Agro News

Colheita de citros avança no RS com produtividade elevada e preços estáveis

Publicado

O Informativo Conjuntural da Emater/RS-Ascar aponta avanço significativo na colheita de citros no Rio Grande do Sul, destacando a conclusão da safra de laranja tipo umbigo em Cotiporã e a colheita quase finalizada da bergamota Montenegrina em grande parte do Estado.

Cotiporã mantém frutas em câmaras frias aguardando melhores preços

Em Cotiporã, as laranjas estão sendo armazenadas em câmaras frias, esperando cotações mais favoráveis. Segundo o boletim, os preços se mantêm em R$ 0,60/kg para indústria e R$ 1,20/kg para mesa. A bergamota Montenegrina é comercializada a R$ 40,00 por caixa de 22 kg.

Em Caxias do Sul, a colheita de laranja e bergamota segue intensa, mas a bergamota Montenegrina teve queda no preço, de R$ 3,17 para R$ 2,88/kg, e parte da produção de laranja está sendo destinada à indústria de sucos, devido à menor demanda no mercado in natura.

Boas práticas fitossanitárias em Lajeado garantem qualidade da fruta

Na região de Lajeado, os pomares apresentam boa sanidade, com tratamentos fitossanitários focados no controle de pinta-preta e podas das variedades Pareci, Montenegrina e Murcott. Foram registrados casos pontuais de mosca-branca, associada à fumagina em áreas sem controle preventivo.

Leia mais:  Mercado global do açúcar enfrenta pressão de oferta, mas sinais de suporte começam a surgir

Produtores relataram alta produtividade e qualidade satisfatória, apesar de os preços médios estarem inferiores à safra anterior.

Comercialização variada em Montenegro e outras regiões

Em Montenegro, a bergamota sem haste é vendida a R$ 110,00 para outros estados e R$ 100,00 no mercado interno. A Montenegrina varia de R$ 50,00 a R$ 65,00, conforme o município. Já a laranja Valência apresenta comercialização lenta, com preços entre R$ 11,00 e R$ 15,00 por caixa de 25 kg para indústria e R$ 25,00 a R$ 35,00 para consumo in natura.

Legislação e medidas fitossanitárias reforçam proteção das lavouras

O boletim destaca a aprovação de legislação em Arvorezinha para o combate ao greening (Candidatus liberibacter), regulamentando a venda de mudas de citros e murta, hospedeira do vetor da doença.

Em Erechim, a colheita foi interrompida devido à floração, considerada uma das melhores dos últimos anos. O preço da laranja varia de R$ 650,00 a R$ 800,00 por tonelada, dependendo do destino.

Previsão de produtividade em diferentes regiões do Estado

Em Frederico Westphalen, os pomares estão em fase de fixação de frutos, com expectativa de produtividade de:

  • 40 t/ha para laranja
  • 20 t/ha para bergamota
  • 28 t/ha para lima ácida Tahiti
Leia mais:  Exclusão do suco de laranja da tarifa dos EUA traz alívio ao agronegócio brasileiro

Em Passo Fundo, o preço pago ao produtor de laranja varia de R$ 0,80 a R$ 0,90/kg. Nas regiões de Santa Rosa e Soledade, a colheita foi concluída, com registros pontuais de pragas e início do pegamento de frutos para a próxima safra.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

Comentários Facebook
publicidade

Agro News

Na Agrishow, Governo do Brasil lança crédito para máquinas agrícolas e reforça apoio ao setor produtivo

Publicado

O ministro da Agricultura e Pecuária, André de Paula, participou, neste domingo (25), ao lado do vice-presidente da República, Geraldo Alckmin, da abertura oficial da 31ª edição da principal feira de tecnologia agrícola do país, a Agrishow, em Ribeirão Preto (SP).

O vice-presidente ressaltou a importância da Agrishow para o desenvolvimento do setor e anunciou medidas voltadas ao financiamento e à modernização do agro. “Hoje, uma das maiores Agrishows do mundo é aqui, em Ribeirão Preto. Como cresceu”, afirmou Geraldo Alckmin.

Na oportunidade, o ministro André de Paula destacou que a feira é um espaço que simboliza o que o Brasil tem de melhor: a capacidade de produzir, inovar, gerar renda e alimentar o país e o mundo.

“Ribeirão Preto é reconhecida como a capital brasileira do agronegócio, consolidando-se como um dos principais polos agroindustriais do país. A região reúne alta produtividade, inovação e integração entre produção e indústria, sendo referência nacional. Simboliza o Brasil que produz energia limpa, alimento e desenvolvimento. Trata-se de uma das regiões com maior concentração de produção de açúcar e etanol do mundo, estratégica para a transição energética”, evidenciou o ministro.

Na abertura, também ocorreu o lançamento da nova modalidade do MOVE Brasil, voltada para máquinas e implementos agrícolas, com a disponibilização de R$ 10 bilhões em crédito. “O governo está liberando recursos para o setor de máquinas. Serão R$ 10 bilhões, com juros bem mais baixos, para financiar tratores, implementos e colheitadeiras, fortalecendo a modernização do campo”, afirmou o vice-presidente Geraldo Alckmin.

