Política Nacional

CESp discute política de inclusão e dupla carreira de atletas

Publicado

O avanço da inclusão de pessoas com deficiência no esporte e os caminhos para aprimorar a formação de jovens atletas estarão em discussão na Comissão de Esporte (CEsp) nesta terça-feira (14), a partir das 13h30. Na audiência pública, será analisado o Programa Paradesporto Brasil em Rede (PPBR) — iniciativa do governo federal voltada à democratização do acesso ao esporte para pessoas com deficiência, especialmente nas regiões Norte e Nordeste. 

O debate foi solicitado (REQ 40/2025 – CEsp) pela senadora Mara Gabrilli (PSD-SP). Criado em parceria com universidades e institutos federais, o PPBR mantém núcleos de paradesporto que articulam docentes e estudantes de educação física em rede. Seu objetivo é ampliar o alcance das práticas esportivas inclusivas, fortalecer a formação de profissionais e garantir a participação feminina em pelo menos metade das atividades. 

Para Mara Gabrilli, o programa representa uma política pública essencial para “garantir a equidade no acesso ao esporte e fortalecer a cidadania das pessoas com deficiência”, em consonância com a Lei Brasileira de Inclusão e a Lei Geral do Esporte. 

Entre os convidados confirmados estão: 

  • O coordenador-geral de Planejamento e Monitoramento da Política Pública Paradesportiva, Rodrigo Abreu de Freitas Machado, que representará a Secretaria Nacional de Paradesporto (SNPAR); 
  • A professora adjunta no Departamento de Esportes da Escola de Educação Física, Fisioterapia e Terapia Ocupacional da Universidade Federal de Minas Gerais Andressa da Silva de Mello; 
  • A professora titular no Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia do Ceará Ialuska Guerra; 
  • O docente no curso de educação física da Universidade Federal da Grande Dourados Mário Sérgio Vaz da Silva; 
  • A professora na Faculdade de Fisioterapia e Terapia Ocupacional e no Programa de Pós-Graduação em Ciências do Movimento Humano da Universidade Federal do Pará Marília Passos Magno e Silva; 
  • Além de Maria Furtado de Souza e Rosenilda Aoyama, beneficiárias do Programa Paradesporto Brasil em Rede.
Leia mais:  Medida provisória atende assentados da reforma agrária atingidos por tornados

Deliberativa 

Após a audiência, a CEsp vai deliberar sobre dois requerimentos para a realização de audiências públicas. 

O REQ 41/2025 – CEsp, da senadora Teresa Leitão (PT-PE), propõe uma nova rodada de debates sobre o Programa Segundo Tempo, com ênfase nos aspectos educacionais e pedagógicos do projeto. 

Teresa Leitão sugere a participação de representantes do Ministério da Educação (MEC), da União Nacional dos Dirigentes Municipais de Educação (Undime), do Conselho Nacional de Secretários de Educação (Consed) e do Fórum Nacional dos Secretários Municipais de Esporte. 

Já o REQ 42/2025 – CEsp, de Leila Barros (PDT-DF), propõe audiência pública sobre os desafios enfrentados por jovens atletas na conciliação entre estudos e treinos. Para ela, o tema exige políticas integradas entre esporte e educação, capazes de promover modelos de ensino flexíveis e programas de apoio pedagógico que valorizem a chamada dupla carreira dos atletas estudantes. 

Estão entre os convidados indicados no requerimento o professor Fábio Di Visconti-Cortez, autor do livro O dilema da escola para o jovem-atleta, e representantes do Ministério da Educação, do Ministério do Esporte, do Comitê Olímpico do Brasil (COB) e do Comitê Paralímpico Brasileiro (CPB). 

Leia mais:  Comissão de Segurança analisa gravação de visitas a presos do crime organizado

Como participar

O evento será interativo: os cidadãos podem enviar perguntas e comentários pelo telefone da Ouvidoria do Senado (0800 061 2211) ou pelo Portal e‑Cidadania, que podem ser lidos e respondidos pelos senadores e debatedores ao vivo. O Senado oferece uma declaração de participação, que pode ser usada como hora de atividade complementar em curso universitário, por exemplo. O Portal e‑Cidadania também recebe a opinião dos cidadãos sobre os projetos em tramitação no Senado, além de sugestões para novas leis.

