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Mercado de trigo recua no Brasil e em Chicago diante de ampla oferta e expectativa por leilão da Conab

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O mercado de trigo vive um momento de cautela tanto no Brasil quanto no cenário internacional. No Sul do país, produtores aguardam o novo leilão da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), que deve movimentar cerca de R$ 67 milhões, enquanto em Chicago as cotações do cereal registraram forte queda diante da ampla oferta global e da frustração com o ritmo das compras chinesas.

Leilão da Conab gera expectativa entre produtores do Sul

De acordo com a TF Agroeconômica, o leilão da Conab pode envolver entre 200 e 230 mil toneladas de trigo, gerando expectativa quanto ao impacto nos preços internos e na logística regional.

No Rio Grande do Sul, principal estado produtor do país, a colheita atingiu 42% da área cultivada, percentual abaixo da média das últimas cinco safras (64%), segundo dados da Emater. O atraso se deve ao ciclo mais longo de maturação das lavouras, resultado da alternância entre chuvas e temperaturas amenas. Apesar da boa sanidade das plantas, há casos pontuais de ferrugem e giberela.

Os preços no porto de Rio Grande recuaram para R$ 1.160 por tonelada para o trigo tipo milling. Lotes com maior teor de DON registram descontos e são negociados até R$ 1.090 por tonelada.

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Santa Catarina e Paraná mantêm ritmo lento de comercialização

Em Santa Catarina, o ritmo de negócios permanece fraco, com ofertas iniciais acima do valor de mercado. Em Xanxerê, há lotes ofertados a R$ 1.250 FOB, enquanto os moinhos compram entre R$ 1.130 e R$ 1.150 CIF.

Já no Paraná, o impacto do leilão da Conab deve ser limitado, mas pode reduzir a entrada de trigo mais barato vindo do Rio Grande do Sul. A média estadual caiu para R$ 64,10 por saca, mantendo o produtor em prejuízo médio de 14%, considerando o custo de produção estimado pelo Deral em R$ 74,63. Diante da pressão sobre as margens, o mercado futuro surge como alternativa estratégica para travar preços e mitigar perdas em um cenário de alta oferta.

Trigo cai em Chicago com excesso de oferta global

Na Bolsa de Mercadorias de Chicago (CBOT), os contratos do trigo encerraram a sessão de quinta-feira (6) em forte baixa. A queda foi impulsionada pela cautela dos investidores, vendas técnicas e oferta abundante no mercado internacional.

A confirmação de que a China adquiriu apenas 120 mil toneladas de trigo norte-americano para embarque em dezembro decepcionou os investidores, ficando abaixo das expectativas do mercado. A ausência de novos sinais de demanda manteve o clima de prudência entre os traders, que aguardam os relatórios oficiais do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) previstos para a próxima semana.

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Rússia deve exportar volume recorde em 2025/26

A consultoria SovEcon revisou para cima sua estimativa de exportações de trigo da Rússia, projetando 43,8 milhões de toneladas para a safra 2025/26, além de elevar a produção para 87,8 milhões de toneladas. O aumento das projeções reforçou o sentimento de excesso de oferta global, ampliando as perdas nas bolsas.

Os contratos para dezembro encerraram cotados a US$ 5,35½ por bushel, queda de 3,47%, enquanto os vencimentos para março de 2026 recuaram para US$ 5,49¾ por bushel, baixa de 3,21% em relação ao pregão anterior.

Perspectiva de curto prazo é de pressão sobre os preços

Com a entrada gradual da safra no Brasil e o avanço da colheita russa, o mercado deve manter o viés de baixa no curto prazo. A expectativa é que a definição dos volumes do leilão da Conab e os próximos relatórios do USDA tragam maior clareza sobre os rumos dos preços, tanto no mercado interno quanto internacional.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Exportações de açúcar recuam quase 25% em receita no primeiro semestre de 2026 com queda nos preços internacionais

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As exportações brasileiras de açúcar registraram queda significativa no primeiro semestre de 2026, tanto em volume quanto em receita. Dados da Secretaria de Comércio Exterior (Secex), vinculada ao Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC), mostram que o país embarcou 12,29 milhões de toneladas de açúcares e melaços entre janeiro e junho, retração de 4,39% em relação ao mesmo período de 2025.

O impacto mais expressivo, no entanto, ocorreu sobre o faturamento. A receita das exportações somou US$ 4,43 bilhões, valor 24,98% inferior aos US$ 5,90 bilhões registrados no primeiro semestre do ano passado. O resultado reflete, principalmente, a forte desvalorização do açúcar no mercado internacional.

Exportações de açúcar caem em junho

Somente em junho, o Brasil exportou 3,13 milhões de toneladas de açúcares e melaços, volume 7,16% menor que o registrado no mesmo mês de 2025, quando os embarques alcançaram 3,37 milhões de toneladas.

A receita obtida com as vendas externas caiu de US$ 1,44 bilhão para US$ 1,09 bilhão, representando retração de 24,26% na comparação anual.

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Preço médio do açúcar despenca no mercado externo

O principal fator responsável pela redução do faturamento foi a queda no preço médio das exportações.

Em junho, a cotação média do açúcar exportado pelo Brasil ficou em US$ 349,59 por tonelada, uma redução de 18,42% frente aos US$ 428,54 por tonelada registrados em junho de 2025.

No acumulado do primeiro semestre, o preço médio também apresentou forte retração, passando de US$ 458,79 para US$ 360,01 por tonelada, o que evidencia a pressão exercida pelas cotações internacionais sobre a rentabilidade das exportações brasileiras.

Mercado acompanha oferta global e comportamento dos preços

Apesar de o Brasil manter a liderança mundial nas exportações de açúcar, o desempenho em 2026 demonstra um cenário mais desafiador para o setor. A combinação entre menor volume embarcado e preços internacionais mais baixos reduziu significativamente a receita cambial do segmento.

Os números divulgados pela Secex consideram 21 dias úteis em junho de 2026, ante 20 dias úteis em junho de 2025, e reforçam a influência do mercado global sobre o desempenho das exportações brasileiras de açúcar ao longo do ano.

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Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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