A iniciativa dá continuidade ao sucesso da primeira etapa do programa, voltada ao setor de caminhões, cujos recursos foram integralmente utilizados em cerca de 90 dias, evidenciando a alta demanda por crédito no segmento. Nesta nova fase, denominada Move Agricultura, os financiamentos contarão com taxas de juros em patamar de um dígito e serão operacionalizados por meio da Financiadora de Estudos e Projetos (Finep), com participação do Banco do Brasil, cooperativas e instituições financeiras privadas.

Além disso, o vice-presidente também destacou outras medidas voltadas ao fortalecimento do setor produtivo, como a disponibilização de R$ 15 bilhões por meio do programa Brasil Soberano, direcionado a segmentos impactados no comércio exterior, e mais R$ 10 bilhões para financiamento de bens de capital. Segundo ele, o conjunto de ações amplia o acesso ao crédito e contribui para a modernização da produção, o aumento da competitividade e o estímulo à indústria de máquinas e equipamentos no país.

Leia mais:  Leite deve ter alta ao produtor no Paraná, enquanto proteínas e lavouras mostram ajustes no campo

APOIO AOS PRODUTORES RURAIS

O deputado federal e vice-presidente da Frente Parlamentar da Agropecuária (FPA) na Câmara dos Deputados, Arnaldo Jardim, reforçou a importância do alinhamento entre o setor produtivo e o governo federal. “Nós precisamos de um projeto de renegociação das dívidas para que o produtor possa retomar a sua produção e restabelecer a sua capacidade produtiva. Isso é indispensável”, disse. Ainda, evidenciou o papel do diálogo contínuo entre o Mapa e a FPA na construção de soluções para o fortalecimento do agro brasileiro.

Sobre o tema, o ministro André de Paula salientou o compromisso de ampliar ainda mais a pujança do setor, por meio da redução de taxas, da aprovação dos projetos de lei do Seguro Rural e da renegociação de dívidas rurais no país, que tramitam no Congresso Nacional.

“Primeiro, buscamos um novo recorde no nosso Plano Safra, mas com a consciência de que, mais importante do que assegurar um valor expressivo de recursos, é conseguir trabalhar com uma taxa compatível, que viabilize o acesso dos nossos produtores a esses recursos. Quero, com o apoio de todos, aprovar o projeto de lei do seguro rural, porque esse é um instrumento essencial para dar segurança ao produtor. Também estamos envolvidos nos esforços para aprovar uma nova proposta de renegociação de títulos rurais no país, garantindo fôlego e previsibilidade para o setor”, afirmou o ministro.

É compromisso do Governo Federal buscar soluções definitivas para os produtores rurais, conforme complementou Geraldo Alckmin. “Para quem está inadimplente e também para quem está adimplente, em ambos os casos haverá empenho na renegociação das dívidas. De outro lado, destaco a questão do seguro rural. É evidente que as mudanças climáticas criam uma insegurança muito maior. Há, sim, necessidade de integração e apoio, dentro do rigor fiscal que o governo precisa ter, para melhorarmos o seguro rural”, acrescentou.

Leia mais:  Inflação em leve alta e incertezas fiscais pressionam mercados; dólar deve encerrar 2025 em R$ 5,55, aponta Rabobank

O ministro André de Paula reforçou a importância da parceria institucional e da abertura ao diálogo com o setor produtivo. “Sei que o sucesso que possamos alcançar depende muito da parceria e da capacidade de estabelecer diálogo com as associações, entidades e parlamentares”, disse.

Ele também destacou a relevância estratégica do agro para o país. “Sobre a minha responsabilidade recaiu liderar um setor que é orgulho do Brasil, responsável por 25% do nosso PIB e por 49% da pauta de exportações do país”, concluiu.

AGRISHOW

Uma das principais feiras do agronegócio da América Latina, a Agrishow ocorre anualmente em Ribeirão Preto (SP) e reúne produtores rurais, empresas de máquinas e equipamentos, fornecedores de insumos, startups e instituições do setor para apresentar novidades, fechar negócios e discutir tendências do agro. É vista como uma grande vitrine de inovação para o campo, onde são lançados tratores, colheitadeiras, sistemas de irrigação, soluções de agricultura de precisão, armazenagem, conectividade e tecnologias voltadas ao aumento da produtividade e da eficiência.

O presidente da Agrishow, João Carlos Marchesan, destacou que a feira representa mais do que inovação tecnológica, sendo também um símbolo da força e da resiliência do setor. “O mundo espera que o Brasil aumente a oferta de alimentos em 40% até 2050. Isso não é apenas uma pressão, é uma oportunidade soberana”, disse.

Além disso, reforçou que a edição de 2026 da feira demonstra a confiança do produtor no futuro e a capacidade do setor de aliar tecnologia, sustentabilidade e produtividade.

Em 2025, a feira recebeu cerca de 197 mil visitantes e movimentou R$ 14,6 bilhões em negócios.

Informações à imprensa
[email protected]

Fonte: Ministério da Agricultura e Pecuária

Comentários Facebook
Continue lendo

Mais Lidas da Semana