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MMA recebe certificação da CGU por alcançar nível 3 em avaliação de integridade pública

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O Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima (MMA) recebeu, na última sexta-feira (10/10), certificação da Controladoria-Geral da União (CGU) em reconhecimento ao alcance do Nível 3 – Pleno na avaliação de integridade realizada pelo órgão. A entrega ocorreu durante o encontro “Fortalecendo a Integridade em Tempos de COP30”, em Brasília (DF), com a presença da secretária-executiva adjunta do MMA, Anna Flávia de Senna Franco. O evento debateu os desafios na integração de práticas de integridade no contexto da 30ª Conferência das Nações Unidas sobre Mudança do Clima (COP30).  

O resultado da avaliação conduzida pela Secretaria de Integridade Pública da CGU foi divulgado em agosto. O ministério atingiu 100% de implantação dos macroprocessos dos níveis 2 e 3, relativos à padronização e integração das práticas de integridade. Saiba mais aqui 

O ministro da CGU, Vinicius Marques de Carvalho, em mensagem de vídeo, ressaltou o trabalho da pasta e afirmou que o resultado é um “marco importante” para a gestão. “Ele indica que o MMA já possui estruturas padronizadas e integradas para a gestão da integridade, posicionando o ministério entre as referências da Administração Pública Federal”, pontuou. 

Na ocasião, Anna Flávia de Senna destacou o compromisso do ministério com a consolidação do sistema de integridade. O reconhecimento representa mais uma responsabilidade e um grande incentivo para que o MMA continue evoluindo na organização de suas estruturas padronizadas e integradas de gestão, com processos consolidados de prevenção, detecção e remediação de riscos éticos.  

Ela reconheceu ainda os avanços institucionais na promoção da integridade pública na agenda ambiental e climática. “Relacionar o fortalecimento da integridade com a pauta climática da COP30 é um reconhecimento do papel da integridade no enfrentamento dos grandes desafios nacionais e internacionais relacionados à sustentabilidade ambiental e à justiça climática”, comentou. 

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Ao enfatizar os esforços do MMA, a secretária-executiva adjunta citou o Balanço Ético Global (BEG), uma das principais maneiras pelas quais a sociedade pode se engajar na COP30. Liderado pelo presidente Lula e o secretário-geral da ONU, António Gutérres, o BEG propõe uma reflexão, a partir da ética e da cultura, sobre até onde avançamos e as ações que ainda precisam ser realizadas para que o planeta não ultrapasse a marca de 1,5ºC de aquecimento médio em relação aos níveis anteriores à Revolução Industrial, principal meta do Acordo de Paris. 

No MMA, a gestão da integridade é coordenada pela Assessoria Especial de Controle Interno (AECI), que exerce a função de Unidade Setorial de Integridade (USI), com diretrizes consolidadas no “Programa Ambiente Íntegro”, instituído por meio da Portaria GM/MMA nº 896/2023. A estrutura conta ainda com o apoio do Comitê Permanente de Gestão da Integridade (CGI) e da Rede de Integridade do Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima (Rimma), que reúne representantes da pasta e suas unidades vinculadas.  

O encontro reuniu órgãos e entidades que integram o Sistema de Integridade, Transparência e Acesso à Informação (Sitai), com o objetivo de fortalecer as Assessorias de Integridade na aplicação do Modelo de Maturidade em Integridade Pública (MMIP). A iniciativa também promoveu um espaço de troca de experiências, boas práticas e de incentivo à cooperação. 

Na avaliação do chefe da AECI do MMA, Humberto Luciano Schloegl, o reconhecimento é fruto da consolidação de um modelo institucional baseado em critérios técnicos. “O reconhecimento da CGU é resultado de um trabalho coletivo e de longo prazo, com base em dados e evidências. O objetivo agora é alcançar o Nível 5 de Maturidade”, salientou. “Já iniciamos a construção do Plano de Integridade para o ciclo 2026–2027, com uma nova metodologia de gestão de riscos. Esta metodologia se baseia em um mapeamento rigoroso de lacunas em diversas fontes de informação”, completou. 

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Integração  

O encontro também foi marcado pelo compromisso do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama), Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio) e Jardim Botânico do Rio de Janeiro (RJ) em alcançar o Nível 3 Pleno na avaliação. O acordo firmado estabelece metas para aprimorar a gestão da integridade e fortalecer a sustentabilidade na administração pública. 

Para o presidente do Ibama, Rodrigo Agostinho, a integridade é um valor que precisa permear toda a gestão ambiental. “Essa é uma agenda que reforça a credibilidade institucional e o compromisso com a sociedade”.  

O avanço das estruturas de integridade foi enfatizado pelo presidente do ICMBio, Mauro Pires. “Fortalecer os mecanismos de integridade é essencial para que as nossas ações de conservação e fiscalização sejam sustentáveis e reconhecidas pela sociedade”. 

Já o presidente substituto do Jardim Botânico, Eliezer Nunes, salientou a importância da cooperação entre os órgãos. “A integridade é um instrumento de fortalecimento institucional e de integração das nossas ações no campo da pesquisa e da gestão ambiental. 