Agência Senado (Reprodução autorizada mediante citação da Agência Senado)

Fonte: Agência Senado

Comentários Facebook
publicidade

Política Nacional

Em debate na Câmara, especialistas apontam desafios ambientais e econômicos da transição energética

Publicado

Em seminário promovido por três comissões da Câmara dos Deputados nesta terça-feira (9), especialistas apresentaram sugestões ambientais e econômicas para a gradual substituição dos combustíveis fósseis, como petróleo, carvão e gás natural, diretamente ligados ao aquecimento do planeta. De forma geral, defenderam uma transição energética com metas anuais, prazos vinculantes e fundos para garantir justiça climática.

No aspecto político, a coordenadora de projetos do Instituto ClimaInfo, Carolina Marçal, destacou que o Brasil precisa superar contradições na condução do tema.

“Ao mesmo tempo em que o Brasil tem se colocado como um líder climático global e tem de fato exercido um papel importante nesse sentido, a gente vê uma expansão da indústria fóssil e de frentes de exploração inclusive em lugares emblemáticos, como na Margem Equatorial e em outras regiões”, salientou.

Analista do WWF Brasil, Ricardo Fuji mostrou impactos da exploração de petróleo na foz do rio Amazonas, com elevado custo social e risco de emissão de 446 milhões de toneladas de CO2 na atmosfera. Segundo ele, o quadro seria bem diferente se o investimento fosse direcionado à produção de eletricidade limpa e biocombustíveis.

“Com aquele mesmo investimento de R$ 32 milhões na Foz do Amazonas, daria para instalar um parque e linhas de transmissão para gerar eletricidade renovável”, exemplificou.

Leia mais:  Projeto aumenta orçamento das empresas estatais

Derivados do petróleo
Os especialistas também discutiram o cenário geopolítico que impacta no preço internacional dos derivados de petróleo. Só nos primeiros 50 dias da atual guerra envolvendo Estados Unidos, Israel e Irã, a indústria petrolífera lucrou 150 bilhões de dólares, segundo a 350.org Brasil, organização global pelo fim dos combustíveis fósseis.

Outro dado revela que 2/3 da população mundial vivem em países que importam petróleo e, obviamente, tiveram aumento no custo de vida durante essa guerra.

O diretor da organização 350.org no Brasil, João Cerqueira, lembrou que o setor é altamente subsidiado no mundo inteiro. Ele pediu aos parlamentares a aprovação do Projeto de Lei 219/25, que proíbe novos subsídios ao carvão, além da rejeição de outra proposta (PL 1371/25) que mantém esses subsídios até 2050 no Brasil.

Um dos organizadores do debate, o deputado Fernando Mineiro (PT-RN) defendeu a atual estratégia do governo federal no enfrentamento da crise. “Quero ressaltar o papel do governo brasileiro diante dessa crise em curso. Foi a ação política, e não a ação de mercado, que posicionou o Brasil em um lugar melhor do que o de outras nações. Ou seja: não é o livre mercado que vai dar o tom de como nós vamos alcançar e fazer essa travessia para uma transição justa sobre a questão energética.”

Vinicius Loures / Câmara dos Deputados
Custo de vida e dependência dos Combustíveis Fósseis: Caminhos para reduzir a vulnerabilidade econômica. Especialista em Transição Energética e Minerais Críticos do Instituto E+, Bruna Targino.
Bruna Targino defendeu estratégia industrial de longo prazo

Leia mais:  Câmara aprova PEC que amplia imunidade tributária para entidades religiosas

Conta de luz
Também houve debates em torno dos impactos da política energética na conta de luz. Representante da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel), Leandro Moreira citou esforços para redução do peso dos subsídios custeados pela tarifa energética. Um deles é o projeto da Lei de Responsabilidade Tarifária (PLP 100/26), em análise na Câmara.

Bruna Targino, do Instituto E+ Transição Energética, sugeriu foco do país em planejamento, financiamento e estratégia industrial de longo prazo, sobretudo diante das novas opções de exploração mineral e energética.

“Nós não podemos sair da dependência fóssil para uma nova dependência tecnológica e material. Por isso, agendas como a de minerais críticos estratégicos precisam ser tratadas como agendas industriais, com agregação de valor e considerando rastreabilidade, circularidade e salvaguardando padrões socioambientais robustos”, defendeu Bruna Targino.

O seminário na Câmara foi promovido pelas Comissões de Meio Ambiente, da Amazônia e de Defesa do Consumidor.

Reportagem –  José Carlos Oliveira
Edição –  Ana Chalub

Fonte: Câmara dos Deputados

Comentários Facebook
Continue lendo

Mais Lidas da Semana