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Suinocultura avança com tecnologia que reduz tempo de vazio sanitário e aumenta eficiência logística

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A DanBred Brasil, braço nacional de uma das maiores empresas globais de genética suína, enfrentava desafios recorrentes no cumprimento do vazio sanitário de sua frota. Caminhões chegavam a ficar parados por até 48 horas, gerando gargalos logísticos, aumentando custos operacionais e limitando a capacidade de entrega.

A solução foi o TADD System (Thermo-assisted Drying and Decontamination), tecnologia patenteada pelo Grupo Setta, que realiza a descontaminação de veículos usando ar aquecido, sem necessidade de produtos químicos.

Resultados imediatos e ganhos de produtividade

Com a implementação do TADD System, o tempo de liberação dos veículos caiu de 48 horas para apenas 48 minutos, eliminando o vazio sanitário e aumentando a capacidade da frota em 30%. A redução de custos também foi significativa, especialmente com fretes terceirizados.

Segundo Geraldo Magela, gerente de logística da DanBred Brasil:

“O TADD chegou para nós por meio de uma recomendação técnica de quem já conhecia o processo em outros países. Com a implementação, conseguimos 100% de eficácia, sem disseminação de agentes infecciosos e com benefícios logísticos imediatos.”

Integração eficiente e segurança para o rebanho

A tecnologia foi incorporada à infraestrutura existente em dezembro de 2024, garantindo uma transição suave sem interromper a rotina da frota. Magela reforça:

“Asseguramos total proteção ao rebanho e, ao mesmo tempo, aumentamos a competitividade. O TADD alia inovação tecnológica, biossegurança e eficiência operacional — fatores indispensáveis para nossa operação no Brasil.”

Novo padrão de biossegurança para o setor

Vinicius Dias, CEO do Grupo Setta, afirma que o TADD System estabelece um novo padrão de biossegurança na suinocultura e no agronegócio:

“Hoje, é o procedimento mais eficiente para inativar patógenos em veículos de transporte de animais. Além de proteger a produção, contribui para a saúde pública e otimiza recursos, promovendo a sustentabilidade no setor.”

Fonte: Portal do Agronegócio

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Fonte: Portal do Agronegócio

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Adiada votação do projeto que cria incentivos às indústrias de fertilizantes

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O Senado adiou para a primeira semana de agosto a votação do projeto que cria o Programa de Desenvolvimento da Indústria de Fertilizantes (Profert). Prevista para esta terça-feira (14.07), a análise foi transferida após um acordo entre parlamentares e o governo para ajustar pontos fiscais e jurídicos da proposta.

O Profert pretende estimular a implantação de novas fábricas e a ampliação ou modernização das unidades existentes. A medida é considerada estratégica para reduzir a dependência brasileira do mercado externo. O País importa mais de 80% dos fertilizantes utilizados nas lavouras, situação que deixa os produtores expostos à variação cambial, ao aumento dos fretes e a conflitos internacionais.

O projeto, de autoria do senador Laércio Oliveira, já foi aprovado pelo Senado, mas retornou à Casa depois de receber alterações na Câmara dos Deputados. O texto passou a incluir, além dos fertilizantes minerais, sintéticos e orgânicos, bioinsumos, biofertilizantes, remineralizadores e as matérias-primas usadas na fabricação desses produtos.

A versão aprovada pelos deputados também cria o Fundo de Estímulo à Produção Nacional de Fertilizantes, destinado ao financiamento de projetos, e estabelece mecanismos de crédito fiscal e de financiamento de longo prazo.

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O adiamento permitirá a apresentação de um projeto de lei complementar para corrigir possíveis problemas de constitucionalidade e adequar as renúncias tributárias às regras fiscais. A líder do governo no Senado, Teresa Leitão, afirmou que as duas propostas deverão ser analisadas conjuntamente.

O presidente do Senado, Davi Alcolumbre, confirmou que o Profert e o projeto complementar serão votados no mesmo dia. A intenção é encaminhar as duas matérias simultaneamente à sanção presidencial, caso sejam aprovadas.

Durante a sessão, Laércio Oliveira criticou a condução das negociações pelo Ministério do Planejamento e Orçamento. Segundo o senador, o ministro Bruno Moretti deixou uma reunião convocada para discutir o projeto após divergências sobre o conteúdo da proposta. Laércio classificou a atitude como desrespeitosa e disse que permaneceu no encontro com Teresa Leitão.

Pelo texto em discussão, empresas habilitadas no Profert poderão adquirir máquinas, equipamentos, instrumentos e materiais de construção destinados aos projetos sem a cobrança de PIS/Pasep, Contribuição para o Financiamento da Seguridade Social (Cofins), Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI) e Imposto de Importação. Conforme o tipo de operação, os benefícios poderão ser concedidos por suspensão do pagamento, redução da alíquota a zero ou isenção.

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A proposta também alcança serviços vinculados aos empreendimentos e prevê instrumentos para ampliar o acesso a recursos privados. A concessão dos incentivos, no entanto, dependerá da aprovação dos projetos pelo Poder Executivo e do cumprimento das exigências fiscais estabelecidas na futura regulamentação.

Relatora da matéria, a senadora Tereza Cristina defendeu o fortalecimento da produção doméstica. Ela reconheceu que o Brasil dificilmente alcançará a autossuficiência, mas afirmou que ampliar a oferta nacional é necessário para reduzir os riscos enfrentados pela agropecuária em períodos de instabilidade internacional.

Com o acordo, o projeto permanece em regime de urgência e deverá retornar à pauta após o recesso parlamentar. As informações sobre o adiamento e o acordo para a votação conjunta foram confirmadas pelo Senado Federal.

Fonte: Pensar Agro

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