Também participaram do evento a secretáriaexecutiva da CGU, Eveline Martins Brito, e a secretária de Integridade Pública do órgão, Patrícia Álvares de Azevedo Oliveira.  

Assista ao evento na íntegra aqui

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Fonte: Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima

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Fundo Clima impulsiona restauração da vegetação nativa com R$ 834 milhões em novos financiamentos

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O Governo do Brasil anunciou na última quarta-feira (10/6) novos investimentos com recursos do Fundo Nacional sobre Mudança do Clima (Fundo Clima) para a restauração da vegetação nativa em diferentes biomas brasileiros. Ao todo, serão destinados R$ 834 milhões em recursos do fundo para cinco projetos voltados à recuperação de áreas degradadas, que somam investimentos totais de R$ 2,7 bilhões. 

As iniciativas contribuirão para ampliar a restauração florestal no país, fortalecer a conservação da biodiversidade e aumentar a remoção de carbono da atmosfera, em alinhamento com os compromissos assumidos pelo Brasil em sua Contribuição Nacionalmente Determinada (NDC) no âmbito do Acordo de Paris. 

Entre os projetos contemplados está a celebração de contrato com o BTG, que receberá financiamento de R$ 200 milhões para um empreendimento com investimento total estimado em R$ 1,6 bilhão. Também foram emitidas cartas de aprovação para os projetos da Systemica, com empréstimo de R$ 180 milhões e investimento total de R$ 340 milhões, e da Biomas, com financiamento de R$ 87,2 milhões e aporte total previsto de R$ 257 milhões. Além disso, foi anunciado o projeto da Courageous Land, que contará com R$ 116 milhões em recursos do Fundo Clima e investimento total de R$ 340 milhões. Por fim, outra carta foi celebrada com a RRG Soluções Baseadas na Natureza concedendo R$ 250 milhões a serem investidos em uma área de 2,5 mil hectares para produção de cacau sustentável em áreas degradadas.   

Operado pelo Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) e liderado pelo Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima (MMA), o Fundo Clima se consolidou como principal instrumento de financiamento da política climática brasileira. Desde o início da atual gestão, o orçamento do programa passou por uma expansão histórica. Em 2023, os recursos disponíveis somavam R$ 634 milhões. O valor saltou para R$ 10,4 bilhões em 2024, alcançou R$ 14 bilhões em 2025 e chegou a R$ 27,5 bilhões em 2026. Antes disso, o orçamento médio anual do fundo girava em torno de R$ 400 milhões.  

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O crescimento dos investimentos também se reflete na carteira de financiamentos aprovados pelo BNDES. Em 2024, foram aprovados R$ 10,2 bilhões em projetos. Em 2025, esse montante avançou para R$ 12,5 bilhões. Apenas nos quatro primeiros meses de 2026, já foram aprovados R$ 3,5 bilhões em financiamentos, enquanto os contratos firmados alcançaram R$ 2,8 bilhões. 

A agenda de restauração e conservação florestal ganhou protagonismo entre os setores apoiados pelo fundo. Em 2025, foram aprovados R$ 3,9 bilhões para projetos florestais, tornando o segmento o segundo mais financiado pelo programa. No ano anterior, a área ocupava a 17ª posição entre os setores apoiados. 

A ampliação do acesso aos recursos também tem sido uma prioridade da política de financiamento climático. Para estimular a participação de micro, pequenas e médias empresas (MPMEs) e ampliar a presença dos investimentos nas regiões Norte e Nordeste, o BNDES realizou 11 edições do programa BNDES Mais Perto de Você em municípios dessas regiões. 

Como resultado, o volume de projetos aprovados no Norte e Nordeste passou de R$ 2,3 bilhões em 2024 para R$ 3,7 bilhões em 2025. No mesmo período, os financiamentos destinados às micro, pequenas e médias empresas cresceram de R$ 1,7 bilhão para R$ 2,7 bilhões. 

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Os resultados demonstram o fortalecimento do Fundo Clima como instrumento de promoção do desenvolvimento sustentável, da transição ecológica e da implementação de soluções baseadas na natureza para o enfrentamento da mudança do clima. 

Fundo Clima 
 
O Fundo Clima foi criado pela Lei nº 12.114/2009, alterada pela Lei nº 13.800/2019, e tem sua regulamentação definida pelo Decreto nº 9.578/2018, alterado pelo Decreto nº 10.143/2019 e pelo Decreto nº 11.549/2023. 

Vinculado ao MMA, o Fundo Clima disponibiliza recursos em duas modalidades, reembolsável e não reembolsável. Os recursos reembolsáveis são administrados pelo Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES). Os recursos não reembolsáveis são operados pelo MMA. 

O Fundo é administrado pelo Comitê Gestor, presidido pelo MMA e composto por 28 membros, representantes de ministérios e outros órgãos. Conta com ampla participação de entidades da sociedade civil, que opinaram e ajudaram a construir as diretrizes e finalidades do financiamento do Plano Anual de Aplicação de Recursos 2025. 

Para saber mais sobre o Fundo Clima na modalidade de recursos reembolsáveis, acesse aqui. 

Assessoria Especial de Comunicação Social do MMA

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Fonte: Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima

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