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Agricultura conectada: tecnologias e bioinsumos impulsionam produção de alimentos no Brasil

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Uma pesquisa realizada em diversas regiões do país pelo Essere Group revelou que o índice de satisfação dos clientes atingiu 96%, reforçando a aceitação dos produtos desenvolvidos pelas empresas do grupo. O Net Promoter Score (NPS), métrica que mede a lealdade do cliente e sua disposição em recomendar uma marca, ultrapassou 86 pontos, posicionando a holding entre as mais bem avaliadas do setor.

Segundo Luiz Fernando Schmitt, diretor de Marketing, P&D e Novos Negócios do Essere Group, esses indicadores refletem diretamente nas vendas e no faturamento, que registrou crescimento de 23% em 2024, mesmo diante de um cenário desafiador.

Investimentos em bioinsumos e inovação tecnológica

O grupo investiu cerca de R$ 45 milhões na fábrica de bactérias da Bionat, considerada uma das mais modernas do Brasil. A unidade possui capacidade para tratar 35 milhões de hectares com produtos exclusivos. A Bionat foca no desenvolvimento de bioinsumos, utilizando microorganismos, fungos e bactérias, e tem contribuído para a crescente aceitação desses produtos por agricultores de diferentes regiões e culturas.

“Com os biológicos, os agricultores agregam valor à produção, melhoram a qualidade dos alimentos e atendem às exigências dos consumidores”, afirma Schmitt.

Brasil: protagonista no agronegócio global

O diretor destaca que o Brasil, como um dos maiores produtores e exportadores de alimentos do mundo, desempenha papel estratégico no agronegócio global. Segundo projeções da FAO, o país terá aumento de 41% na produção nos próximos anos. A combinação de tecnologia avançada, vastas áreas cultiváveis e força de trabalho qualificada fortalece a capacidade brasileira de suprir a demanda mundial por grãos, carnes e outros produtos agrícolas.

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Convergência de tecnologias transforma a agricultura

Segundo Schmitt, a agricultura moderna passa por transformação profunda, impulsionada pela integração de tecnologias digitais e biológicas. Entre os destaques estão:

  • IoT no campo: sensores e dispositivos conectados que fornecem dados em tempo real sobre lavouras e rebanhos.
  • Smart Machines e softwares de otimização: aumento da produtividade e eficiência.
  • Drones: monitoramento preciso e automatizado das culturas.
  • Uso sustentável de água e produtos eco-friendly: alinhamento com práticas agrícolas sustentáveis.
  • Tecnologia de minicromossomos: avanços genéticos que aprimoram a resistência a doenças e aumentam a produtividade.

“A conectividade é a espinha dorsal da agricultura moderna. A expansão do 4G e 5G no campo impulsiona a agricultura de precisão, permitindo que produtores tomem decisões em tempo real e integrem dados e tecnologias de forma eficiente”, conclui.

Confiança e proximidade: valores essenciais para os produtores

Além da inovação, os agricultores valorizam confiança e proximidade com fornecedores. Segundo Schmitt, 82% dos produtores destacam a confiança como fator decisivo, enquanto 57% valorizam a proximidade. “Os produtores buscam parceiros que entendam suas lavouras, apresentem vantagens e desvantagens dos produtos e estabeleçam relações transparentes”, explica.

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Tendências e oportunidades para o setor agro

O mercado agrícola está em constante evolução, com foco em produtividade, eficiência e sustentabilidade. A integração de tecnologias digitais e biológicas não apenas redefine práticas agrícolas, mas também cria novas oportunidades de negócio. Para Schmitt, adaptar-se a essas tendências é fundamental para a competitividade e o sucesso a longo prazo.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Safra recorde já não basta para garantir rentabilidade ao produtor

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A perspectiva de uma nova safra recorde encontra o produtor brasileiro diante de um desafio que cresce na mesma proporção da produção: financiar uma atividade mais tecnológica, mecanizada e intensiva em capital, num ambiente de juros elevados, margens menores e bancos mais seletivos. O avanço do crédito privado amplia as alternativas disponíveis, mas também exige profissionalização da gestão e uma análise mais rigorosa sobre o retorno proporcionado pelo patrimônio investido.

Dados do Banco Central (BC), compilados por entidades do setor, mostram que 23,5% da carteira ativa de crédito rural apresentava algum nível de problema em julho de 2026. Eram R$ 207,5 bilhões em operações inadimplentes, atrasadas, renegociadas ou prorrogadas. O indicador não representa apenas parcelas vencidas, mas revela o aumento do estresse financeiro acumulado depois de safras afetadas pelo clima, custos elevados e preços menos favoráveis.

Ao mesmo tempo, o financiamento bancário tradicional perdeu força. Em 12 meses, o volume de crédito rural concedido sem considerar instrumentos do mercado de capitais recuou 12%, para R$ 181,1 bilhões. A área atendida pelas linhas convencionais de custeio caiu quase 26%, de 34,2 milhões para 25,4 milhões de hectares.

