Turismo

Destinos Turísticos Inteligentes entram na pauta do segundo dia do Tourism Innovation Summit 2025

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O segundo dia do Tourism Innovation Summit (TIS) 2025 em Sevilha, na Espanha, destacou nesta quinta-feira (23.10) o papel das políticas públicas e da inovação na construção de destinos turísticos mais conectados, acessíveis e sustentáveis. Representando o Ministério do Turismo do Brasil, a chefe de gabinete Janara Braga esteve presente no painel sobre o tema Destinos Turísticos Inteligentes (DTI), uma das principais iniciativas de inovação no país.

Implementada pelo Ministério do Turismo desde 2021, a estratégia DTI tem como objetivo tornar os municípios mais sustentáveis, acessíveis e competitivos, promovendo o uso de tecnologias e metodologias voltadas à melhoria da experiência de moradores e visitantes.

“O Brasil busca adotar e adaptar boas práticas internacionais, unindo tecnologia, inclusão e integração entre os territórios turísticos. A inovação é um meio para tornar o turismo mais humano e acessível”, destacou Janara Braga, chefe de gabinete do Ministério do Turismo.

Desenvolvida inicialmente na Espanha e adaptada à realidade brasileira em parceria com o Instituto Ciudades del Futuro, a metodologia estimula a excelência e o aprimoramento contínuo dos destinos. As cidades que aderem à iniciativa recebem o Selo DTI em Transformação após o cumprimento de, no mínimo, 80% dos requisitos do Plano de Transformação, que envolve critérios de sustentabilidade, acessibilidade, governança, inovação e tecnologia.

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No Brasil, a cidade de Curitiba (PR) foi pioneira no processo de estruturação do modelo de gestão para turismo inteligente. “Este trabalho trouxe aprendizado para avançarmos numa metodologia que hoje está sendo aplicada em todo o Paraná e que ganhou uma estrutura mais sólida a partir da estruturação do direcionamento nacional com o DTI Brasil”, comentou a coordenadora estadual de Turismo do Sebrae Paraná, Patrícia Albanez, que apresentou a experiência brasileira durante o painel.

“A estratégia incentiva um processo contínuo de evolução. Os destinos que buscam o selo precisam monitorar resultados e ajustar políticas para se tornarem mais acessíveis, tecnológicos, criativos e sustentáveis. Isso eleva a competitividade e a reputação turística do município”, explicou Janara Braga.

EXPERIÊNCIAS – O debate durante o painel técnico reuniu representantes da América Latina e abordou soluções reais para os desafios globais do turismo, como sustentabilidade, transformação digital e inclusão social.

A especialista em turismo Marta Poggi, que moderou o diálogo no evento, destacou que o Ministério do Turismo adaptou a metodologia espanhola às necessidades do país e frisou: “é importante trocarmos experiência com países latino-americanos, uma vez que nossa realidade é bem diferente da europeia”.

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Além do caso brasileiro, também foram apresentados exemplos de destinos certificados como DTI em diferentes países, como Mar del Plata (Argentina) e Quito (Equador) – cidades que vêm aplicando a metodologia internacional para tornar seus territórios locais mais integrados, sustentáveis e inteligentes.

DTI NO BRASIL – O Brasil já possui experiências consolidadas na metodologia DTI. Curitiba (PR), reconhecida em 2023 como a cidade mais inteligente do mundo pelo World Smart City Awards, integra a Estratégia Destinos Turísticos Inteligentes do Ministério do Turismo. O prêmio internacional reconheceu a combinação de soluções ecológicas, planejamento urbano e crescimento socioeconômico sustentável da capital paranaense, consolidando-a como referência nacional em inovação e governança turística.

Por Fábio Marques

Assessoria de Comunicação do Ministério do Turismo

Fonte: Ministério do Turismo

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Turismo

Turismo cívico: Ministério regulamenta visitação em órgãos e espaços públicos de relevância cultural, natural e histórica

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Com objetivo de fortalecer o turismo cívico como ferramenta de educação, cidadania e preservação da memória social e política do país, aproximando os cidadãos de sua própria história, o Ministério do Turismo publicou a portaria que regulamenta a visitação a espaços e órgãos públicos considerados atrativos culturais e naturais no Brasil.

De acordo com a norma, fica assegurado, principalmente aos estudantes, “o direito de visitação a espaços e órgãos públicos considerados atrativos turísticos culturais e naturais brasileiros, sobretudo àqueles que possuem acervos artísticos, paisagísticos, arqueológicos, paleontológicos, ecológicos e científicos”.

