Agro News

Secretaria Nacional de Aquicultura realiza oitiva da cadeia de peixes nativos e visita projeto de piscicultura sustentável em Rondônia

Publicado

O Ministério da Pesca e Aquicultura (MPA), por meio da Secretaria Nacional de Aquicultura (SNA), realizou nesta quinta-feira (30) a oitiva dedicada à cadeia de peixes nativos, no âmbito da construção do Plano Nacional de Desenvolvimento Sustentável da Aquicultura. A agenda integrou a programação de atividades da equipe em Rondônia, que também incluiu visita técnica à Universidade Federal de Rondônia (UNIR).

A oitiva ocorreu em formato híbrido e contou com a participação de produtores, pesquisadores, representantes de entidades setoriais e instituições parceiras. O encontro faz parte do ciclo de consultas que orientam o Programa Nacional de Desenvolvimento Sustentável da Aquicultura (ProAqui), instituído pelo Decreto nº 11.852/2023.

Durante as discussões, os participantes apresentaram propostas voltadas ao fortalecimento da cadeia de peixes nativos, como o aprimoramento do licenciamento ambiental, o incentivo à pesquisa e ao melhoramento genético, e a ampliação da assistência técnica e da capacitação de produtores.

A secretária nacional de Aquicultura, Fernanda Gomes de Paula, destacou a importância de dedicar uma escuta específica às espécies nativas. “É uma grande satisfação realizar essa oitiva híbrida em Rondônia, um polo de produção de espécies nativas no Brasil. Nada mais justo do que promover um espaço voltado diretamente para esse grupo de peixes, como o tambaqui e outras espécies que precisam ser consideradas no nosso planejamento. Com a participação de cada um de vocês, construiremos um plano sólido, robusto e efetivo, que fortaleça a aquicultura nacional de forma sustentável”, disse.

Leia mais:  Chile amplia importações e Paraná consolida presença nas exportações de carne suína

As contribuições reunidas nesta e nas demais oitivas — como as dedicadas à malacocultura, algicultura, ranicultura e carcinicultura — serão consolidadas no documento-base que orientará a formulação do plano.

A oitiva de peixes nativos ocorreu em formato híbrido
A oitiva de peixes nativos ocorreu em formato híbrido

Acesse aqui a Página do Plano Nacional de Desenvolvimento Sustentável da Aquicultura e acompanhe sua construção.

Visita técnica à UNIR reforça integração entre pesquisa e inovação

Ainda em Rondônia, a comitiva do MPA realizou visita técnica ao projeto ProAqua, desenvolvido em parceria com a Universidade Federal de Rondônia (UNIR). A iniciativa promove assistência técnica digital e capacitação de piscicultores e técnicos multiplicadores em regiões de difícil acesso, com foco em aquicultura digital 4.0 e piscicultura sustentável.

O programa integra ações de pesquisa, tecnologia e inclusão social, por meio do desenvolvimento de ferramentas de gestão, protocolos de boas práticas e Unidades de Desenvolvimento Produtivo (UDPs) em sistemas integrados de aquaponia e fertirrigação.

 Unidade de Desenvolvimento Produtivo (UDP).
Unidade de Desenvolvimento Produtivo (UDP).

Para Luciene Mignani, diretora de Desenvolvimento e Inovação em Aquicultura do MPA, projetos como o ProAqua são essenciais para aproximar o conhecimento técnico dos produtores e promover a transformação digital do setor. “A assistência técnica digital amplia o acesso dos produtores aquícolas às boas práticas de manejo, promovendo inclusão e eficiência. Com a capacitação contínua, fortalecemos uma produção mais sustentável, competitiva e alinhada às novas tecnologias”, afirmou.

Leia mais:  CNJ cria regras para recuperação judicial de produtores rurais

O ProAqua também prevê a padronização de cortes comerciais de peixes redondos — como tambaqui, pacu, pirapitinga e tambatinga —, com a elaboração de catálogo anatômico e tabela nutricional que devem subsidiar futuras normativas e agregar valor ao pescado produzido na Amazônia Ocidental.

