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Da Ilha do Combu para o Brasil: Aluno da Escola do MTur vira referência em turismo sustentável

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Na Ilha do Combu, em Belém (PA), o som das águas e o vai e vem das embarcações fazem parte da rotina de quem vive o turismo de perto. É nesse cenário amazônico que Marcelo Geovani Athanasio encontrou uma nova forma de enxergar o próprio trabalho e o potencial da sua comunidade.

Ex-aluno da Escola Nacional de Turismo, ele se formou no curso de Condução de Atrativos Turísticos, ministrado pela Dra. e professora Priscila Farias, e hoje atua como condutor nas ilhas de Belém, promovendo experiências que valorizam o meio ambiente, a cultura local e o acolhimento amazônico.

DA ROTINA À TRANSFORMAÇÃO – O interesse de Marcelo pelo turismo começou ainda na juventude. Morador da Ilha do Combu, ele sempre foi procurado por visitantes que desejavam conhecer a floresta, os igarapés e a vida ribeirinha. “Eu sempre gostei de mostrar a beleza da minha ilha, mas trabalhava de forma muito intuitiva, sem técnica. Quando soube da Escola Nacional de Turismo, vi ali a chance de me profissionalizar e entender melhor o valor do turismo para a Amazônia”, relembra.

A formação representou um divisor de águas. “A Escola mudou completamente a minha forma de ver o turismo. Aprendi que conduzir visitantes é muito mais do que mostrar um lugar bonito. É contar histórias, proteger a natureza e valorizar as pessoas que vivem dela. Cada passeio que faço hoje é uma troca de saberes e uma oportunidade de mostrar o valor da nossa floresta”, afirma.

As aulas, ministradas na própria Ilha do Combu, tornaram o aprendizado ainda mais significativo. “Foi uma experiência transformadora. Aprendemos olhando para o nosso território, aplicando na prática o que é condução responsável, segurança, hospitalidade e sustentabilidade. O conteúdo fazia sentido para a nossa realidade, e isso fez toda a diferença”, conta.

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O CONHECIMENTO QUE GERA OPORTUNIDADES – Com a qualificação, Marcelo aprimorou seus roteiros turísticos e passou a adotar práticas sustentáveis e educativas nos passeios. “Hoje trabalho com mais consciência, técnica e orgulho. O curso me deu confiança e me mostrou que o turismo é também uma ferramenta de transformação social. Eu me sinto parte de algo maior”, afirma.

O aprendizado também trouxe novos horizontes para o turismo local. “A professora Priscila trouxe muito mais do que teoria. Ela trouxe propósito. Nos ensinou que o turismo é uma ponte entre mundos e o conhecimento é o que sustenta essa ponte. A Escola do Turismo não me deu apenas um certificado, me deu um novo olhar sobre a vida”, destaca.

Segundo Marcelo, a qualificação não transformou apenas sua carreira, mas também a forma como os moradores das ilhas enxergam o próprio território. “A Escola representa oportunidade. Ela leva conhecimento para quem, muitas vezes, nunca teve acesso à formação técnica. Aqui nas ilhas, o turismo é uma das principais fontes de renda, e se qualificar faz toda a diferença. A Escola Nacional de Turismo está ajudando a transformar o turismo da Amazônia em um exemplo de sustentabilidade e valorização cultural”, afirma.

OLHAR PARA O FUTURO – Marcelo planeja continuar se aperfeiçoando e inspirando outros condutores a buscar formação. “Meu sonho é que o turismo da nossa região seja reconhecido nacionalmente pelo que ele é: autêntico, acolhedor e cheio de vida. A Amazônia tem muito a ensinar, e eu quero ser parte dessa história”, conclui.

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SOBRE A ESCOLA NACIONAL DE TURISMO – A Escola Nacional de Turismo, criada pelo Ministério do Turismo, é uma política pública de alcance nacional voltada à formação e valorização dos profissionais do setor.

Com polos em Belém, Santarém, Vigia e Bragança, a unidade do Pará é executada pelo Instituto Federal do Pará (IFPA) e já ofertou 11 cursos em 2024, com 1.560 vagas e 372 alunos formados, e 12 cursos em 2025, totalizando 3.920 vagas e 1.712 formados.

As formações abrangem áreas como Gestão de Negócios para o Turismo, Hospedagem Domiciliar, Educação Ambiental e Sustentabilidade, Técnico em Guia de Turismo, Elaboração de Roteiros Turísticos e Condução de Atrativos Turísticos, além de cursos de inglês e espanhol.

O Governo Federal já investiu cerca de R$ 4 milhões na implantação da Escola no Pará, com mais R$ 1,5 milhão previstos para expansão e modernização das turmas. A iniciativa integra o Plano Nacional de Turismo 2024–2027 e o legado educacional e profissional para a COP30, que é sediada em Belém.

