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Exportações seguem firmes, mas preços internacionais recuam

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O setor sucroenergético brasileiro mantém ritmo acelerado de embarques no final de 2025. Dados da agência marítima Williams Brasil apontam que, até 5 de novembro, 80 navios aguardavam para carregar açúcar nos portos do país. O volume programado para exportação soma 3,059 milhões de toneladas, mantendo crescimento frente à semana anterior, quando estavam previstas 2,993 milhões de toneladas.

O Porto de Santos (SP) lidera os embarques nacionais, com 1,87 milhão de toneladas programadas. Paranaguá (PR) aparece na sequência, respondendo por 767 mil toneladas. Outros terminais participantes incluem São Sebastião (142,4 mil toneladas), Imbituba (37,9 mil), Maceió (126,5 mil), Recife (56,5 mil) e Suape (37 mil). A maior parte das cargas é composta por açúcar VHP (2,78 milhões de toneladas), seguido pelo Cristal B150, TBC e VHP em sacas.

Ainda segundo a agência, o relatório inclui navios já atracados, em fundeio ou com previsão de chegada até o fim de dezembro, indicando que o fluxo de exportações do setor deve permanecer intenso até o encerramento do ano.

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O desempenho em outubro comprova a força do açúcar brasileiro no comércio internacional. Dados da Secretaria de Comércio Exterior (Secex) mostram que o país exportou 4,2 milhões de toneladas de açúcar e melaços no mês, gerando receita de US$ 1,669 bilhão. O preço médio, porém, caiu para US$ 396,90 por tonelada, reflexo do aumento da oferta global e da queda nas cotações internacionais.

Apesar de a receita diária ter recuado 5,8% na comparação com outubro de 2024, houve aumento de 12,8% no volume exportado, fortalecendo o papel do Brasil como maior fornecedor mundial do produto. Com logística eficiente e portos preparados para grandes operações, o setor mantém sua competitividade, mesmo diante dos desafios do mercado exterior.

Fonte: Pensar Agro

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Indústria do leite impulsiona economia do sertão nordestino com expansão de investimentos e aumento da produção

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A cadeia produtiva do leite segue em expansão no Nordeste e se consolida como um dos principais motores da economia regional, especialmente no semiárido. De acordo com dados do Banco do Nordeste do Brasil (BNB), a produção de leite na região cresceu 14,12% no acumulado de 2025 em relação ao ano anterior, impulsionada por avanços tecnológicos, melhoria genética do rebanho e expansão dos sistemas produtivos.

O desempenho positivo reflete o fortalecimento da atividade em praticamente todos os estados nordestinos, com aumento da oferta e maior integração entre produção rural e indústria de processamento.

Natville investe mais de R$ 700 milhões e amplia presença industrial no Nordeste

Dentro desse cenário de crescimento, o laticínio Natville, com sede em Sergipe, anunciou novos investimentos que ultrapassam R$ 700 milhões para expansão de sua estrutura industrial na região.

O principal projeto está localizado em Batalha (AL), onde a empresa investe cerca de R$ 500 milhões na construção de uma unidade voltada à produção de queijos, cremes e soro de leite, insumo amplamente utilizado pela indústria alimentícia.

A nova planta deve iniciar operações até outubro deste ano, com capacidade de captação estimada em 600 mil litros de leite por dia. O empreendimento também deve gerar cerca de 300 empregos diretos e mais de 6 mil indiretos, com impacto significativo na cadeia produtiva do campo ao processamento industrial.

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Bahia recebe nova unidade voltada à produção de queijos finos

Outro investimento relevante da Natville está em Jeremoabo (BA), onde a empresa finaliza a implantação de um complexo industrial voltado à produção de queijos finos, como parmesão, gouda e queijo reino.

A unidade tem inauguração prevista para até o fim de julho e deve gerar aproximadamente 100 empregos diretos e mais de 500 indiretos, reforçando a interiorização da atividade industrial no estado.

Expansão reforça papel social e econômico da cadeia do leite

Segundo o diretor geral da Natville, Flávio Dantas, a empresa desempenha papel estratégico na economia regional, especialmente em municípios do semiárido, onde a produção leiteira muitas vezes representa a principal fonte de renda das famílias rurais.

Atualmente, o grupo conta com mais de mil colaboradores e estima gerar mais de 20 mil empregos diretos e indiretos ao longo de toda a cadeia produtiva, incluindo propriedades rurais, transporte, indústria e comércio em estados como Alagoas, Bahia, Pernambuco e Sergipe.

A atuação da empresa está concentrada principalmente em áreas do semiárido nordestino, onde a pecuária leiteira se destaca como atividade essencial para a sustentabilidade econômica local.

Infraestrutura e qualificação profissional fortalecem o setor

Em abril, o governo de Alagoas inaugurou uma estação de gás natural em Batalha, medida que deve beneficiar grandes indústrias de laticínios instaladas na região, incluindo a própria Natville e a Alvoar Lácteos, que reúne marcas como Betânia, Camponesa e Embaré.

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Além disso, o governo estadual anunciou iniciativas voltadas à capacitação profissional, com oferta de cursos técnicos gratuitos para formação de mão de obra destinada ao setor lácteo, fortalecendo a estrutura produtiva regional.

Empresa projeta crescimento de faturamento e consolidação no mercado

Fundada em 1996 no município de Nossa Senhora da Glória (SE), a Natville encerrou 2025 com faturamento de R$ 1,3 bilhão. No ano em que completa três décadas de atuação, a empresa projeta alcançar R$ 1,5 bilhão em receita, impulsionada pela expansão industrial e pelo aumento da captação de leite.

Produção de leite no Brasil cresce no 1º trimestre de 2026

No cenário nacional, a aquisição de leite cru pelos estabelecimentos sob inspeção sanitária (federal, estadual ou municipal) totalizou 6,78 bilhões de litros no primeiro trimestre de 2026, segundo a Pesquisa Trimestral do Leite do IBGE.

O volume representa alta de 3,3% em relação ao mesmo período de 2025, embora tenha recuado 7,9% na comparação com o trimestre imediatamente anterior, refletindo oscilações sazonais típicas do setor.

O resultado reforça a relevância da cadeia leiteira na economia brasileira e evidencia o papel estratégico do Nordeste na expansão da produção nacional.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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