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Produção de açúcar do Centro-Sul sobe 1,25% em outubro, mas usinas reduzem foco no adoçante

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Produção de açúcar do Centro-Sul cresce em outubro

A produção de açúcar na região Centro-Sul do Brasil alcançou 2,48 milhões de toneladas na primeira quinzena de outubro, registrando alta de 1,25% em relação ao mesmo período do ano anterior. Os dados foram divulgados nesta quinta-feira (30) pela União da Indústria de Cana-de-Açúcar (Unica).

Apesar do avanço, o ritmo de crescimento foi mais moderado, refletindo uma mudança no direcionamento da cana-de-açúcar entre açúcar e etanol.

Usinas reduzem participação do açúcar no mix de produção

As usinas continuam destinando uma fatia maior da cana para o açúcar do que em 2024, com 48,24% do total, frente a 47,33% no mesmo período do ano passado. No entanto, essa proporção vem diminuindo em relação aos meses anteriores, acompanhando a melhora nos preços do etanol, que torna o combustível mais atrativo na produção.

De acordo com Luciano Rodrigues, diretor de Inteligência Setorial da Unica, há uma tendência clara de recuo na fabricação de açúcar desde o início de setembro.

“Inicialmente esse movimento esteve concentrado nas unidades produtoras do Centro-Oeste, mas agora se intensificou também em importantes polos de produção do adoçante, como São Paulo e Paraná”, afirmou o executivo em nota.

Na segunda quinzena de agosto, o mix açucareiro atingiu o pico da safra, com mais de 55% da cana direcionada à produção de açúcar.

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Etanol ganha espaço com valorização do combustível

Desde agosto, o preço do etanol hidratado nas usinas paulistas subiu cerca de 9%, alcançando R$ 2,75 por litro, segundo o Cepea (Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada).

Com a gasolina mais competitiva nas bombas, as vendas de etanol hidratado na primeira quinzena de outubro caíram 6,74%, totalizando 889,1 milhões de litros.

Em contrapartida, o etanol anidro, utilizado na mistura da gasolina tipo C, registrou alta de 5%, chegando a 559,5 milhões de litros no mesmo período. Desde agosto, a proporção de mistura de anidro na gasolina subiu de 27% para 30%, impulsionando a demanda.

Produção total de etanol tem leve recuo

Na primeira metade de outubro, a produção total de etanol no Centro-Sul atingiu 2,01 bilhões de litros, sendo 1,24 bilhão de etanol hidratado (queda de 5,61%) e 771,72 milhões de etanol anidro (alta de 6,93%).

Mesmo com o avanço do etanol de milho, cuja produção aumentou 4,97%, para 370,6 milhões de litros, o volume total do biocombustível registrou queda de 1,17% em relação ao mesmo período do ano anterior.

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No acumulado da safra, iniciada em abril, as vendas de etanol hidratado somam 11,87 bilhões de litros (recuo de 5,56%), enquanto o etanol anidro totaliza 7,09 bilhões de litros, uma alta de 4,45%.

Moagem de cana segue estável e safra se aproxima do fim

As unidades produtoras do Centro-Sul processaram 34,04 milhões de toneladas de cana na primeira quinzena de outubro, praticamente estável frente ao mesmo período do ano passado.

A Unica informou ainda que 12 usinas encerraram as atividades nos primeiros 15 dias do mês, elevando para 18 o número de unidades que já concluíram a moagem na safra 2025/26 — ante 12 registradas no mesmo período da temporada anterior.

Desde o início da safra, até 16 de outubro, o volume total moído chegou a 524,96 milhões de toneladas, representando retração de 2,78% em relação ao ciclo anterior.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Corrida global por terras raras leva Senado a discutir estratégia para minerais críticos

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O avanço da disputa internacional por minerais críticos e terras raras mobilizou a Frente Parlamentar da Agropecuária (FPA), que participou nesta semana de um debate no Senado sobre os caminhos para ampliar a presença do Brasil nas etapas de maior valor agregado da cadeia mineral.