Com as ações realizadas em Rondônia, o MPA reforça seu compromisso com o desenvolvimento sustentável da aquicultura brasileira, promovendo equilíbrio entre inovação, produtividade e sustentabilidade.

Fonte: Ministério da Pesca e Aquicultura

Comentários Facebook
publicidade

Agro News

Energia solar no agronegócio reduz custos e transforma a produção rural no Brasil

Publicado

Energia solar avança no agronegócio e se consolida como ferramenta estratégica no campo

A energia solar tem ganhado espaço no agronegócio brasileiro e vem transformando a gestão de custos e a operação de propriedades rurais de diferentes portes. A tecnologia, cada vez mais presente no campo, já é aplicada em atividades como irrigação, bombeamento de água, resfriamento de leite, armazenagem de grãos e climatização de estruturas agrícolas.

Segundo dados da Associação Brasileira de Energia Solar Fotovoltaica (ABSOLAR), o agronegócio representa cerca de 29% da energia renovável consumida no Brasil, reforçando o papel do setor na transição energética nacional.

Com isso, a energia fotovoltaica passa a ser vista não apenas como alternativa sustentável, mas como solução estratégica para aumentar a eficiência produtiva e reduzir custos operacionais.

Redução de custos e previsibilidade financeira impulsionam adoção no campo

Um dos principais fatores que explicam a expansão da energia solar no meio rural é a redução significativa das despesas com energia elétrica, que representam uma parcela relevante dos custos operacionais do agronegócio.

De acordo com especialistas do setor, a geração própria de energia permite maior previsibilidade financeira, reduzindo a exposição às variações tarifárias e melhorando o planejamento da produção.

“O produtor que consegue reduzir essa despesa de forma consistente ganha competitividade, melhora o fluxo de caixa da propriedade e consegue investir mais em produtividade e tecnologia”, afirma Raphael Brito, CEO da Solarprime.

Irrigação e armazenagem de grãos lideram aplicações da energia solar no agro

Entre as principais aplicações da energia solar no campo, os sistemas de irrigação se destacam pelo alto consumo energético. Em culturas que dependem de bombeamento constante de água, especialmente em períodos de estiagem, a tecnologia pode reduzir os custos com energia em até 90%, dependendo do sistema adotado e do uso de armazenamento.

Leia mais:  Etanol avança no Brasil: preços sobem na safra 2025/26 e produção deve crescer em 2026/27

Além disso, a energia fotovoltaica tem sido amplamente utilizada em silos, câmaras frias, galpões e sistemas de ventilação, estruturas que exigem fornecimento contínuo de energia durante o ciclo produtivo.

Essas aplicações contribuem diretamente para a redução de perdas pós-colheita e para a melhoria da eficiência logística dentro das propriedades rurais.

Tecnologia amplia autonomia energética e fortalece a operação rural

Segundo especialistas, a energia solar deixou de ser apenas uma solução ambiental para se tornar uma ferramenta de gestão dentro das propriedades rurais.

“O produtor busca eficiência, previsibilidade e mais autonomia energética para sustentar o crescimento da operação”, explica Raphael Brito.

Na pecuária, a tecnologia também vem sendo adotada em sistemas de ordenha, resfriamento de leite e abastecimento de água para o rebanho. Em regiões mais afastadas dos centros urbanos, onde o fornecimento de energia pode ser instável, a geração própria garante maior segurança operacional.

Energia solar ganha espaço como investimento de longo prazo no agronegócio

Além da economia direta na conta de luz, fatores como longa vida útil dos equipamentos e baixa necessidade de manutenção reforçam a atratividade da energia solar no campo.

Leia mais:  Plantio da safra de milho 2025/26 no Centro-Sul do Brasil alcança 67,8% da área prevista, aponta Safras

Para o setor, a tecnologia se consolida como um investimento de longo prazo, alinhado à busca por maior eficiência e sustentabilidade econômica.

“O produtor rural brasileiro está cada vez mais atento à gestão do negócio. A energia solar entra como uma ferramenta importante para aumentar a eficiência, reduzir desperdícios e tornar a operação mais sustentável economicamente no longo prazo”, finaliza o CEO da Solarprime.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

Comentários Facebook
Continue lendo

Mais Lidas da Semana