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Safra de cacau em Minas Gerais cresce e atinge 480 hectares, aponta levantamento da Emater-MG

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Levantamento inédito da Emater-MG identifica produção de cacau

A Emater-MG realizou, neste ano, o primeiro levantamento sobre a safra de cacau em Minas Gerais, catalogando dados desde março de 2025. O estudo revela que a cultura está ganhando espaço no estado, com 480 hectares cultivados e produção anual estimada em 161 toneladas.

Segundo Deny Sanábio, coordenador técnico de Fruticultura da Emater-MG, a inclusão do cacau nos levantamentos ajuda na formulação de políticas públicas e oferece referência para compradores interessados na produção local.

“Fazemos acompanhamento de mais de 40 frutas no estado, mas o cacau ainda não estava incluso. A identificação da produção é importante tanto para políticas públicas quanto para o mercado”, explica Sanábio.

Norte de Minas concentra maior parte do plantio

O levantamento aponta que o cultivo de cacau em Minas Gerais está concentrado no Norte do estado, com destaque para os seguintes municípios:

  • Jaíba: 256 hectares (53,3% da produção estadual)
  • Janaúba: 120 hectares
  • Bandeira: 64 hectares
  • Matias Cardoso: 25 hectares
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A Emater-MG ressalta que novas áreas ainda podem ser identificadas, o que ampliaria esses números.

Condições climáticas e manejo exigem atenção

De acordo com Sanábio, o cacaueiro se adapta melhor a regiões com alta temperatura e baixa umidade, mas requer irrigação constante. Muitos produtores do Norte de Minas têm adotado o consórcio de cacau com banana, aproveitando sistemas de irrigação já existentes.

“O cacau não tolera ventos fortes ou frio intenso, e regiões com alta umidade favorecem doenças como a vassoura-de-bruxa. A irrigação adequada é fundamental, mas o produtor precisa de conhecimento e investimento. A produção comercial só se consolida a partir do quarto ano após o plantio”, alerta o coordenador.

Ele também destaca que a oferta de mudas ainda é limitada, exigindo planejamento antecipado. Os primeiros frutos surgem entre dois e três anos, e a maturação plena ocorre a partir do quarto ano.

Empresas investem no potencial da região

O município de Janaúba registra investimentos privados significativos. A Rimo Agroindustrial Ltda destinou mais de 100 hectares ao plantio de cacau, com o objetivo de substituir gradualmente lavouras de banana.

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Segundo Geraldo Pereira da Silva, gestor da empresa, mudanças climáticas e doenças como o mal-do-Panamá tornaram a banana menos viável, enquanto o cacau oferece maior estabilidade de mercado e possibilidade de armazenamento.

“Acredito que em sete a dez anos teremos entre 8 mil e 12 mil hectares de cacau no Norte de Minas. A região tem potencial para se tornar um grande polo produtor com qualidade e produtividade”, projeta Silva.

Perspectivas para o mercado de cacau em Minas Gerais

O levantamento da Emater-MG indica que a cultura do cacau pode se expandir significativamente no estado, com o Norte de Minas liderando o crescimento. O apoio técnico, aliado ao investimento privado, sugere potencial de consolidação do estado como polo produtor nacional de cacau nos próximos anos.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Exportações de algodão de Mato Grosso batem recorde em junho e China amplia compras da pluma brasileira

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As exportações de algodão em pluma de Mato Grosso registraram um novo recorde para o mês de junho, consolidando o protagonismo do estado no comércio internacional da fibra. Impulsionadas pelo forte avanço da demanda chinesa e pela competitividade da pluma brasileira, as vendas externas apresentaram crescimento expressivo em relação ao mesmo período do ano passado.

De acordo com análise semanal do Instituto Mato-Grossense de Economia Agropecuária (Imea), elaborada com base em dados da Secretaria de Comércio Exterior (Secex), o Brasil exportou 217,04 mil toneladas de algodão em pluma em junho de 2026. Embora o volume represente uma retração de 25,46% frente a maio, houve avanço de 63,41% na comparação com junho de 2025.

Mato Grosso lidera exportações brasileiras de algodão

Em Mato Grosso, os embarques somaram 154,18 mil toneladas em junho, resultado que representa queda mensal de 20,70%, mas crescimento de 66,38% em relação ao mesmo mês do ano anterior.

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O desempenho estabeleceu um novo recorde para junho na série histórica da Secex, reforçando a liderança do estado nas exportações brasileiras de algodão.

Safra 2024/25 mantém ritmo forte nas vendas externas

No acumulado da safra 2024/25, entre agosto de 2025 e junho de 2026, Mato Grosso exportou 1,97 milhão de toneladas de algodão em pluma.

O volume representa um crescimento de 13,57% em comparação ao mesmo período da temporada anterior, evidenciando o fortalecimento da presença brasileira no mercado internacional da fibra.

China amplia importações e consolida liderança entre os compradores

Segundo o Imea, a China permaneceu como o principal destino do algodão mato-grossense na safra 2024/25.

As compras chinesas cresceram 53,97% em relação ao ciclo anterior e passaram a representar 19,75% de todas as exportações de algodão realizadas pelo estado.

O instituto atribui esse avanço à maior competitividade da pluma brasileira em um cenário de elevada oferta exportável, fator que aumentou a atratividade do produto nacional frente aos concorrentes internacionais.

Mato Grosso concentra embarques para o mercado chinês

Com o forte crescimento da demanda asiática, Mato Grosso respondeu por mais da metade das exportações brasileiras de algodão destinadas à China, reforçando sua posição estratégica no abastecimento do maior mercado consumidor mundial da fibra.

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A combinação entre elevada produção, qualidade da pluma e competitividade nos preços segue fortalecendo o estado como principal polo exportador de algodão do Brasil e um dos mais relevantes fornecedores do mercado global.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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