Tecnologia

Brasil e Singapura reforçam cooperação em ciência e inovação sustentável

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A ministra da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI), Luciana Santos, recebeu a ministra de Sustentabilidade e Meio Ambiente e encarregada das Relações Comerciais de Singapura, Grace Fu. A reunião foi na sede do MCTI, em Brasília (DF). O encontro, na quarta-feira (15), reforçou o interesse dos países em estreitar as relações bilaterais mantidas há 58 anos e ampliar a colaboração em áreas de ciência, tecnologia, inovação e sustentabilidade, incluindo startups e crédito carbono.  

Durante a reunião, a ministra Luciana destacou os laços duradouros e profundos que o Brasil mantém com Singapura e afirmou que o governo pretende agora aprofundar o diálogo técnico e científico, com foco em soluções e desenvolvimento industrial sustentável. “Que a gente possa garantir uma ciência mais eficaz. Quando fazemos cooperações e juntamos inteligências de vários países somos mais fortes, e por isso queremos fortalecer estes laços”, afirmou.  

A ministra Grace Fu elogiou os avanços do Brasil em energia limpa e destacou o potencial de cooperação em áreas como biocombustíveis, combustíveis sustentáveis para aviação e economia circular. “Temos muitos desafios em comum, como as mudanças climáticas e a busca de soluções tecnológicas que aliem produtividade e proteção ambiental. O Brasil é um parceiro estratégico, com vasta biodiversidade e grande capacidade científica.”   

Luciana Santos apresentou à delegação asiática as principais diretrizes da Nova Indústria Brasil (NIB), programa estruturante do Governo Federal lançado em 2024 que orienta a política industrial e tecnológica com foco em sustentabilidade. As seis missões da NIB — entre elas descarbonização da economia, bioeconomia e cadeias agroindustriais sustentáveis — convergem com as prioridades do governo de Singapura em inovação e transição verde, aumentando ainda mais a furtividade da relação.   

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“Nós sabemos que neste mundo da geopolítica, um dos grandes pilares é a busca pelo domínio tecnológico, pela superação da dependência. Então, uma parceria com Singapura cada vez mais é relevante para ambos os países”, disse. 

Interesses em comum 

As ministras discutiram oportunidades de cooperação em temas comuns aos dois países, como inteligência artificial, cidades inteligentes, semicondutores e agritech. Luciana Santos ressaltou que o Brasil tem buscado transformar sua riqueza natural em oportunidades de desenvolvimento inclusivo. 

“Queremos que a bioeconomia e a inovação estejam a serviço da sustentabilidade e do bem-estar da população, especialmente nas regiões que guardam a maior biodiversidade do planeta, como a Amazônia”, afirmou.     

O Memorando de Entendimento em Ciência e Tecnologia, firmado entre os dois países em 2008 e o acordo de livre comércio entre Mercosul e Singapura, assinado em dezembro de 2023, foram citados como base para o fortalecimento da agenda bilateral e para a criação de novos programas conjuntos, como meio de formar planos de ações concretas e identificar interesses em comum. “Embora o acordo ainda esteja em tramitação no Congresso Nacional para ratificação, podemos trabalhar desde já em ações que adensem nossas cadeias produtivas tendo como base nosso sistema nacional de ciência e tecnologia”, disse Luciana.  

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Por fim, a ministra Grace Fu convidou Luciana Santos a visitar Singapura para conhecer iniciativas de digitalização e sustentabilidade implementadas no país. A proposta inclui a criação de um grupo de trabalho para identificar áreas prioritárias e definir ações conjuntas em inovação e desenvolvimento tecnológico.   

Participaram da reunião representantes do MCTI e do governo de Singapura. Do lado brasileiro, estiveram presentes a secretária de Políticas e Programas Estratégicos, Andrea Latgé; o chefe da Assessoria Especial de Assuntos Internacionais, Carlos Matsumoto; o coordenador-geral de Cooperação Bilateral substituto, Allan Edver Mello dos Santos; o coordenador-geral de Instrumentos de Apoio à Inovação, Hideraldo Luiz de Almeida; a Analista da Coordenação de Cooperações Bilaterais na Assin, Clarrisa Sapori; e a assistente da Coordenação de Cooperações Bilaterais, Alice Abbud.  

