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Setor de bioenergia afirma que etanol não deve ser usado como moeda de troca

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Etanol é tratado como ativo estratégico pelo setor

Durante as recentes tratativas comerciais entre Brasil e Estados Unidos, a União da Indústria de Cana-de-Açúcar (Unica) e a Bioenergia Brasil reforçaram a importância do etanol para a soberania energética do país. Segundo nota das entidades, obtida pelo Portal do Agronegócio, “o etanol é um ativo estratégico de soberania nacional e não pode ser tratado como moeda de troca em negociações comerciais”.

As organizações, que representam os principais grupos da cadeia de açúcar e biocombustíveis do Brasil, também declararam confiança na condução responsável do governo brasileiro nas negociações e pedem que qualquer discussão sobre tarifas proteja a estabilidade do setor e a liderança do país na transição para uma matriz energética de baixo carbono.

Pressão americana sobre tarifas do etanol

As tarifas aplicadas pelo Brasil ao etanol estrangeiro estão entre os principais pontos de discordância com os Estados Unidos. O USTR (Escritório do Representante Comercial dos EUA) abriu uma investigação sobre supostas “práticas desleais de comércio”, citando a elevação da alíquota brasileira para 18% como motivo para a queda das exportações americanas do produto.

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Esses fatores geraram especulações sobre uma possível revisão das tarifas como forma de facilitar o diálogo com Washington.

Entidades desmentem sugestões de redução de tarifas

Em comunicado conjunto, Unica, Bioenergia Brasil e empresas associadas — incluindo Copersucar, FS e Raízen — negaram rumores de que teriam recomendado ao governo brasileiro uma diminuição nas tarifas de importação do etanol como um gesto para os Estados Unidos.

“A informação não procede. Mantemos posição unificada em defesa da previsibilidade regulatória, da reciprocidade comercial e do respeito às regras internacionais, pilares que garantem a competitividade da bioenergia brasileira e protegem o interesse nacional”, destacaram.

O setor reafirmou que qualquer debate sobre política tarifária deve respeitar princípios de estabilidade e soberania, preservando o etanol como componente estratégico da matriz energética sustentável do país.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Exportações de milho do Brasil crescem 11,9% na safra 2024/25; Mato Grosso lidera embarques e Egito amplia compras

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As exportações brasileiras de milho encerraram a safra 2024/25 em ritmo positivo, consolidando o Brasil como um dos principais fornecedores do cereal no mercado internacional. O volume embarcado cresceu 11,88% em relação à temporada anterior, impulsionado pela maior disponibilidade de produto e pela forte competitividade do milho brasileiro no comércio global.

Dados da Secretaria de Comércio Exterior (Secex), analisados pelo Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária (Imea), mostram que o país exportou 42,38 milhões de toneladas de milho ao longo da safra, confirmando a força das vendas externas mesmo diante das oscilações do mercado internacional.

Mato Grosso mantém liderança absoluta nas exportações de milho

Maior produtor nacional do cereal, Mato Grosso permaneceu na liderança das exportações brasileiras durante a safra 2024/25.

O estado embarcou 24,35 milhões de toneladas, volume 2,34% superior ao registrado na temporada anterior. Com esse desempenho, respondeu por 57,48% de todo o milho exportado pelo Brasil, reforçando sua importância estratégica para o abastecimento do mercado global.

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O resultado reflete a elevada produção estadual, aliada à crescente eficiência logística e à demanda consistente de compradores internacionais.

Egito amplia compras e lidera destinos do milho mato-grossense

Entre os principais importadores do milho produzido em Mato Grosso, o Egito consolidou sua posição como maior comprador da safra.

O país adquiriu 5,43 milhões de toneladas, registrando crescimento de 40,37% na comparação com a temporada anterior.

Na sequência aparece o Irã, com importações de 3,10 milhões de toneladas, avanço de 25,44% em relação ao ciclo anterior.

O Vietnã completou o grupo dos maiores destinos, com 2,76 milhões de toneladas adquiridas. Embora tenha registrado retração de 9,61%, o país permaneceu entre os principais mercados para o milho mato-grossense.

Juntos, Egito, Irã e Vietnã importaram 11,29 milhões de toneladas, concentrando parcela significativa das exportações do estado.

Mercado volta atenção para a safra 2025/26

Com o encerramento oficial das exportações da safra 2024/25, o mercado já direciona o foco para a temporada 2025/26.

Segundo o Imea, os embarques da nova safra começam a ganhar intensidade à medida que a colheita avança nas principais regiões produtoras do país. A expectativa do setor é de continuidade da forte presença brasileira no mercado internacional, sustentada pelo elevado potencial produtivo e pela competitividade do milho nacional frente aos principais concorrentes.

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Caso o ritmo das exportações seja mantido, o Brasil deverá continuar ampliando sua participação no comércio global de milho, consolidando Mato Grosso como principal origem dos embarques destinados aos grandes importadores mundiais.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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