Agro News

Plantio de arroz no Rio Grande do Sul ultrapassa 69% da área prevista, com destaque para a Zona Sul

Publicado

Semeadura de arroz avança no RS e já cobre mais de dois terços da área prevista

O plantio de arroz no Rio Grande do Sul segue em ritmo acelerado e já atinge 69,61% da área estimada para a safra, segundo o relatório divulgado pela Divisão de Assistência Técnica e Extensão Rural (Dater) do Instituto Rio Grandense do Arroz (Irga).

Até esta quinta-feira (30/10), o levantamento apontava 640.487 hectares semeados, de um total de 920.081 hectares previstos.

Zona Sul lidera e se aproxima do fim da semeadura

A Região da Zona Sul mantém a liderança nos trabalhos e está prestes a concluir o plantio. De acordo com o Irga, 95,69% da área de intenção já foi semeada, o que equivale a 149.801 hectares. As condições climáticas favoráveis têm contribuído para o avanço consistente das atividades.

Fronteira Oeste mostra recuperação após atrasos

Um dos destaques do novo levantamento é a Região da Fronteira Oeste, que vinha registrando atrasos devido ao clima, mas apresentou avanço expressivo nas últimas semanas. Atualmente, a região contabiliza 194.904 hectares semeados, o que representa 71,70% da área prevista, reforçando sua importância para a orizicultura gaúcha.

Leia mais:  Estiagem continua impactando exportações do Rio Grande do Sul, com queda na soja e avanço em alguns mercados
Outras regiões seguem em ritmo gradual

O relatório mostra ainda que as demais regiões mantêm progresso contínuo:

  • Campanha: 91.518 hectares (67,47% da área prevista);
  • Planície Costeira Interna: 106.211 hectares (75,61%);
  • Planície Costeira Externa: 55.068 hectares (58,04%);
  • Região Central: 42.985 hectares (35,51%), o menor percentual até o momento.
Condições climáticas favorecem o desenvolvimento das lavouras

O gerente da Dater, Luiz Fernando Siqueira, destacou que o avanço do plantio reflete as boas condições meteorológicas observadas nas últimas semanas.

“A Zona Sul segue liderando a semeadura, muito devido às janelas climáticas favoráveis. Estamos ainda em um período propício e acreditamos que os trabalhos continuarão avançando de forma positiva”, afirmou.

Siqueira também ressaltou que as chuvas recentes em algumas regiões, como na Planície Costeira Interna, devem contribuir para uma emergência uniforme das plantas, o que facilita o manejo inicial das lavouras.

IRGA mantém monitoramento da safra

O Instituto Rio Grandense do Arroz segue acompanhando de perto o avanço da semeadura em todas as regiões produtoras do Estado. O objetivo é monitorar o andamento da safra e avaliar o desempenho da cadeia orizícola, que tem papel fundamental na economia do Rio Grande do Sul — principal produtor de arroz do país.

Leia mais:  Usina mineira capta R$ 21 milhões via FIDC para apoiar produtores de cana-de-açúcar

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

Comentários Facebook
publicidade

Agro News

Tarifas dos EUA sobre açúcar e etanol preocupam setor, mas impacto para usinas brasileiras deve ser limitado

Publicado

A proposta dos Estados Unidos de aplicar uma tarifa adicional de 25% sobre determinados produtos brasileiros acendeu o alerta em importantes segmentos do agronegócio nacional. Entre os itens potencialmente afetados estão açúcar, etanol, café solúvel, tilápia e uva, embora especialistas avaliem que os impactos diretos para as usinas sucroenergéticas tendem a ser limitados no curto prazo.

A medida faz parte das investigações conduzidas pelo governo norte-americano com base na Seção 301 da Lei de Comércio dos Estados Unidos e ainda está em fase de discussão. O prazo para eventual adoção de medidas corretivas foi estabelecido para 15 de julho.

Açúcar pode perder competitividade no mercado americano

O principal efeito para o setor sucroenergético seria a redução da competitividade do açúcar brasileiro exportado dentro da cota preferencial dos Estados Unidos, atualmente um mercado importante para usinas do Norte e Nordeste.

Com a eventual cobrança adicional, o produto brasileiro passaria a competir em condições menos favoráveis com fornecedores de outros países que também participam do sistema de cotas.

Apesar disso, representantes do setor avaliam que a medida não altera significativamente o planejamento produtivo da próxima safra.

