A Polícia Civil prendeu um homem, de 53 anos, foragido da Justiça pelo crime de feminicídio ocorrido em 2017, em Nova Xavantina. A prisão ocorreu nesta quinta-feira (13.11), na cidade.
Conforme as investigações, à época do fato, o autor não aceitava o fim do relacionamento e, tomado por ciúmes ao ver a vítima conversando com outros homens, foi até a residência dela, no bairro Verdes Campos, e atirou contra a vítima.
O réu havia confessado o crime e respondia em liberdade, porém deixou de comparecer às audiências judiciais, o que motivou a decretação de sua prisão preventiva.
Informações levantadas pela equipe policial apontavam que ele estaria escondido em uma fazenda na zona rural do município. Durante as buscas na localidade, os policiais apreenderam um revólver calibre .22, diversas munições do mesmo calibre e cartuchos de calibre .28.
Em diligências continuadas, o investigado foi capturado em um galpão, nas imediações de uma fazenda vizinha.
O preso teve o cumprimento do mandado comunicado ao juízo local e, após audiência de custódia, seria encaminhado ao Presídio Major Zuzi Alves da Silva, onde permaneceria à disposição da Justiça.
O edital “Inventários de Patrimônio Imaterial de Mato Grosso – edição Política Nacional Aldir Blanc (Pnab”, promovido pela Secretaria de Estado de Cultura, Esporte e Lazer (Secel-MT), está viabilizando a documentação dos saberes seculares das redeiras de Limpo Grande, em Várzea Grande.
Realizado pela Associação Tece Arte, o projeto vai, pela primeira vez, transformar o “saber-fazer” das artesãs locais em um acervo documental definitivo. O objetivo é transformar esse “segredo de família” em um guia de consulta digital para pesquisadores, estudantes e entusiastas da arte popular de todo o mundo.
“Não estamos registrando apenas um objeto de decoração, mas uma tecnologia ancestral de resistência feminina. Mais do que fios e nós, o que se produz em Limpo Grande é memória viva “, afirma a coordenadora do projeto, Ester Moreira Almeida.
O Inventário do Patrimônio Imaterial das Redeiras de Limpo Grande utiliza um registro minucioso de imagens e depoimentos para mapear todo o processo — desde a colheita e preparo da matéria-prima até o acabamento dos padrões que deram fama nacional às redes de Várzea Grande. Com lançamento previsto para junho deste ano, o projeto está na fase de entrevistas.
Por décadas, a técnica da tecelagem em Limpo Grande residiu apenas na tradição oral, passada de mãe para filha sob o som ritmado dos teares de madeira. O projeto, agora, mergulha nesse universo para registrar o que antes era invisível: os nomes dos pontos, a simbologia das cores e os relatos de resistência das mulheres que transformaram o artesanato em sustento e voz.
Para Ester, o inventário é um tributo à autonomia das mestras redeiras, preservando a tecelagem como símbolo de orgulho e desenvolvimento social.
“Ao sistematizar esse conhecimento, a Associação Tece Arte, com apoio da Secel, não apenas protege o passado, mas projeta o futuro. O projeto reafirma que, enquanto houver mãos tecendo em Limpo Grande, o patrimônio brasileiro continuará pulsando”, conclui.
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