O ministro do Turismo, Gustavo Feliciano, disse que a regulamentação representa um importante passo para o fortalecimento do turismo nacional e para conectar o brasileiro com a sua própria história.

“Estamos garantindo o direito do nosso povo de visitar e conhecer os espaços e órgãos públicos que guardam a nossa memória cultural, política, natural e histórica. Isso vai possibilitar que os nossos jovens, especialmente estudantes, e cidadãos de todas as idades possam conhecer nossos monumentos e instituições de uma forma planejada e devidamente estruturada”, afirmou o ministro.

Segundo o ministro, a portaria foi redigida após amplas discussões no Conselho Nacional do Turismo, por meio da Câmara Temática de Legislação Turística.

A portaria regulamenta o art. 14-B, parágrafo único, da Lei Geral do Turismo, que obrigou espaços e órgãos públicos com potencial turístico a garantirem visitação pública.

Os interessados em visitar os locais deverão obedecer às normas internas e os regulamentos específicos de funcionamento de cada órgão ou entidade responsável pelos espaços; fazer a visitação nos horários de funcionamento e respeitando a capacidade de atendimento ao público definidos pelas autoridades competentes; observar as medidas de segurança e controle de acesso; e fazer agendamento prévio (em caso de exigência).

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Ainda de acordo com a portaria, é assegurado aos idosos, às pessoas com deficiência, aos jovens de 15 a 29 anos comprovadamente carentes e aos estudantes regularmente matriculados na educação básica ou superior, pública ou privada, o acesso a atrativos naturais e culturais mediante pagamento de metade do valor do ingresso efetivamente cobrado do público em geral.

Guias de turismo, professores, monitores e demais profissionais de apoio às atividades educacionais poderão usufruir das gratuidades, isenções ou demais benefícios de acesso previstos na legislação ou nos regulamentos dos espaços visitados.

A visitação deverá ser compatível com as atividades institucionais desenvolvidas nos espaços e órgãos visitados, de modo a não comprometer seu regular funcionamento, a segurança de suas instalações ou a preservação de seus bens e acervos.

O ministro do Turismo instituirá, no prazo de 120 dias, o Comitê Técnico Interinstitucional de Turismo Cívico, com a finalidade de acompanhar a implementação da portaria; propor indicadores e metas para o monitoramento e a avaliação das ações de turismo cívico; e subsidiar a formulação, a implementação e o aperfeiçoamento de políticas públicas e instrumentos de planejamento relacionados ao turismo cívico.

Ainda segundo a portaria, o Ministério do Turismo vai promover a capacitação de guias, condutores, educadores e gestores públicos para atuação no turismo cívico; apoiar programas, projetos e ações para o desenvolvimento e fortalecimento do turismo cívico; e viabilizar o acesso a linhas de financiamento destinadas a prestadores de serviços turísticos cadastrados no Cadastur que desenvolvam atividades relacionadas ao turismo cívico.

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Turismo cívico

O turismo cívico é uma modalidade que valoriza a história, a identidade nacional, a cultura e as instituições democráticas.

Brasília, por exemplo, oferece roteiros e monumentos marcantes como o Congresso Nacional, o Palácio do Planalto e o Supremo Tribunal Federal. Outros locais de grande importância incluem a Praça dos Três Poderes, o Panteão da Pátria e o Memorial JK.

Rio de Janeiro, antiga capital federal, tem como destaques o Paço Imperial (primeira residência oficial da família real), a Praça XV de Novembro (onde a Proclamação da República foi anunciada), o Museu da República (localizado no Palácio do Catete) e o Monumento aos Pracinhas.

Em Ouro Preto (MG) o turismo cívico relembra os movimentos de independência e resistência. O Museu da Inconfidência preserva a memória dos inconfidentes, como Tiradentes, e destaca as raízes da luta por liberdade no Brasil.

Já a capital paulista possui forte importância histórica cívica. Os destaques são a Praça da Sé e o Memorial da América Latina, um complexo cultural e político que celebra a integração e o desenvolvimento democrático latino-americano.

Salvador, a primeira capital do país, tem uma enorme relevância histórica, desde a resistência colonial até a luta por direitos. Locais como o Pelourinho, o Forte de São Marcelo e o Forte de Santo Antônio relembram a formação da identidade nacional e a resistência afro-brasileira.

Por João Pedrini

Assessoria de Comunicação do Ministério do Turismo

Fonte: Ministério do Turismo

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