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Circuito Nelore de Qualidade avalia 600 animais em Canhotinho (PE) e premia melhores lotes de carcaças

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A 20ª etapa nacional do Circuito Nelore de Qualidade 2025 foi realizada em Canhotinho (PE) no dia 2 de outubro, com a avaliação de 600 animais de 24 pecuaristas, na unidade local da Masterboi. A iniciativa contou com a parceria da Associação dos Criadores de Nelore do Brasil (ACNB), da Associação dos Criadores de Nelore do Nordeste (ACNN), da Matsuda Sementes e Nutrição Animal e do próprio frigorífico.

Dentre os 600 animais, 540 eram machos não castrados, sendo que 76% possuíam até quatro dentes incisivos permanentes (menos de 3 anos) e apresentaram peso médio de 20,3 arrobas. Entre as 60 fêmeas, 70% ainda tinham dentição de leite completa (menos de 2 anos), e 95% apresentavam cobertura de gordura mediana ou uniforme, com peso médio de 13 arrobas.

André Locateli, gerente executivo da ACNB, comentou:

“A etapa em Canhotinho foi um grande sucesso. Esta foi a quinta edição em quatro anos, e a qualidade dos animais avaliados cresce a cada edição. Tivemos participação de criadores de Pernambuco, Alagoas e Bahia.”

Premiação destaca os melhores lotes de carcaças

O evento de premiação ocorreu na noite do mesmo dia em Garanhuns (PE), celebrando os melhores lotes de carcaças nas categorias machos confinados, machos em pastagem e fêmeas.

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Machos terminados em confinamento:

  • Ouro: Agropecuária Angelim, Fazenda Santa Rosa (Murici/AL)
  • Prata: Group 8 Brasil Pecuária, Fazenda Calumbi (Inhambupe/BA)
  • Bronze: Manacá Agropecuária, Fazenda Providência (Atalaia/AL)

Machos terminados em pastagens:

  • Ouro: Rolderick Lins de Brito, Sítio Peri Peri (Buíque/PE)
  • Prata: Luis Carlos Almeida de França, Fazenda Santa Maria (Belém/AL)
  • Bronze: Aluísio José Moura Dubeux, Fazenda Gameleira (Bonito/PE)

Fêmeas:

  • Ouro: André Costa de Mendonça, Fazenda São Miguel (Angelim/PE)
  • Prata: Silvio Celso de Lira Pessoa, Fazenda Santa Maria Maior (Limoeiro de Anadia/AL)
  • Bronze: Ricardo Barreto Dantas, Fazenda Novo Horizonte (São Sebastião/AL)
Circuito Nelore de Qualidade fortalece genética e produção de carne

O Circuito Nelore de Qualidade, promovido pela ACNB, visa fortalecer a genética Nelore, aprimorar a produção e consolidar a raça como referência em carne de qualidade. Cada etapa avalia os resultados obtidos pelos produtores conforme seus sistemas de produção e realidade regional.

Realizado no Brasil desde 1999, o Circuito conta com apoio de Friboi, Frisa, Cooperfrigu, Fribal, Masterboi e Matsuda Sementes e Nutrição Animal. No exterior, a iniciativa é promovida em parceria com frigoríficos e associações da Bolívia (Fridosa e Asocebu) e do Paraguai (Associação Paraguaia dos Criadores de Nelore e Minerva Foods). Atualmente, é considerado o maior campeonato de avaliação de carcaças de bovinos do mundo.

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Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Produção de suínos cresce 50% e abre espaço para novos investimentos

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A suinocultura de Mato Grosso do Sul cresceu aproximadamente 50% nos últimos três anos e já alcança cerca de 3,6 milhões de animais abatidos por ano. A expansão, que coloca o Estado entre os principais polos emergentes da atividade no País, estará no centro das discussões do VIII Fórum de Desenvolvimento da Suinocultura de Mato Grosso do Sul, marcado para 17 de setembro, em Dourados (a cerca de 240km da capital, Campo Grande).

O avanço ocorre em uma região que até poucos anos atrás tinha participação bem menor na produção nacional de carne suína. Mato Grosso do Sul passou a ocupar a quinta posição no ranking brasileiro de abates, atrás de Estados com tradição muito mais antiga na atividade, como Santa Catarina, Paraná, Rio Grande do Sul e Minas Gerais.

Parte dessa expansão está associada à disponibilidade de milho e soja, principais componentes da alimentação dos animais e responsáveis pela maior parcela do custo de produção. A proximidade entre as granjas e as regiões produtoras de grãos reduz distâncias no abastecimento de ração e cria condições para a instalação de novas unidades produtivas e industriais.

Outro fator é o crescimento do número de matrizes. Em 2026, mais de 111,5 mil matrizes já estavam cadastradas no Programa Leitão Vida, política estadual de incentivo à produção. Até o início de junho, 272 estabelecimentos participavam do programa.

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No mesmo período, 1,63 milhão de suínos haviam sido abatidos dentro do programa e os incentivos concedidos aos produtores superavam R$ 45 milhões. A atividade também acumulou aproximadamente R$ 1,7 bilhão em cartas-consulta aprovadas pelo Fundo Constitucional de Financiamento do Centro-Oeste (FCO) nos últimos sete anos.

A política de incentivo passou ainda por mudanças. O novo protocolo do Leitão Vida ampliou as exigências relacionadas à biossegurança, bem-estar animal, rastreabilidade, sustentabilidade e utilização de tecnologias nas propriedades.

Dos 272 estabelecimentos participantes neste ano, 239 já haviam migrado para o novo sistema de conformidade. A intenção é atrelar parte dos incentivos não apenas ao volume produzido, mas também ao cumprimento de padrões técnicos, sanitários e ambientais.

Para o produtor, essa mudança ganha importância porque a expansão da atividade depende cada vez mais do acesso a mercados exigentes. Sanidade, rastreabilidade e biossegurança deixaram de ser apenas questões internas das granjas e passaram a influenciar diretamente a capacidade de frigoríficos e produtores alcançarem novos compradores.

Mato Grosso do Sul também ampliou sua estrutura industrial. Unidades instaladas no Estado vêm aumentando a capacidade de abate, movimento necessário para acompanhar o crescimento das granjas e evitar um desequilíbrio entre a oferta de animais e a capacidade de processamento.

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A expansão da suinocultura cria ainda uma demanda adicional para a agricultura estadual. Cada aumento no alojamento de animais significa maior consumo de milho e farelo de soja, estabelecendo uma relação direta entre o crescimento das granjas e o mercado regional de grãos.

Esse movimento pode ser especialmente importante para regiões com grande produção de milho segunda safra. A instalação de unidades de produção animal permite transformar parte do grão dentro do próprio Estado em proteína de maior valor agregado, reduzindo a necessidade de transportar toda a produção agrícola por longas distâncias até outros centros consumidores.

O crescimento, entretanto, exige investimentos elevados. Construção e modernização de granjas, climatização, tratamento de dejetos, biossegurança, armazenagem de ração e adequações ambientais aumentam a necessidade de capital e tornam a expansão dependente de planejamento financeiro e acesso ao crédito.

Consolidado como um dos principais encontros da suinocultura no Centro-Oeste, o Fórum ocorre justamente quando Mato Grosso do Sul tenta transformar o forte crescimento dos últimos anos em uma cadeia maior, mais tecnificada e com maior participação nos mercados nacional e internacional.

Serviço

VIII Fórum de Desenvolvimento da Suinocultura de Mato Grosso do Sul
Data: 17 de setembro de 2026
Horário: 7h às 18h
Local: Unigran – Dourados (MS)

Fonte: Pensar Agro

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