Agro News

Reforma Tributária exige adaptação dos produtores rurais à Nota Fiscal Digital a partir de janeiro

Publicado

Com a implementação gradual da Reforma Tributária a partir de 1º de janeiro de 2025, produtores rurais precisarão se adaptar rapidamente às novas regras fiscais. O principal desafio neste primeiro momento será a adequação à Nota Fiscal Digital, que passará por mudanças estruturais. Especialistas alertam que o não cumprimento das novas exigências pode resultar na recusa das notas fiscais e perda de recursos financeiros.

O tema foi debatido no webinar “Reforma Tributária e os Impactos para o Produtor Rural”, que contou com a participação dos especialistas Gabriel Hercos da Cunha e Rhuan Oliveira. O evento destacou os principais pontos de atenção e as estratégias para o agronegócio enfrentar a transição com segurança.

Entidades do setor reforçam necessidade de atualização constante

De acordo com Thiago Soares, presidente da Comissão Especial do Agronegócio da OAB/SP e coordenador jurídico da Federação da Agricultura e Pecuária do Estado de São Paulo (Faesp), é essencial que os produtores rurais se mantenham atualizados sobre as novas regras tributárias.

Leia mais:  Duroc transforma a carne suína no Brasil e conquista cortes premium em restaurantes estrelados

Ele ressaltou o papel das entidades representativas, como a Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) e as federações estaduais, que foram decisivas na inclusão das especificidades do campo no texto da reforma. Segundo Soares, o trabalho de acompanhamento permanece crucial nesta fase de regulamentação e definição de alíquotas.

“Alguns pontos fundamentais da Reforma ainda estão indefinidos, como a alíquota padrão, as alíquotas presumidas e outras regras que terão impacto direto sobre o produtor. Nosso compromisso é garantir que o agronegócio continue sendo o motor da economia e que o homem do campo tenha condições justas para continuar produzindo alimentos para o Brasil e o mundo”, afirmou.

Novas regras e oportunidades para o agronegócio

Entre os aspectos positivos da Reforma, o especialista Rhuan Oliveira destacou a desoneração de bens de capital, a ampliação da cesta básica com alíquota zero e a redução de 60% da alíquota para novos alimentos.

Outra mudança importante diz respeito à faixa de faturamento. Produtores que registrarem receita anual de até R$ 3,6 milhões poderão escolher o regime tributário mais vantajoso para seu negócio. Caso ultrapassem esse limite, passarão a contribuir para a Contribuição sobre Bens e Serviços (CBS), em nível federal, e para o Imposto sobre Bens e Serviços (IBS), em âmbito estadual e municipal, a partir do segundo mês subsequente.

Leia mais:  Governo vai comprar alimentos sem licitação para ajudar produtores
Adaptação é essencial para evitar prejuízos e garantir competitividade

O encontro online, que reuniu presidentes de sindicatos rurais, advogados e produtores, reforçou a importância de um processo de transição planejado e bem informado.

Manter-se atento às novas obrigações fiscais e digitais será determinante para evitar penalidades e garantir a sustentabilidade financeira das propriedades rurais.

As discussões evidenciaram que compreender as mudanças e adotar práticas de gestão tributária eficientes são passos fundamentais para fortalecer o agronegócio brasileiro, que segue como uma das principais forças econômicas do país e referência mundial em produção de alimentos.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

Comentários Facebook
publicidade

Agro News

Exportações recordes de soja sustentam receita do Brasil em meio à tensão global e alta das commodities

Publicado

O mercado global da soja iniciou a semana sob forte influência de dois fatores decisivos: o recorde das exportações brasileiras e a escalada das tensões geopolíticas no Oriente Médio. Enquanto o Brasil mantém liderança absoluta nos embarques da oleaginosa, os contratos futuros negociados na Bolsa de Chicago avançaram nesta segunda-feira (11), acompanhando a disparada do petróleo e o movimento generalizado de valorização das commodities agrícolas.

Segundo levantamento do Cepea, o desempenho das exportações brasileiras continua sendo o principal suporte da receita do setor, mesmo diante da pressão causada pela ampla oferta interna, pela queda do dólar e pelo recuo das cotações domésticas.

Em abril, o Brasil exportou 16,75 milhões de toneladas de soja, o maior volume já registrado para o mês na série histórica da Secex. O resultado representa crescimento de 15,35% em relação a março e avanço de 9,6% frente ao mesmo período do ano passado.

A China permaneceu como principal destino da soja brasileira, ampliando suas compras em 17,6% na comparação mensal. No acumulado de janeiro a abril, os embarques nacionais alcançaram 40,24 milhões de toneladas, também um recorde para o período.

O ritmo acelerado das exportações tem ajudado a equilibrar o mercado interno e sustentado a renda do produtor, mesmo com a pressão de uma safra robusta e preços domésticos mais enfraquecidos.

Leia mais:  Imposto sobre alimentos: FPA defende rejeição de projeto na Câmara
Oriente Médio e petróleo elevam volatilidade global

No cenário internacional, os mercados operam sob forte volatilidade após o agravamento das tensões entre Estados Unidos e Irã. O aumento das incertezas ganhou força depois de o governo iraniano rejeitar uma proposta norte-americana relacionada aos conflitos na região.

Na sequência, o ex-presidente Donald Trump criticou publicamente a resposta iraniana, reacendendo temores sobre uma possível escalada geopolítica e seus impactos sobre o fornecimento global de energia.

Com isso, os futuros do petróleo voltaram a subir com intensidade. Por volta das 7h20 (horário de Brasília), o barril do Brent avançava 2,09%, cotado a US$ 97,40, enquanto o WTI registrava alta de 2,1%, negociado a US$ 103,43.

A valorização da energia impulsionou diretamente o complexo soja. Os contratos futuros da oleaginosa subiam mais de 10 pontos na Bolsa de Chicago, levando o vencimento julho para US$ 12,20 por bushel e o agosto para US$ 12,14. O farelo de soja avançava mais de 1,4%, enquanto o óleo registrava ganhos próximos de 0,6%.

Milho, trigo e açúcar também avançam

O movimento positivo se espalhou para outras commodities agrícolas. O trigo operava com alta próxima de 1%, cotado a US$ 6,24 por bushel, enquanto o milho subia mais de 0,8%, alcançando US$ 4,75 por bushel.

Leia mais:  Governo vai comprar alimentos sem licitação para ajudar produtores

O açúcar negociado em Nova York também acompanhava o avanço das commodities, sustentado pela valorização do petróleo. O cacau operava em campo positivo, enquanto café e algodão apresentavam ajustes após registrarem ganhos nas primeiras horas do pregão.

Analistas destacam que a forte correlação entre energia e commodities agrícolas voltou a ganhar força nesta semana. Com o petróleo em alta, aumentam as expectativas de maior demanda por biocombustíveis, especialmente biodiesel e etanol, favorecendo diretamente o complexo soja e o milho.

Além disso, investidores seguem atentos às condições logísticas no Oriente Médio, sobretudo na região do Estreito de Ormuz, rota estratégica para o transporte global de petróleo e fertilizantes.

Mercado aguarda novo relatório do USDA

Outro fator que mantém os agentes do mercado em alerta é a expectativa pelo novo relatório mensal de oferta e demanda do USDA (Departamento de Agricultura dos Estados Unidos), previsto para esta terça-feira, 12 de maio.

O documento trará as primeiras estimativas oficiais para a safra 2026/27 e poderá redefinir o comportamento dos mercados agrícolas nas próximas semanas, especialmente para soja, milho e trigo.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

Comentários Facebook
Continue lendo

Mais Lidas da Semana