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A marca e o sopro

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“Isso vai estar em mim pra sempre, como uma marca, então já era doutor, vou pra cima! “. Um menino que assumiu matar pelo comando vermelho me disse isso na delegacia de polícia. Queria dizer coisas para ele, mas a vida não para, infelizmente, já que ela é tão rara. Resolvi escrever já que o papel aceita recortes e paralisa um pouco a vida, quando escrevemos com raízes. Queria dizer para ele que nada nos define, ou melhor, tudo nos define! Nada separadamente nos conduz a nenhuma espécie de fatalidade imperiosa. Há alguma coisa que escapa ao passado. E eu juro para você menino, existe algo no presente e no futuro que escapa à fatalidade. Sim! Eu sei que os que estudaram o ser humano profundamente disseram das marcas da infância, mas a relação entre o anterior e o que segue é uma relação de integração, uma relação da parte com o todo. Mesmo que eles queiram, e consigam às vezes, nada está fixado. A gente não é traçado definitivamente por um ato. O ser humano não é um ato isolado, não é um erro, não é uma filiação. Há sempre espaço para reconstrução, para reinvenção. Nenhuma experiência que vivemos permanece atuando de forma intacta na gente; ela é sempre revisitada e transformada pelo caminho da nossa vida. Mire e veja, menino, não estou dizendo que o presente suprime o passando, mas que tudo contribui para seu ser. Como disse Hegel, conservar transformando. Menino, leve em consideração tais possibilidades, preste viva atenção aos estranhos mitos da alma, observe o que acontece com você, esteja em concordância ou não com os pressupostos teóricos defendido por eles. O lado mítico do homem encontra-se hoje frequentemente frustrado. O homem não sabe mais fabular. E com isso perde muito. Para o coração e para a alma, essa atividade é como um sopro vital — um gesto que cura, que acalma, que devolve sentido ao sentir. Vai pra cima, menino *Emanuel Filartiga Escalante Ribeiro é promotor de Justiça em Mato Grosso.

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Fonte: Ministério Público MT – MT

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Projeto social apoiado pelo MPMT promove inclusão de jovens

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A Promotoria de Justiça de Nova Mutum (a 264 km de Cuiabá) recebeu, nesta quarta-feira (9), representantes da Associação de BMX do município, responsável pelo Projeto Social BMX Pedal do Futuro. A iniciativa utiliza o esporte como ferramenta de inclusão social e desenvolvimento de crianças e adolescentes. Durante a visita, foram apresentados os resultados alcançados pelo projeto, que conta com o apoio do Ministério Público de Mato Grosso (MPMT) por meio da destinação de recursos via Banco de Projetos, Fundos e Entidades (Bapre).Os recursos destinados pelo MPMT possibilitaram a aquisição de bicicletas de BMX Racing, uniformes e equipamentos de proteção individual, fortalecendo a estrutura da iniciativa e ampliando a capacidade de atendimento aos participantes. Desenvolvido em Nova Mutum, o projeto atende principalmente crianças e adolescentes em situação de vulnerabilidade social, promovendo cidadania, fortalecimento dos vínculos familiares e prevenção de situações de risco por meio da prática esportiva.Para a promotora de Justiça Ana Carolina Rodrigues Alves Fernandes de Oliveira, a destinação de recursos por meio do Bapre permite transformar valores revertidos ao Ministério Público em benefícios concretos para a comunidade. “A destinação de recursos para projetos sociais representa uma forma efetiva de retorno à sociedade. Ao apoiar iniciativas voltadas ao esporte e à inclusão social, o Ministério Público contribui para a promoção da cidadania, da proteção da infância e da construção de novas oportunidades para crianças e adolescentes de Nova Mutum”, destacou.

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Fonte: Ministério Público MT – MT

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