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MMA lança Pacto pelas Cidades Verdes Resilientes

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O Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima (MMA) lançou na última segunda-feira (10/11), durante a 30ª Conferência das Partes das Nações Unidas sobre Mudança do Clima (COP30), o Pacto pelas Cidades Verdes Resilientes. O objetivo foi convocar novos municípios a aderirem ao programa homônimo, uma iniciativa federal criada pelo Decreto 12.041/2024 para aumentar a qualidade ambiental e a resiliência das cidadesbrasileiras diante dos impactos da mudança do clima.

O lançamento ocorreu durante o diálogo “Cidades Verdes Resilientes: Enfrentando o calor extremo”, no auditório Jandaíra do Pavilhão Brasil, na Zona Verde da COP30, em Belém (PA). O debate reuniu representantes governamentais e da sociedade civil para compartilhar estratégias sobre como transformar cidades em ambientes mais verdes, justos e resilientes.

O diálogo foi mediado pelo secretário nacional de Meio Ambiente Urbano, Recursos Hídricos e Qualidade Ambiental do MMA, Adalberto Maluf, que destacou a disparidade na capacidade de adaptação entre os municípios e a urgência de basear as políticas públicas em ciência. “Os dois mil municípios mais carentes e vulneráveis do país são exatamente os que menos capacidade adaptativa têm, e que possuem menos capacidade para se financiar”, destacou.

Maluf acrescentou que nas regiões periféricas estão as principais áreas sensíveis a eventos climáticos extremos. “Por isso, é lá que atuamos para que todos os atores tenham voz e possam ajudar na tomada de decisão”, disse. O secretário ressaltou que o pacto é um instrumento do Programa Cidades Verdes Resilientes (PCVR), que visa reverter esse quadro por meio de uma abordagem baseada em ciência e dados.

Diálogo sobre estratégias setoriais

Os painelistas que participaram do diálogo no Pavilhão Brasil trouxeram dados, perspectivas e detalharam linhas de apoio de seus respectivos órgãos e instituições.

A coordenadora-geral de Cooperação e Sustentabilidade do Ministério das Cidades, Anamaria Martins, destacou a importância de unificar ações entre entes da federação e a sociedade civil. Anamaria apresentou informações que justificam o foco do novo pacto. “Vimos que a vegetação está sendo usada como solução, mas percebemos que territórios periféricos são os mais vulneráveis”, afirmou.

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O secretário nacional substituto e Diretor do Departamento de Clima e Sustentabilidade do Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI), Osvaldo Moraes, ressaltou a urgência da adaptação e as consequências tangíveis dos eventos climáticos extremos no Brasil. “A contribuição da ciência brasileira para as mudanças climáticas é significativa”, afirmou.

O representante da C40, rede global de prefeitos que impulsionam a ação climática, Sandino Lamarca, enfatizou a importância do uso de informações precisas para a tomada de decisões nos municípios, apresentando os resultados do programa Bússola Climática para Cidades, do qual o MMA é parceiro. “Precisamos priorizar informação confiável e compreensível. Por isso, quando combinamos dados e ação, criamos efetivamente cidades verdes resilientes”, destacou.

Representando a sociedade civil, Juliana Gatti, presidente do Instituto Árvores Vivas e conselheira do Conselho Nacional do Meio Ambiente (Conama), reforçou a necessidade de salvar vidas e a importância do PCVR. “O programa traz uma perspectiva intersetorial e efetiva, com a participação da sociedade civil e da academia, para que a gente consiga dialogar e buscar soluções e recursos para os territórios. As comunidades são chave nisso”, defendeu.

Plano Nacional de Cidades Verdes Resilientes

O Pacto pelas Cidades Verdes Resilientes é um instrumento central para a implementação do Plano Nacional de Cidades Verdes Resilientes. O Plano é resultado de mais de duas mil contribuições e um ano de trabalho conjunto em governança multinível, envolvendo o MMA, o Ministério das Cidades e o MCTI – os três órgãos que compõem o PCVR.