Esse espaço vem sendo ocupado gradualmente por cooperativas, tradings, fornecedores de insumos, fundos de investimento e emissões no mercado de capitais. O estoque dos instrumentos privados de financiamento do agronegócio alcançou R$ 1,34 trilhão em julho, segundo o Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa). Somente as Cédulas de Produto Rural (CPRs) somavam R$ 580,8 bilhões, distribuídos em aproximadamente 372 mil títulos.

Para o presidente do Instituto do Agronegócio (IA) e da Federação dos Engenheiros Agrônomos de Mato Grosso (Feagro-MT), Isan Rezende (foto), a diversificação das fontes de recursos é necessária, mas não pode ser confundida com crédito fácil ou capacidade ilimitada de endividamento.

“O crédito privado será cada vez mais importante para complementar o Plano Safra e o financiamento bancário. O produtor, porém, precisa avaliar o custo efetivo, o prazo, as garantias exigidas e a compatibilidade das parcelas com o fluxo de caixa da propriedade. Trocar uma dívida por outra mais cara, sem corrigir a origem do desequilíbrio, apenas transfere o problema para a safra seguinte”, afirma.

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A necessidade de capital aumentou com a transformação da agropecuária brasileira. Produzir em escala passou a exigir máquinas de maior capacidade, agricultura de precisão, armazenagem, irrigação, conectividade, sistemas de gestão, insumos tecnológicos e equipes especializadas. A valorização das terras também elevou o volume de patrimônio imobilizado nas operações.

Essa evolução permitiu ganhos de produtividade e consolidou o Brasil entre os maiores fornecedores mundiais de alimentos, fibras e energia. Mas também tornou as propriedades mais sensíveis ao custo do dinheiro. Quando os juros aumentam e as margens recuam, uma atividade pode apresentar lucro contábil e, ainda assim, não remunerar adequadamente todo o capital empregado.

É nesse ponto que ganha importância o conceito de Valor Econômico Agregado, conhecido pela sigla EVA. O indicador calcula o resultado operacional do negócio depois de descontado o custo de todo o capital utilizado, inclusive recursos próprios, terras quitadas, máquinas e demais ativos.

Uma propriedade pode encerrar o ciclo com resultado positivo no balanço, mas destruir valor se o retorno obtido ficar abaixo do que aquele patrimônio poderia render em uma alternativa de menor risco. A terra própria, por exemplo, não deixa de ter custo econômico porque está quitada. Ela representa capital que poderia ser arrendado, vendido ou aplicado em outro investimento.

“O produtor sempre acompanhou produtividade, custo por hectare e preço de venda. Esses indicadores continuam fundamentais, mas já não são suficientes para medir a saúde econômica do negócio. Também é necessário saber se o resultado remunera a terra, as máquinas, o capital de giro e o risco assumido durante a safra”, diz Rezende.

A aplicação dessa análise não significa abandonar investimentos ou reduzir a produção. O objetivo é identificar quais atividades, áreas e estruturas realmente geram retorno. A avaliação pode mostrar que determinado talhão produz bem, mas possui custo elevado; que uma máquina permanece ociosa; ou que o arrendamento oferece resultado melhor do que a compra de terras financiada.

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O mesmo raciocínio vale para a contratação de crédito. Recursos obtidos a juros superiores ao retorno esperado pela atividade diminuem o valor econômico da propriedade, mesmo quando ajudam a ampliar o faturamento. Por isso, crescimento de receita, aumento de área e recorde de produção não significam necessariamente fortalecimento financeiro.

A busca por recursos privados também coloca a governança no centro das negociações. Instituições financeiras e investidores analisam demonstrações contábeis, histórico de produção, previsibilidade de caixa, endividamento, garantias, regularidade ambiental e fundiária, contratos e capacidade de gestão. Quanto maior a qualidade dessas informações, maior tende a ser a possibilidade de acessar diferentes fontes e negociar condições melhores.

“Governança deixou de ser uma preocupação exclusiva das grandes empresas. O produtor que conhece seus números, separa as contas da família e da propriedade, mantém documentos regulares e apresenta informações confiáveis reduz a percepção de risco. Isso melhora sua posição diante dos financiadores e permite comparar propostas sem decidir apenas pela disponibilidade imediata do dinheiro”, acrescenta Rezende.

O modelo de financiamento do agronegócio tende a permanecer híbrido. Crédito rural, recursos obrigatórios, cooperativas, tradings, fornecedores, fundos e mercado de capitais continuarão convivendo, cada um com custos, prazos e riscos diferentes. O desafio será combinar essas fontes sem comprometer parcelas excessivas da produção futura ou oferecer garantias incompatíveis com o valor da operação.

A safra recorde continua sendo uma demonstração da capacidade produtiva brasileira. Para que esse desempenho se transforme em renda, entretanto, o produtor precisará acompanhar não apenas quantas toneladas colhe, mas quanto valor permanece depois de remunerados todos os recursos utilizados. Em uma agricultura intensiva em capital, produzir mais é importante; produzir com retorno econômico tornou-se decisivo.

Fonte: Pensar Agro

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