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Brasil defende turismo sustentável como pilar da economia verde durante Fórum Esfera Internacional

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O Fórum Esfera Internacional reuniu nesta sexta-feira (10.10) ministros de Estado, governadores, empresários e representantes da sociedade civil no Theatro da Paz, em Belém (PA), para discutir soluções sustentáveis de desenvolvimento da Amazônia e o papel do Brasil na transição verde global.

Promovido pela Esfera Brasil, o evento teve como tema central a “Agenda Amazônia – O papel do Estado na construção de soluções sustentáveis”. O encontro contou com a presença dos ministros Celso Sabino (Turismo), Alexandre Silveira (Minas e Energia), Ricardo Lewandowski (Justiça e Segurança Pública) e Vinícius de Carvalho (Controladoria-Geral da União), além do governador do Pará, Helder Barbalho, e de outras autoridades nacionais.

O ministro Celso Sabino apresentou iniciativas do Governo do Brasil que fazem do turismo um dos principais vetores da economia verde brasileira, destacando programas e investimentos que unem crescimento econômico, geração de emprego e preservação ambiental.

“O turismo é o caminho que conecta todas as dimensões do desenvolvimento: movimenta a economia, gera oportunidades e fortalece o sentimento de pertencimento do nosso povo”, apontou Sabino. “Estamos construindo um modelo de prosperidade baseado no que o Brasil tem de mais valioso – as pessoas, a cultura e a natureza –, e esse modelo é que vai inspirar o mundo a olhar para o nosso país com ainda mais respeito e admiração”, completou.

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ECONOMIA VERDE – Entre as ações expostas, o ministro Celso Sabino citou parcerias técnicas para o desenvolvimento de biocombustíveis sustentáveis de aviação. Conduzido em conjunto com o Ministério de Minas e Energia, a CAF (Banco de Desenvolvimento da América Latina) e a IATA (Associação Internacional de Transporte Aéreo), o trabalho estimula o cultivo da macaúba, espécie nativa de alta rentabilidade.

“Estamos mostrando que é possível crescer preservando. O turismo sustentável é uma das mais poderosas ferramentas para manter a floresta em pé e gerar prosperidade onde ela nasce: dentro da Amazônia. O Brasil precisa enxergar a região não apenas como um patrimônio natural, mas como motor econômico do futuro, capaz de gerar oportunidades para quem vive aqui”, defendeu Sabino.

O ministro também apresentou os programas “Conheça o Brasil: Voando”, que incentiva a realização de viagens de brasileiros no país com a ampliação da conectividade aérea; e “Conheça o Brasil: Realiza”, uma parceria com a Caixa Econômica Federal e o Banco do Brasil que proporciona crédito em condições especiais para a aquisição de pacotes turísticos.

LEGADO COP30 – As ações do Ministério do Turismo em Belém e na Amazônia estão integradas à preparação da COP30 2025, que acontecerá no próximo mês de novembro na capital paraense. O órgão atua com foco em infraestrutura, qualificação profissional e na valorização da cultura amazônica, deixando um legado permanente de desenvolvimento sustentável e inclusão social na região.

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Um dos exemplos é o Círio de Nazaré, uma das maiores manifestações religiosas do mundo e que, neste ano, recebeu um apoio inédito de R$ 2 milhões do Ministério do Turismo. Além disso, estão em andamento no Pará projetos de sinalização turística, capacitação profissional gratuita e de modernização de atrativos, operados de forma conjunta com governos locais e instituições nacionais e internacionais.

SOBRE O FÓRUM – O Fórum Esfera Internacional é uma das principais plataformas de diálogo entre os setores público e privado no Brasil. O evento reúne lideranças nacionais para discutir temas estratégicos, como descarbonização, inovação, infraestrutura e economia verde.

Sediada em Belém, a edição de 2025 do encontro reforçou o protagonismo da Amazônia no debate global sobre sustentabilidade e marcou o início da contagem regressiva para a COP30, que colocará o Brasil no centro das discussões climáticas mundiais.

Por Cíntia Luna
Assessoria de Comunicação do Ministério do Turismo

Fonte: Ministério do Turismo

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Conheça o Sítio Burle Marx, primeiro jardim tropical modernista reconhecido pela Unesco

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Ícone do paisagismo brasileiro, Roberto Burle Marx marcou história além das fronteiras nacionais. Reconhecido mundialmente, o artista foi pioneiro ao harmonizar formas geométricas, cores e movimentos com plantas nativas da Mata Atlântica e biomas associados. É na Barra de Guaratiba, na Zona Oeste do Rio de Janeiro, que turistas do Brasil e do mundo podem conhecer o Sítio Roberto Burle Marx.

Inscrita na Lista do Patrimônio Mundial da Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultural (Unesco) em 2021, a propriedade abriga 3.500 espécies florais cultivadas em uma concepção ecológica que une vegetação, arquitetura e as chamadas plantas vivas. A obra, inclusive, é o primeiro jardim tropical modernista reconhecido pela Unesco, além de ter sido o 23° bem brasileiro a receber a chancela.

Em nível nacional, a área de 405 mil metros quadrados está sob gestão e proteção do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan), associada a ele como Unidade Especial desde 1985, e tombada como Patrimônio Cultural nos mais diversos níveis.

Jardins aquáticos, coleções de arte, viveiros e edificações convivem no espaço e convidam pessoas a preservar, pesquisar e disseminar a obra de Burle Marx. Lá, o paisagista viveu por 20 anos, estabelecendo conexões entre cultura e natureza, que dão conta do legado da vida do artista.

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Plantas vivas

De dimensão única, o local reúne experimentos botânicos e revelam outra história pioneira: Roberto Burle Marx também se destacou por promover a conservação de biomas brasileiros mundo afora. Além de ter descoberto novas espécies por meio de expedições, mais de 30 plantas levam seu nome.

Ao longo da carreira, o artista também é conhecido por ter unido vãos livres e concreto aparente a paisagens tropicais, integrando estruturas vazadas à vegetação nativa e às plantas vivas.

Também são de autoria do artista, especialmente entre as décadas de 1930 e de 1990, obras como o Parque do Flamengo, no Museu de Arte Moderna, também no Rio de Janeiro; e os Jardins do Palácio do Planalto, em Brasília; entre outras.

Como e quando ir

Desde 2019, a chamada Casa de Roberto, onde o artista viveu, está aberta para visitação no Sítio Burle Marx. Sob curadoria do Iphan, o espaço abriga memórias, elementos e emoções que contam a história e as relações culturais do paisagista.

Com duração de 1h30, a visita é aberta ao público e inclui trajeto de 1.800 metros, contemplando jardins, a Casa de Roberto e espaços em que o paisagista criou suas obras.

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Com recursos de acessibilidade, o espaço também recebe visitas escolares, de grupos e ensaios fotográficos mediante agendamento. Sempre de terças-feiras aos sábados, das 9h30 às 13h30, a visitação acontece de forma mediada e deve ser agendada por meio do e-mail [email protected].

Mais informações podem ser acessadas clicando aqui.

A Lista do Patrimônio Mundial reúne locais reconhecidos pela Unesco por sua importância cultural, natural ou histórica para a humanidade. Os bens inscritos são considerados de Valor Universal Excepcional e passam a integrar uma relação internacional de patrimônios, cuja preservação é de interesse mundial.

O Brasil possui atualmente 26 bens inscritos na lista, distribuídos entre as categorias Cultural, Natural e Mista.

Por Rafael Daher
Assessoria de Comunicação do Ministério do Turismo

Fonte: Ministério do Turismo

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