A agenda integra os esforços do MCTI para fortalecer a inserção internacional da ciência brasileira e consolidar parcerias estratégicas que contribuam para a transição ecológica e o desenvolvimento sustentável.  

Fonte: Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação

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Tecnologia

MCTI firma parceria para ampliar capacitação tecnológica de mulheres em situação de violência

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Na busca por ampliação dos direitos e proteção das meninas e mulheres brasileiras, o Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI) assinou na quinta-feira (28) um protocolo de intenções com o Instituto Maria da Penha (IMP) e o Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia do Ceará (IFCE).  

A colaboração busca estabelecer cooperação institucional para promover a autonomia econômica, a inclusão produtiva e a qualificação tecnológica de vítimas de violência doméstica e familiar. 

O acordo abre espaço para a construção científica nessa luta e cria uma base de cooperação entre as três instituições, destacando iniciativas relacionadas à formação em competências digitais, tecnologia da informação, inteligência artificial, inovação social, empreendedorismo e inserção produtiva. O protocolo também poderá subsidiar a estruturação do Programa Resgata Digital, proposta institucional de capacitação tecnológica e fortalecimento da autonomia financeira desse público. 

Durante a assinatura, a ministra da Ciência, Tecnologia e Inovação, Luciana Santos, ressaltou que a ciência e a tecnologia também devem contribuir para ampliar direitos e criar oportunidades para meninas e mulheres em situação de vulnerabilidade.  

“Com essa parceria, vamos avançar em pesquisas que aprofundem a compreensão sobre a inserção de mulheres vítimas de violência no mercado de trabalho e desenvolver programas concretos de capacitação tecnológica, por meio da Lei de Informática, para garantir oportunidades e caminhos reais de emancipação e dignidade. A autonomia financeira é um dos passos para o enfrentamento do ciclo da violência”, concluiu a ministra. 

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O protocolo prevê a articulação entre as instituições para compartilhar conhecimentos, viabilizar estudos e diagnósticos, promover diálogos técnicos e identificar oportunidades para outras ações de cooperação relacionadas à inclusão produtiva, qualificação profissional e desenvolvimento de competências tecnológicas.  

Além de dialogar com legislações sobre inovação e enfrentamento da violência contra a mulher, o documento tem entre seus fundamentos o Pacto Brasil entre os Três Poderes para Enfrentamento do Feminicídio, firmado em fevereiro de 2026. O documento reforça a necessidade de estratégias articuladas entre Poder Público e sociedade civil para ampliar a proteção, a autonomia e a garantia de direitos das mulheres. 

Pelo acordo, cada instituição contribuirá conforme suas competências. O MCTI atuará com sua expertise em ciência, tecnologia, inovação, transformação digital e desenvolvimento social. O Instituto Maria da Penha aportará sua experiência na promoção da conscientização, do empoderamento feminino e no enfrentamento à violência doméstica e familiar contra a mulher. Já o IFCE contribuirá com sua atuação em educação profissional, científica e tecnológica, pesquisa aplicada, extensão e formação de recursos humanos.  

O documento tem vigência de 24 meses e não prevê transferência de recursos financeiros nem execução imediata de projetos. Seu objetivo é formalizar a cooperação entre as instituições e criar as condições para o desenvolvimento de futuras iniciativas de qualificação tecnológica e inclusão produtiva de mulheres em situação de violência doméstica e familiar. 

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SNCT 2026

A assinatura do acordo conversa diretamente com o tema da Semana Nacional de Ciência e Tecnologia (SNCT) de 2026, que ocorrerá de 26 de outubro a 1º de novembro: Ciência Delas. Além disso, soma às demais prioridades da pasta em torno da valorização e reparação do espaço e da proteção dados às meninas e mulheres durante a trajetória história do País. 

A iniciativa reforça a centralidade de jornadas que demonstram como a produção científica liderada por elas amplia o impacto social da ciência, une conhecimento às necessidades da população e contribui para a construção de um sistema científico mais diverso, representativo e conectado com a realidade. 

Instituída em 2004 por decreto do então presidente Luiz Inácio Lula da Silva, a SNCT ocorre anualmente e é promovida pelo MCTI em parceria com universidades, instituições de pesquisa, agências de fomento, escolas, museus, governos locais, empresas e entidades da sociedade civil.

Fonte: Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação

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