A discussão ocorre em um cenário de crescente competição global por recursos considerados estratégicos para a produção de baterias, veículos elétricos, equipamentos eletrônicos, inteligência artificial, sistemas de defesa e geração de energia renovável. Nos últimos anos, Estados Unidos, China e União Europeia intensificaram políticas voltadas à segurança das cadeias de suprimentos e à redução da dependência externa desses insumos.

O Brasil aparece nesse cenário como um dos países com maior potencial geológico do mundo. Além de reservas de nióbio, grafita e lítio, o país possui importantes ocorrências de terras raras, grupo de minerais utilizados em equipamentos de alta tecnologia e considerados estratégicos pelas principais economias globais.

Durante audiência pública realizada pela Comissão de Relações Exteriores do Senado, integrantes da FPA defenderam a construção de uma política nacional voltada não apenas à extração mineral, mas também ao processamento industrial e à agregação de valor dentro do país. A avaliação apresentada durante o debate é que o Brasil corre o risco de repetir o modelo histórico de exportação de matéria-prima caso não avance em tecnologia, industrialização e segurança jurídica.

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INTERESSE MUNDIAL – Para o presidente do Instituto do Agronegócio, engenheiro agrônomo Isan Rezende, os minerais críticos e as terras raras deixaram de ser apenas uma questão mineral para se tornarem um tema de soberania econômica.

“O mundo vive uma corrida por recursos essenciais para a produção de baterias, semicondutores, inteligência artificial, sistemas de defesa e transição energética. O Brasil possui algumas das maiores reservas do planeta e precisa decidir se continuará exportando matéria-prima ou se avançará para ocupar posições mais estratégicas nessa cadeia.”

“O que preocupa é que as principais economias do mundo estão adotando políticas cada vez mais agressivas para garantir acesso a esses minerais. Os Estados Unidos ampliam sua pressão por acordos de fornecimento, a China mantém forte controle sobre etapas de processamento e diversos países passaram a restringir exportações para proteger suas próprias indústrias. O Brasil não pode assistir a esse movimento apenas como fornecedor de recursos naturais. É necessário construir uma política nacional que estimule pesquisa, industrialização, inovação e geração de valor dentro do país.”

“A discussão conduzida pela Frente Parlamentar da Agropecuária vai além da mineração. Estamos falando de desenvolvimento regional, atração de investimentos, geração de empregos qualificados e fortalecimento da competitividade brasileira. O país reúne reservas minerais, conhecimento técnico e capacidade produtiva para se tornar um protagonista global nesse mercado. Mas isso exige segurança jurídica, previsibilidade regulatória e uma estratégia de longo prazo que transforme riqueza geológica em riqueza econômica para os brasileiros.”

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Os Estados Unidos ampliaram programas de incentivo à produção doméstica e à diversificação de fornecedores, enquanto a China mantém posição dominante em etapas estratégicas do processamento de terras raras. Outros países produtores também passaram a restringir exportações de matérias-primas para estimular investimentos industriais locais.

No Senado, a discussão abordou ainda o Projeto de Lei 4.443/2025, que cria a Política Nacional de Minerais Críticos e Estratégicos. A proposta busca estabelecer diretrizes para pesquisa, exploração, industrialização e atração de investimentos para o setor.

Entre os pontos destacados pelos participantes estão a necessidade de ampliar o conhecimento geológico do território brasileiro, fortalecer a pesquisa científica, estimular o desenvolvimento tecnológico e criar um ambiente regulatório capaz de atrair investimentos de longo prazo.

Para a FPA, o debate ultrapassa a questão mineral e passa a integrar uma agenda estratégica relacionada à competitividade da economia brasileira, à segurança das cadeias produtivas e ao posicionamento do país em um mercado que deve ganhar relevância crescente nas próximas décadas.

Fonte: Pensar Agro

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