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Safra de soja 2025/26 em Dourados (MS) atinge 97% da área plantada

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O plantio da safra de soja 2025/26 em Dourados, no sul de Mato Grosso do Sul, está praticamente concluído. De acordo com o departamento técnico da NovaConsult – Serviços em Agronomia, 97% da área estimada de 223 mil hectares já foi semeada até esta semana, consolidando um avanço expressivo no cronograma agrícola da região.

Condições climáticas favorecem o desenvolvimento das lavouras

Segundo o engenheiro-agrônomo Raul Campos, as lavouras apresentam excelente desenvolvimento vegetativo, impulsionado por chuvas regulares e bem distribuídas nos últimos dias. O especialista destaca ainda que há previsão de novas precipitações até segunda-feira, o que deve manter o solo com boa umidade e garantir condições ideais para o crescimento das plantas.

Produtividade deve superar 3,6 mil quilos por hectare

Com o cenário climático favorável e manejo adequado, a expectativa é de que o rendimento médio da safra de soja em Dourados varie entre 3.600 e 3.900 quilos por hectare. A projeção reforça o otimismo entre os produtores e técnicos da região, que vêm acompanhando uma evolução positiva no ciclo das lavouras.

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Expansão da área e aumento na produção estadual

Em nível estadual, levantamento da Safras & Mercado aponta que a área cultivada com soja em Mato Grosso do Sul deve atingir 4,54 milhões de hectares na temporada 2025/26, um aumento de 0,9% em relação aos 4,5 milhões de hectares plantados no ciclo anterior.

A produção total está estimada em 16,94 milhões de toneladas, volume 16,1% superior às 14,59 milhões de toneladas colhidas em 2024/25. O rendimento médio das lavouras também deve crescer, passando de 3.260 quilos por hectare para 3.750 quilos por hectare.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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MPA realiza seminário sobre Extensão Pesqueira Artesanal

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O Ministério da Pesca e Aquicultura (MPA) realizou, nesta sexta-feira(4), o I Seminário Interno de Extensão Pesqueira Artesanal, com a finalidade de ampliar o debate sobre a realidade das mulheres pescadoras e marisqueiras. Com o tema “Mulheres Pescadoras: Autonomia, Igualdade e Sustentabilidade Ambiental”, o evento representou um momento de apresentação prévia dos resultados do Mapeamento Socioterritorial da Pesca Artesanal, realizado por pesquisadores da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz). 

O seminário nasceu do Projeto Mulheres Pescadoras, desenvolvido pela Fiocruz, pelo MPA e pelo Ministério das Mulheres. O Mapeamento Socioterritorial da Pesca Artesanal aprofundou a análise em 52 municípios de atenção prioritária, distribuídos pelas cinco regiões do país: 18 no Norte, 10 no Sudeste, 6 no Sul e 3 no Centro-Oeste. Essa ação dialoga com o Programa Povos da Pesca Artesanal e teve como eixos estruturantes: Emergência Climática e Racismo Ambiental; Populações Tradicionais e Territórios; Segurança Alimentar, Epidemiologia e Saúde; e Economia Solidária e Cadeia Produtiva. 

De acordo com o secretário-executivo do MPA, Lázaro Medeiros, o evento traz para o centro do debate o tema das mulheres pescadoras. “É um tema que apresenta também um diálogo com quem vive de fato os territórios pesqueiros. Além disso, ele apresenta um mapeamento socioterritorial, apresentando com mais profundidade a realidade das comunidades”, destacou. 

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A pesquisadora da Fiocruz, Maria Juliana Correa, apontou a importância do seminário para dar visibilidade aos direitos sociais das mulheres pescadoras. “A gente sempre escutava das mulheres das águas a necessidade de um olhar específico para a saúde das pescadoras e marisqueiras, unindo o meio ambiente e a saúde nos territórios”, afirmou. 

O secretário Nacional da Pesca Artesanal, Cristiano Ramalho, destacou o objetivo do evento. “Encontros como esses criam caminhos para a construção do futuro da pesca artesanal do Brasil. Estamos aqui produzindo conhecimentos que serão transformados em políticas públicas”, afirmou. 

A pescadora sergipana, Arlene Costa, afirmou que são as mulheres as grandes guardiãs dos territórios. “Hoje enfrentamos diversas ameaças ambientais nos territórios e somos nós, as mulheres das águas, que preservamos e garantimos os recursos naturais para as próximas gerações”, disse. 

Para a coordenadora-geral de Assistência Técnica e Extensão Pesqueira do MPA, Lorena Abrahão, o mapeamento é fundamental para a construção de políticas públicas estruturantes para as mulheres das águas. “Mais do que retratar vulnerabilidades, os dados evidenciam a força organizativa e o protagonismo das mulheres que vivem da pesca em todo o Brasil”, finalizou. 

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O evento contou também com a presença da coordenadora-geral da Secretaria Nacional de Autonomia Econômica e Política de Cuidados do Ministério das Mulheres, Larissa Passos, e do secretário Nacional de Políticas de Ações Afirmativas e Combate e Superação do Racismo do Ministério da Igualdade Racial, Clédisson Geraldo dos Santos Júnior.

ASCOM
Ministério da Pesca e Aquicultura
[email protected]

Fonte: Ministério da Pesca e Aquicultura

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