Agro News

Comercialização da soja e milho em Mato Grosso avança; safra 2024/25 quase toda vendida

Publicado

A comercialização das safras de soja e milho em Mato Grosso continua em ritmo acelerado, segundo dados do Instituto Mato-Grossense de Economia Agropecuária (Imea). Enquanto a soja 2024/25 já tem quase toda a produção negociada, o milho apresenta crescimento expressivo nas vendas antecipadas para a safra futura.

Soja 2024/25: vendas atingem 95,7% da produção

Até o final de setembro, a comercialização da soja 2024/25 em Mato Grosso alcançou 95,70% da produção, avanço de 3,76 pontos percentuais em relação a agosto. Apesar do crescimento, o índice permanece 1,37 ponto percentual abaixo do registrado no mesmo período da safra anterior, quando 97,07% da produção já havia sido vendida.

Entre as regiões do estado, o norte lidera as vendas, com 97,79% da produção comercializada. As demais regiões registraram os seguintes percentuais: nordeste (96,39%), médio-norte (95,34%), centro-sul (96,48%), oeste (94,45%), sudeste (95,14%) e noroeste (95,48%).

Safra futura de soja 2025/26: vendas antecipadas chegam a 31,46%

A comercialização antecipada da soja 2025/26 atingiu 31,46% da produção projetada, aumento de 4,06 pontos percentuais em relação ao mês anterior. Em comparação com setembro de 2024, o avanço é ligeiramente inferior, 1,57 ponto abaixo dos 33,03% negociados no mesmo período.

Leia mais:  Alta Café 2026: tecnologia, nutrição e gestão impulsionam a rentabilidade da cafeicultura

No detalhamento por regiões, o oeste apresenta o maior índice de vendas, com 34,36% da safra futura já comercializada, seguido por noroeste (33,75%), nordeste (32,04%), norte (32,98%), médio-norte (31,26%), centro-sul (32,61%) e sudeste (27,25%).

Milho 2024/25: comercialização chega a 77,59% da produção

O milho da safra 2024/25 também registra crescimento nas vendas em Mato Grosso. Até setembro, 77,59% da produção já havia sido comercializada, aumento de 9,27 pontos percentuais em relação a agosto. Apesar do avanço, o índice ainda está 1,60 ponto abaixo do registrado no mesmo período da safra anterior (79,19%).

As regiões com maior volume de vendas são noroeste (83,59%), seguido pelo médio-norte (79,98%) e nordeste (77,04%).

Safra futura de milho 2025/26: vendas antecipadas chegam a 21,11%

Para a safra de milho 2025/26, 21,11% da produção projetada já foi vendida, avanço de 5,60 pontos em relação a agosto e 8,09 pontos acima do observado no mesmo mês de 2024. Entre as regiões, o norte (32,44%) e médio-norte (27,52%) lideram as negociações antecipadas.

Leia mais:  Safra encolhe sob pressão de custos e geadas. Área pode ficar 40% menor

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

Comentários Facebook
publicidade

Agro News

No Piauí, Governo do Brasil lança aplicativo para modernizar o monitoramento pesqueiro

Publicado

Em parceria com o Ministério da Pesca e Aquicultura (MPA), a Universidade Federal do Piauí (UFPI) lança o protótipo do aplicativo PesqBR, nesta quinta-feira (02), em Luís Correia, a 349 km de Teresina (PI). A ferramenta foi desenvolvida para ampliar a geração de dados confiáveis sobre a atividade pesqueira.

O aplicativo permite que as informações da pesca sejam inseridas diretamente pelo celular. Vai contribuir com a reconstrução da estatística pesqueira, de modo que os dados possam refletir a realidade da vida dos pescadores e pescadoras artesanais. Além da entrega do protótipo a ser testado pelos pescadores do Piauí, também foram entregues a versão web do sistema, que será usada pelas colônias dos pescadores de cada município e computadores. O projeto ainda prevê a capacitação das colônias e dos pescadores para que possam usar o aplicativo para automonitoramento.

“O setor não pode ficar invisível. São das mãos das mulheres e dos homens trabalhadores que a gente coloca alimento de qualidade na nossa mesa”, declarou o ministro Edipo Araujo.

Leia mais:  Alta Café 2026: tecnologia, nutrição e gestão impulsionam a rentabilidade da cafeicultura

A secretária Nacional de Registro, Monitoramento e Pesquisa da Pesca e Aquicultura, Carolina Dória, explicou os benefícios para os pescadores e pescadoras. Esses registros poderão servir como um dos comprovantes da atividade pesqueira no Relatório de Exercício da Atividade Pesqueira (REAP), facilitando a comprovação da atividade profissional e reduzindo a burocracia. “O próprio pescador passa a registrar sua produção, fortalecendo sua autonomia e contribuindo para um sistema mais moderno e transparente”, declarou.

Sobre o módulo específico para as colônias, Carolina esclareceu que “esses dados fortalecem a capacidade de planejamento das colônias e oferecem informações concretas para dialogar com prefeituras, governos estaduais, instituições financeiras e parceiros. Com dados confiáveis, fica muito mais fácil demonstrar a importância econômica da pesca local e buscar investimentos, como infraestrutura de beneficiamento, câmaras frigoríficas, equipamentos, projetos de comercialização, acesso ao crédito e outras iniciativas que fortaleçam a atividade pesqueira”.

Inicialmente, o protótipo será usado por 14.932 pescadores e pescadoras profissionais registrados, em 5 municípios piauienses: Luís Correia (6.574), Esperantina (761), Ilha Grande (3.223), São João do Piauí (177) e Buriti dos Lopes (4.197). A ideia é que o projeto seja expandido gradualmente para outras áreas do país, até se tornar o sistema oficial nacional para a coleta de dados da pesca. No Piauí, Luís Correia é o município com maior extensão de litoral, cerca de 46 km, mais da metade da área litorânea de todo o estado.

Leia mais:  Suco de laranja registra alta no faturamento: R$ 11,22 bilhões

ASCOM
Ministério da Pesca e Aquicultura

Fonte: Ministério da Pesca e Aquicultura

Comentários Facebook
Continue lendo

Mais Lidas da Semana