O plano nacional é composto por 45 ações de apoio à implementação do PCVR, que tem como uma de suas metas para o enfrentamento da mudança do clima o aumento em 180 mil hectares da cobertura vegetal urbana até 2035. O programa visa alcançar um índice de pelo menos 30% de cobertura arbórea nos bairros, com a garantia de que cada cidadão tenha, ao menos, três árvores visíveis da janela de sua residência, e que os moradores vivam a uma distância máxima de 300 metros de um espaço verde público de qualidade.

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O MMA preparou uma carta de compromisso voluntária a ser assinada pelas prefeituras interessadas em aderir ao Pacto. “A implementação de tudo isso só ocorre se tivermos governança de implementação com a sociedade civil e acompanhada pela sociedade civil”, enfatizou o secretário Maluf.

Alinhamento global

O PCVR representa um avanço significativo na promoção da sustentabilidade e resiliência urbana no Brasil. Um dos seus pilares é o Plano Nacional de Arborização Urbana (PlaNAU), que será lançado durante a COP30 e busca ampliar a presença de vegetação nas cidades por meio de SbN.

O Programa já está em curso com iniciativas concretas. Em março de 2025, o MMA anunciou as 50 cidades selecionadas para a primeira fase do Cidades Modelo Verdes e Resilientes, uma iniciativa vinculada ao PCVR. Essa iniciativa prevê a estruturação de 100 ações climáticas de alto impacto em cada município, com suporte técnico e financeiro.

Adicionalmente, o governo federal estruturou a iniciativa AdaptaCidades para apoiar estados, municípios e consórcios a incorporar a adaptação climática ao planejamento urbano e setorial. Formalizada pelo MMA no fim de 2024, no âmbito do PCVR, ela visa acelerar a implementação das diretrizes nacionais de adaptação. Até o momento, todos os 26 estados e o Distrito Federal aderiram, com a indicação de mais de 580 municípios para a fase inicial de apoio técnico na elaboração de planos de adaptação local.

A iniciativa de Cidades Modelo Verdes e Resilientes é uma parceria com o Pacto Global de Prefeitos pelo Clima e Energia (GCoM) e o C40 Cities Climate Leadership Group, com financiamento da Bloomberg Philanthropies. O PCVR, que engloba Cidades Modelo Verdes e Resilientes e o AdaptaCidades, está alinhado à Coalizão para Parcerias Multiníveis de Alta Ambição para Ação Climática (Champ, na sigla em inglês), da qual o Brasil é signatário, fortalecendo o federalismo climático no país.

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Fonte: Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima

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Agro ajuda Brasil a fechar agosto com superávit de R$ 37,7 bilhões

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O Brasil encerrou agosto com superávit comercial de R$ 37,7 bilhões, crescimento de 23,8% em relação ao mesmo mês de 2025. O resultado foi sustentado pelo aumento das exportações de soja, café, animais vivos, carne de frango e farelo de soja, além do avanço das vendas da indústria extrativa e de outros segmentos da indústria de transformação.

Segundo o Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC), as exportações brasileiras somaram R$ 169,1 bilhões em agosto, alta de 12,2% na comparação anual. As importações cresceram 9,2% e alcançaram R$ 131,4 bilhões.

A corrente de comércio, que corresponde à soma das exportações e importações, movimentou R$ 300,5 bilhões no mês, aumento de 10,9% em relação a agosto do ano passado.

A agropecuária respondeu diretamente por R$ 37,7 bilhões em exportações durante agosto, crescimento de 11,4%. Esse valor considera os produtos classificados pelo governo como pertencentes à atividade agropecuária e não inclui carnes, farelo de soja, açúcar, sucos e outros itens processados contabilizados dentro da indústria de transformação.

Entre os produtos do campo, o valor das exportações de animais vivos avançou 174,3%. As vendas externas de café não torrado cresceram 24,1%, enquanto a soja, principal item da pauta agropecuária brasileira, registrou aumento de 14%.

