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Indústria do trigo debate competitividade, inovação e autossuficiência no Congresso Internacional da Abitrigo

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O Congresso Internacional da Indústria do Trigo 2025, realizado de 21 a 22 de outubro no Rio de Janeiro, reuniu especialistas, autoridades e representantes da cadeia moageira nacional e internacional. Com recorde de participantes, o evento abordou temas estratégicos como reforma tributária, inovação tecnológica e autossuficiência do Brasil na produção de trigo, reforçando a importância do setor diante de desafios globais.

O presidente-executivo da Abitrigo, Rubens Barbosa, destacou o engajamento do público e a relevância das discussões para compreender o mercado nacional e internacional. O presidente do Conselho Deliberativo, Daniel Kümmel, reforçou o papel da entidade, que representa 80% da moagem nacional, citando o desempenho de 13,2 milhões de toneladas moídas em 2024 por mais de 150 empresas.

Reforma tributária: impactos e desafios para a cadeia do trigo

Durante o segundo dia do evento, Luiz Renato Hauly e Victor Hugo Rocha, da Destrava Brasil, discutiram os efeitos estruturais da reforma tributária prevista para 2026. Segundo eles, o novo modelo exigirá planejamento e adaptação em toda a cadeia produtiva, com destaque para o papel dos moinhos como articuladores do processo.

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“A reforma não é apenas tributária, é estrutural, alterando a dinâmica econômica e exigindo mais eficiência e organização em toda a cadeia”, afirmou Hauly, destacando que o setor precisará se preparar para a mudança de forma estratégica.

Cenário global: geopolítica e economia influenciam o setor

A análise do ambiente internacional foi apresentada pelo cientista político Gustavo Segré e pela economista Zeina Latif, que apontaram os impactos de mudanças geopolíticas e econômicas sobre a produção e comércio de trigo.

Segré destacou o realinhamento político na América Latina e o efeito das decisões dos Estados Unidos sobre a China, com reflexos potenciais nas relações comerciais do Brasil. Latif reforçou que, apesar das incertezas globais, há otimismo moderado, ressaltando a importância da gestão de riscos, diversificação de mercados e reformas estruturais para reduzir vulnerabilidades fiscais e cambiais.

Competitividade e sustentabilidade como pilares do setor

O painel “A Competitividade do Negócio Trigo” discutiu eficiência, gestão e sustentabilidade como fatores centrais para fortalecer o setor. Moderado por Marcelo Vosnika, da Abitrigo, o debate contou com a participação de Irineu Pedrollo (J.Macêdo), André Paranhos (Falconi Consultores) e Glauco Ferreira (Kellanova).

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Vosnika apresentou dados do setor: cerca de 150 moinhos, maior concentração no Paraná e Rio Grande do Sul, faturamento anual de R$ 26 bilhões e aproximadamente 30 mil empregos diretos, com ampla cadeia de serviços, insumos e logística.

Paranhos destacou a importância da maturidade em gestão, alinhando cultura organizacional, estratégia comercial e liderança. Pedrollo reforçou a necessidade de eficiência e planejamento estratégico, enquanto Ferreira apontou o potencial do trigo brasileiro como referência global em produção sustentável.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Produtividade no campo: 3 fatores essenciais que aumentam o rendimento e o lucro da lavoura

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Produtividade agrícola depende de decisões ao longo de todo o ciclo produtivo

A busca por maior produtividade no campo não está relacionada apenas ao uso de insumos ou tecnologias isoladas. O desempenho da lavoura é resultado de um conjunto de decisões que começam antes do plantio e seguem até a colheita, envolvendo manejo do solo, disponibilidade hídrica e uso de tecnologias de precisão.

Especialistas destacam que enxergar a propriedade como um sistema integrado é fundamental para alcançar melhores resultados e maior rentabilidade.

1. Preparo do solo é a base da produtividade agrícola

O primeiro fator determinante para o sucesso da lavoura é o preparo adequado do solo. A correção da acidez, o equilíbrio nutricional e a melhoria da estrutura física são etapas essenciais para garantir condições ideais ao desenvolvimento das plantas.

Um solo bem manejado favorece o crescimento das raízes, melhora a retenção de água e aumenta a eficiência na absorção de fertilizantes. Além disso, reduz riscos de compactação, erosão e perdas produtivas ao longo do ciclo.

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Segundo o engenheiro agrônomo e diretor da Hydra Irrigações, Elidio Torezani, o solo é o ponto de partida da produtividade.

“Se o solo não estiver equilibrado, a planta não consegue expressar todo o seu potencial produtivo”, afirma.

2. Manejo da água garante estabilidade e previsibilidade na produção

A água é um dos principais fatores que limitam a produtividade agrícola. Tanto o déficit quanto o excesso hídrico podem comprometer o desenvolvimento das culturas e reduzir o potencial produtivo.

Por isso, o manejo adequado da irrigação é considerado estratégico para garantir estabilidade na produção, especialmente em regiões com variação climática.

Com o uso de sistemas de irrigação, o produtor consegue suprir a demanda hídrica da planta nos momentos críticos, reduzindo o estresse e promovendo crescimento mais uniforme.

“O controle da água traz previsibilidade. O produtor deixa de depender apenas do clima e passa a ter mais domínio sobre a lavoura”, explica Torezani.

3. Irrigação por gotejamento aumenta eficiência no uso da água

Entre as tecnologias disponíveis, a irrigação por gotejamento se destaca pela alta eficiência no uso da água e dos nutrientes.

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O sistema aplica a água diretamente na região das raízes, em pequenas quantidades e de forma controlada, reduzindo perdas por evaporação e lixiviação. Essa precisão permite maior aproveitamento hídrico e melhor desempenho das culturas.

Quando associada à fertirrigação, a tecnologia também potencializa o uso de fertilizantes, contribuindo para plantas mais vigorosas e produtivas.

“O gotejamento fornece exatamente o que a planta precisa, no momento certo. Isso impacta diretamente na produtividade final”, destaca o engenheiro agrônomo.

Eficiência no manejo define o resultado da safra

A combinação entre solo bem estruturado, manejo hídrico eficiente e uso de tecnologias como a irrigação por gotejamento forma a base da agricultura de alta produtividade.

Em um cenário de custos elevados e maior exigência por eficiência, a tomada de decisão ao longo do ciclo produtivo se torna determinante para garantir rentabilidade e sustentabilidade no campo.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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