A existência de mercados alternativos, especialmente na Europa e na Ásia, reduz a dependência das exportações destinadas aos Estados Unidos e limita os impactos sobre a receita das empresas exportadoras.

Produção de etanol pode ganhar espaço no Nordeste

A possível taxação também pode provocar mudanças no mix de produção das usinas nordestinas.

Analistas avaliam que parte das unidades poderá direcionar mais cana para a fabricação de etanol caso a rentabilidade do açúcar destinado ao mercado americano seja reduzida.

Esse movimento teria reflexos sobre a oferta regional de biocombustível, aumentando a disponibilidade no Nordeste e reduzindo a necessidade de compras de etanol produzido em estados do Centro-Oeste, especialmente Goiás.

Leia mais:  Congresso de Agroecologia debate o clima e o futuro da agricultura familiar

Como consequência, o mercado poderia enfrentar um excedente de oferta em regiões produtoras, pressionando os preços do combustível.

Setor teme redução da tarifa para etanol americano

Mais do que a possível tarifa sobre produtos brasileiros, a principal preocupação das usinas está relacionada a uma eventual flexibilização da política comercial brasileira para o etanol importado dos Estados Unidos.

Atualmente, o biocombustível norte-americano está sujeito à Tarifa Externa Comum do Mercosul, de 18%.

Representantes do setor alertam que uma eventual redução dessa alíquota poderia ampliar a entrada do produto americano justamente em um momento de elevada oferta global, aumentando a concorrência e pressionando ainda mais os preços internos.

Em posicionamento conjunto, entidades representativas da bioenergia defenderam que eventuais divergências comerciais sejam solucionadas por meio do diálogo e da negociação, preservando a cooperação entre os dois países no desenvolvimento dos biocombustíveis e da transição energética.

Café solúvel busca exclusão da lista de tarifas

Enquanto o café verde foi incluído na lista de exceções proposta pelos Estados Unidos, o café solúvel permaneceu entre os produtos que podem ser afetados pela nova taxação.

O setor acompanha as negociações com preocupação e busca sensibilizar as autoridades norte-americanas sobre a importância da manutenção do livre fluxo comercial.

Representantes da indústria destacam que restrições ao comércio podem gerar impactos ao longo de toda a cadeia produtiva do café brasileiro, um dos principais produtos do agronegócio nacional.

Exportações de tilápia podem ser fortemente afetadas

Entre os segmentos mais vulneráveis está a piscicultura.

Os Estados Unidos respondem por mais de 90% das exportações brasileiras de filé fresco de tilápia, tornando o mercado extremamente dependente do consumidor norte-americano.

Leia mais:  Usina mineira capta R$ 21 milhões via FIDC para apoiar produtores de cana-de-açúcar

Diante desse cenário, lideranças do setor defendem a busca urgente por novos destinos comerciais e pedem esclarecimentos sobre os critérios que serão utilizados para definir os produtos efetivamente sujeitos às novas tarifas.

A preocupação é que a medida comprometa a competitividade da tilápia brasileira justamente em um momento de crescimento das exportações.

Setor de frutas acompanha negociações

No segmento de frutas, a maior parte dos produtos brasileiros foi incluída na lista de exceções, mas a uva permaneceu fora da relação preliminar divulgada pelas autoridades americanas.

O setor prefere aguardar o avanço das negociações antes de avaliar os possíveis impactos econômicos da medida.

A expectativa é que a audiência prevista para julho contribua para esclarecer quais produtos serão efetivamente atingidos e quais poderão ser retirados da proposta tarifária.

Negociações serão decisivas para o agronegócio brasileiro

Embora a proposta norte-americana tenha gerado preocupação em diversos segmentos do agronegócio, especialistas avaliam que os impactos mais relevantes dependerão do resultado das negociações entre os dois países nas próximas semanas.

Para o setor sucroenergético, o principal risco não está apenas na eventual taxação do açúcar, mas na possibilidade de mudanças nas regras de importação de etanol, fator que poderia alterar significativamente a dinâmica de oferta e demanda no mercado brasileiro.

Enquanto isso, cadeias como café solúvel, tilápia e uva seguem acompanhando atentamente as discussões, na expectativa de que os produtos brasileiros sejam excluídos das medidas tarifárias e mantenham acesso competitivo ao mercado dos Estados Unidos.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

Comentários Facebook
Continue lendo

Mais Lidas da Semana