tomé e Príncipe, capacitações em Moçambique e Cabo Verde, e o treinamento de profissionais estrangeiros no Brasil por meio do Programa Avançado de Epidemiologia de Campo (EpiSUS-Avançado).

“Temos avançado na cooperação técnica e na formação de especialistas. O Brasil coloca à disposição sua experiência em vigilância e resposta, e seguimos abertos a fortalecer essa rede de colaboração entre nossos países”, afirmou.

O encontro reforçou o compromisso do Brasil, da Fundação Gates e dos países da CPLP com o fortalecimento das políticas públicas em saúde, a integração entre as agendas sobre preparação e respostas de Emergências em Saúde Pública e a consolidação de mecanismos de cooperação e resposta conjunta a emergências globais. 

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João Moraes
Ministério da Saúde

Fonte: Ministério da Saúde

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Saúde

Contratualização no SUS e os desafios da gestão municipal são debatidos durante o Conasems

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O financiamento da saúde, os modelos de contratação e os principais desafios da gestão municipal estiveram no centro do seminário “Contratualização no SUS: planejamento, instrumentos jurídicos e desafios da gestão municipal”, realizado na manhã desta terça-feira (14), durante o Congresso do Conselho Nacional de Secretarias Municipais de Saúde (Conasems), em Porto Alegre. O debate reuniu representantes da gestão pública e especialistas para discutir a contratualização como ferramenta essencial para a organização das redes de atenção à saúde e para a execução das políticas públicas nos territórios. 

Representando o Ministério da Saúde, o secretário adjunto de Atenção Especializada à Saúde, Carlos Amilcar Salgado, destacou a necessidade de um planejamento claro para a contratualização e chamou a atenção para os desafios relacionados ao financiamento do sistema, especialmente diante dos custos da atenção especializada. “Precisamos, antes de tudo, ter clareza sobre o que se pretende contratar. A contratualização começa pelo planejamento, pela identificação das necessidades da rede e pela definição dos resultados que se espera alcançar”, afirmou.

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O Ministério da Saúde prevê que o financiamento será uma questão central para o SUS nos próximos anos. Será necessário construir soluções para garantir a sustentabilidade e a ampliação do acesso.

Seminário debate “Atenção Especializada e a Integralidade na RAS”

Durante o seminário “Atenção Especializada e a Integralidade na RAS”, realizado na tarde desta terça-feira (14), o Ministério da Saúde abordou como o planejamento, o financiamento e a governança fortalecem o cuidado integral no SUS.

Para os técnicos do Ministério, a Atenção Especializada não pode ser vista como uma série de serviços isolados, e sim como um componente estratégico na rede que precisa estar articulado com a Atenção Primária. A integralidade é considerada um eixo estruturante, com a APS coordenando o cuidado, tendo a Atenção Especializada como apoio técnico que amplia a capacidade resolutiva e garante a continuidade assistencial. Além dessa integração, a organização da jornada do usuário também é fundamental para garantir atendimento no tempo certo e evitar desperdícios.

Vigilância epidemiológica

No painel “O papel da vigilância em saúde na redução da mortalidade nos territórios”, o debate técnico destacou a importância do uso de informações epidemiológicas para orientar o planejamento das ações de saúde e apoiar a redução de mortes evitáveis. Entre os temas abordados estiveram o monitoramento das doenças e dos agravos não transmissíveis, das violências e dos acidentes, a qualificação dos sistemas de informação e a integração entre vigilância, Atenção Primária e demais políticas públicas. Também foram apresentadas experiências desenvolvidas por estados e municípios para fortalecer a promoção da saúde, a prevenção e a vigilância nos territórios.

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A organização regional da imunização no Sistema Único de Saúde (SUS) e as estratégias voltadas à ampliação e qualificação das coberturas vacinais também estiveram em debate durante a programação técnica do 39º Congresso do Conasems. O painel abordou temas como planejamento territorial, monitoramento de indicadores e organização das ações de vacinação, com destaque para o microplanejamento como instrumento de apoio à definição de estratégias adaptadas às diferentes realidades dos municípios.

Ministério da Saúde

Fonte: Ministério da Saúde

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