Agro News

Na Pré-COP, MMA participa de encontro para mobilizar países na gestão integrada de incêndios florestais

Publicado

O secretário extraordinário de Controle do Desmatamento e Ordenamento Ambiental Territorial do Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima (MMA), André Lima, defendeu, nesta terça-feira (14/10), uma resposta coordenada entre os países para enfrentar os incêndios florestais, que representam grandes ameaças às florestas tropicais e outros ecossistemas ao redor do mundo. Ele participou da sessão “Implementando o Balanço Global: o Caso da Resiliência aos Incêndios Florestais” na Reunião Ministerial Preparatória da COP30, a Pré-COP, em Brasília (DF). 

O encontro buscou construir diálogo com as delegações em torno do Chamado à Ação sobre Gestão Integrada do Fogo e Resiliência a Incêndios Florestais. A ser lançada durante a COP30, a iniciativa tem o objetivo de engajar os países no debate sobre o manejo do fogo e os impactos da mudança do clima. “Nossa proposta é clara: preparar um chamado à ação sobre gestão integrada do fogo e resiliência aos incêndios florestais”, afirmou o secretário.

Na sessão, os países foram convidados a se tornar signatários do chamado, que propõe uma abordagem abrangente para o manejo integrado do fogo, incluindo prevenção, preparação, resposta, recuperação e o uso ecológico do fogo, com reconhecimento aos saberes dos povos indígenas e comunidades locais. A meta é elevar a resiliência a incêndios florestais ao mais alto nível político, como parte das agendas de governança climática, proteção da biodiversidade e desenvolvimento sustentável.

Leia mais:  Press conference on the South and Central America and the Caribbean Dialogue of the Global Ethical Stocktake

Também participaram da reunião o secretário de Clima, Energia e Meio Ambiente do Ministério das Relações Exteriores (MRE), embaixador Maurício Lyrio; o presidente da COP29, Mukhtar Babayev; e o presidente do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama), Rodrigo Agostinho.

Para Lyrio, os incêndios florestais representam um desafio global “sem distinguir entre Norte e Sul globais”. “E nenhuma nação pode enfrentá-los sozinha. É por isso que propomos este chamado à ação sobre gestão integrada do fogo e resiliência a incêndios florestais. O objetivo é elevar o tema ao nível de atenção política que ele exige”, afirmou.

Babayev reforçou o papel estratégico da Amazônia na resposta global. “Sediar a COP30 na Amazônia oferece uma plataforma poderosa para avançar na resiliência a incêndios florestais, e temos satisfação em apoiar essa importante iniciativa. Infelizmente, os incêndios estão se tornando cada vez mais frequentes, severos e imprevisíveis”, disse.

Em sua fala, André Lima destacou também que, em 2024, os incêndios destruíram quase 35 milhões de hectares de florestas, campos, cerrado e pastos. Na Amazônia, mais de 6 milhões de hectares de florestas primárias foram queimados no último ano, uma área maior que a da Bélgica, Suíça ou Países Baixos.

Leia mais:  MMA inicia construção de plano para fortalecer o Sistema Nacional do Meio Ambiente

Para enfrentar o problema, o secretário ressaltou que o governo brasileiro, com apoio do Congresso Nacional, aprovou a Lei nº 14.944/2024, que institui a Política Nacional de Manejo Integrado do Fogo (PNMIF), voltada à resiliência a incêndios florestais e à gestão integrada do fogo, medida que tem ampliado significativamente a capacidade nacional de prevenção e resposta.

O secretário citou, ainda, o Fundo Florestas Tropicais para Sempre (TFFF, na sigla em inglês), mecanismo financeiro proposto pelo Brasil, como um meio de prevenir e controlar tanto o desmatamento quanto os incêndios florestais e que o Brasil “quer fazer da COP30 um marco na resiliência global ao fogo. Precisamos ir além e adotar um código de conduta forte e eficaz, que assegure que os incêndios florestais sejam tratados como uma prioridade global de clima”.