A contribuição do agronegócio também apareceu entre os produtos industrializados. As exportações de carne de aves e miudezas aumentaram 40,5%, enquanto as vendas de farelo de soja e de outros produtos destinados à alimentação animal cresceram 36,6%.

O desempenho positivo compensou a retração observada em outras cadeias importantes. As exportações de milho não moído caíram 25,3% em agosto. Também houve redução de 34,7% no mel natural e de 35,7% nas vendas de sementes oleaginosas, grupo que inclui produtos como girassol, gergelim, canola e algodão.

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Na indústria de transformação, o valor das exportações de carne bovina fresca, refrigerada ou congelada recuou 19,7% em agosto. Açúcares e melaços tiveram queda de 37%. A redução mensal da carne bovina ocorreu depois de um período de embarques elevados e não anulou o crescimento acumulado pelo setor ao longo do ano.

Entre janeiro e agosto, o Brasil exportou R$ 1,28 trilhão, aumento de 10,3% na comparação com os primeiros oito meses de 2025. As importações somaram R$ 997,3 bilhões, com crescimento de 6,1%.

Com isso, o superávit comercial acumulado em 2026 chegou a R$ 282,1 bilhões, avanço de 28,2%. A corrente de comércio alcançou R$ 2,28 trilhões no período, alta de 8,4%.

As exportações classificadas como agropecuárias totalizaram R$ 295 bilhões entre janeiro e agosto, crescimento de 9,5%. O resultado foi favorecido pelo aumento de 81,9% nas vendas de animais vivos, de 15,2% nos embarques de soja e de 15,1% nas exportações de algodão em bruto.

A indústria extrativa exportou R$ 316,9 bilhões nos oito primeiros meses, alta de 19,6%. A indústria de transformação respondeu por R$ 660 bilhões, crescimento de 6,6%.

Apesar da queda isolada de agosto, a carne bovina acumulou aumento de 22,3% nas exportações de janeiro a agosto. O desempenho mostra que o recuo mensal ocorreu sobre uma base de vendas externas ainda elevada no conjunto do ano.

Outros produtos do agronegócio apresentaram resultado menos favorável. As exportações acumuladas de trigo e centeio diminuíram 31,3%, enquanto as de milho recuaram 3,6%. O café não torrado acumulou queda de 13,7%, apesar da recuperação registrada em agosto.

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Também houve redução de 35,8% nas vendas externas de sucos de frutas e vegetais e de 28,2% nos embarques de açúcares e melaços durante os oito primeiros meses.

Do lado das compras brasileiras, as importações da agropecuária chegaram a R$ 2,4 bilhões em agosto, crescimento de 7,4%. O aumento foi influenciado por pescado, trigo, centeio e produtos hortícolas.

O valor das importações de pescado avançou 64,8%, enquanto as compras de trigo e centeio cresceram 10,5%. Os produtos hortícolas frescos ou refrigerados registraram alta de 54%. Em sentido contrário, as importações de soja diminuíram 22,2%, e as de frutas e nozes não oleaginosas recuaram 9,3%.

A indústria de transformação concentrou a maior parcela das compras externas, com R$ 123 bilhões em agosto, crescimento de 13,4%. No acumulado do ano, as importações do segmento chegaram a aproximadamente R$ 930 bilhões.

Entre os insumos estratégicos para a produção rural, o valor importado de adubos e fertilizantes químicos caiu 35,9% em agosto. As compras de fertilizantes brutos apresentaram redução de 15,6%.

A queda não significa necessariamente redução equivalente no volume desembarcado, porque os dados também refletem mudanças nos preços internacionais. O movimento pode estar relacionado ainda à antecipação de compras, à formação de estoques, à volatilidade do mercado e ao ritmo de aquisição para a safra 2026/2027.

Os números de agosto reforçam o papel do agronegócio na geração de receitas externas e na sustentação do saldo comercial brasileiro. Ao mesmo tempo, a diferença de desempenho entre as cadeias mostra que o resultado depende tanto da produção nacional quanto dos preços internacionais, do câmbio e das condições de acesso aos principais mercados compradores.

Fonte: Pensar Agro

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