Para dar visibilidade às histórias de quem mudou de vida por meio da formação, o Ministério do Turismo lançou uma websérie nacional com depoimentos de alunos e ex-alunos da Escola Nacional de Turismo, mostrando como o aprendizado tem se transformado em oportunidades e novos caminhos profissionais. Confira AQUI.

Por Cíntia Luna
Assessoria de Comunicação do Ministério do Turismo

Fonte: Ministério do Turismo

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Viaje por São Miguel das Missões (RS), um encontro com a história do Brasil

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Entre igrejas de pedra, esculturas sacras e vestígios de construções que atravessaram séculos, São Miguel das Missões (RS) preserva um dos mais importantes sítios arqueológicos do Brasil. Reconhecido pela Unesco como Patrimônio Mundial desde 1983, o local guarda as ruínas do antigo povoado de São Miguel Arcanjo, criado por missionários jesuítas e indígenas guaranis durante o período colonial.

Instalado entre os séculos 17 e 18, no território que hoje corresponde ao Brasil e à Argentina, o sítio integra um conjunto de antigas missões. Essas comunidades foram criadas pelos jesuítas para catequizar os povos guaranis, mas também funcionavam como centros de moradia, agricultura, educação, música, arte e produção artesanal.

Com o fim das missões, parte das construções foi abandonada e as ruínas preservadas hoje ajudam a contar essa história.

Reconhecimento

A Unesco reconheceu São Miguel das Missões por preservar o mais importante conjunto preservado das Missões Jesuítico-Guaranis no Brasil. As ruínas da Igreja de São Miguel Arcanjo, da praça central e de outras estruturas do antigo povoado ajudam a compreender como viviam indígenas guaranis e missionários jesuítas entre os séculos 17 e 18.

O sítio brasileiro integra um Patrimônio Mundial compartilhado com quatro antigas missões na Argentina, formando um dos mais importantes conjuntos históricos da América do Sul.

O que fazer

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Entre os principais atrativos estão:

  • Sítio Arqueológico de São Miguel Arcanjo: principal atração da cidade, reúne as ruínas da antiga igreja, da torre e de construções que faziam parte do povoado missioneiro.

  • Museu das Missões: apresenta imagens sacras, esculturas e objetos produzidos nas antigas missões, além de ajudar o visitante a entender a organização desses povoados.

  • Espetáculo Som e Luz: realizado à noite, usa iluminação e narração para contar a história das Missões Jesuítico-Guaranis.

  • Praça das Missões: em frente às ruínas, oferece uma das principais vistas do conjunto histórico.

  • Artesanato missioneiro: produzido por artesãos da região, reúne peças inspiradas na cultura guarani e na história das missões.

Quem estiver de carro pode aproveitar a viagem para conhecer outros destinos da Rota das Missões, como Santo Ângelo, São João Batista e o Santuário do Caaró, que ajudam a compreender a história da presença jesuítica no Sul do Brasil.

Quando visitar

São Miguel das Missões pode ser visitada durante todo o ano. Entre outubro e maio, as temperaturas são mais altas e favorecem os passeios ao ar livre.

Entre os principais eventos estão:

  • Espetáculo Som e Luz: realizado regularmente junto às ruínas.

  • Réveillon nas Missões: com apresentações culturais.

  • Semana Nacional dos Museus: com programação especial no Museu das Missões.

  • Semana Farroupilha: celebrada em setembro, com atividades culturais em toda a região.

  • Celebrações religiosas e eventos ligados à cultura missioneira: ao longo de todo o ano.

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Como chegar

São Miguel das Missões está localizada na Região das Missões, no noroeste do Rio Grande do Sul. O acesso mais rápido é pelo Aeroporto Regional Sepé Tiaraju, em Santo Ângelo, a cerca de 50 quilômetros do município. A partir dali o trajeto pode ser feito de carro, ônibus ou traslado.

Também é possível chegar pelo Aeroporto Internacional Salgado Filho, em Porto Alegre. Nesse caso, a viagem até São Miguel das Missões é feita por rodovia, em um percurso de aproximadamente 480 quilômetros.

Para quem viaja de carro, o principal acesso é pela BR-285, que liga a cidade a municípios da Região das Missões e a outras rodovias do estado.

Patrimônio Mundial

A Lista do Patrimônio Mundial reúne locais reconhecidos pela Unesco por sua importância cultural, natural ou histórica para a humanidade. Os bens inscritos são considerados de valor universal excepcional e passam a integrar uma relação internacional de patrimônios, cuja preservação é de interesse mundial.

O Brasil possui atualmente 26 bens inscritos na lista, distribuídos entre as categorias Cultural, Natural e Mista.

Por Natália Moraes
Assessoria de Comunicação do Ministério do Turismo

Fonte: Ministério do Turismo

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