Assessoria Especial de Comunicação Social do MMA
[email protected]
(61) 2028-1227/1051
Acesse o Flickr do MMA

Fonte: Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima

Comentários Facebook
publicidade

Agro News

Ferrogrão impulsiona valorização imobiliária e fortalece polo logístico de Sinop, em Mato Grosso

Publicado

A retomada do projeto da Ferrogrão após decisão favorável do Supremo Tribunal Federal (STF) fortalece as perspectivas de crescimento econômico no norte de Mato Grosso e amplia o potencial de valorização dos ativos logísticos e imobiliários de Sinop. Considerada uma das obras de infraestrutura mais estratégicas para o agronegócio nacional, a ferrovia deverá transformar a logística de escoamento da produção agrícola e atrair uma nova onda de investimentos para a região.

Segundo o diretor comercial e de operações da PZ Log, Antonio Pereira, a decisão do STF representa um marco importante para o avanço do empreendimento, ao proporcionar maior segurança jurídica para a continuidade das etapas regulatórias, técnicas e de concessão necessárias à implantação da ferrovia.

“A sinalização do Supremo reforça a confiança do mercado e evidencia o impacto positivo que a Ferrogrão terá sobre a economia regional. Trata-se de uma infraestrutura que pode redefinir a competitividade logística do agronegócio brasileiro”, afirma.

Ferrogrão deve reduzir custos e aumentar competitividade do agro

Projetada para ligar Sinop (MT) ao terminal portuário de Miritituba (PA), a Ferrogrão terá aproximadamente mil quilômetros de extensão e acompanhará parte do corredor da BR-163, principal rota de escoamento da produção agrícola do Centro-Oeste.

O empreendimento é apontado pelo setor como uma solução para reduzir a dependência do transporte rodoviário, melhorar a eficiência logística e ampliar a competitividade das exportações brasileiras.

Leia mais:  Safra ajustada e demanda firme sustentam preços do trigo no Sul e em Chicago

Estudos indicam que a operação da ferrovia poderá gerar economia superior a R$ 9 bilhões em custos de frete. Para especialistas, a redução das despesas logísticas tende a fortalecer a rentabilidade dos produtores rurais e estimular novos investimentos em toda a cadeia do agronegócio.

“São recursos que deixarão de ser consumidos pelo transporte e poderão ser reinvestidos em produção, tecnologia, infraestrutura e geração de riqueza na região”, destaca Pereira.

Sinop se consolida como hub logístico do agronegócio

A expectativa é que o avanço da Ferrogrão aumente significativamente a demanda por áreas destinadas à armazenagem de grãos, centros de distribuição, operadores logísticos e empresas ligadas ao comércio exterior.

Nesse cenário, empreendimentos voltados à infraestrutura logística ganham relevância estratégica, especialmente em Sinop, município que já figura entre os principais polos de produção agrícola do país.

Com a ampliação da capacidade de escoamento e a integração entre diferentes modais de transporte, a cidade tende a consolidar sua posição como um dos mais importantes hubs logísticos do agronegócio brasileiro.

Além dos impactos econômicos diretos, a ferrovia deverá contribuir para a valorização patrimonial da região, impulsionando o mercado imobiliário industrial e logístico.

Leia mais:  Press conference on the South and Central America and the Caribbean Dialogue of the Global Ethical Stocktake
Menos pressão sobre a BR-163

Outro benefício esperado é a redução da sobrecarga na BR-163, corredor responsável pelo transporte de mais de 17 milhões de toneladas de grãos por ano.

Atualmente, a rodovia enfrenta gargalos operacionais, principalmente durante os períodos de safra, quando o aumento do fluxo de caminhões provoca congestionamentos e eleva os custos logísticos.

Com a transferência de parte significativa dessa movimentação para o modal ferroviário, especialistas projetam ganhos em eficiência, segurança viária e sustentabilidade, além da redução de acidentes e do desgaste da infraestrutura rodoviária.

Próximos passos do projeto

Após a validação da Lei nº 13.452/2017 pelo STF, o setor produtivo acompanha o avanço das análises técnicas e regulatórias que antecedem o processo de concessão e a futura construção da Ferrogrão.

Embora ainda existam etapas importantes a serem cumpridas, a percepção do mercado é de que a ferrovia já começa a gerar efeitos positivos sobre a confiança dos investidores.

Para empresários e agentes do agronegócio, a concretização do projeto representa um passo decisivo para fortalecer a infraestrutura logística nacional, ampliar a competitividade das exportações brasileiras e consolidar Mato Grosso como principal corredor de escoamento da produção agrícola do país.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

Comentários Facebook
Continue lendo

Mais Lidas da Semana