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Emater Goiás abre inscrições para viveiristas interessados em adquirir hastes de pequi até 28 de novembro

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A Emater Goiás abriu um novo período de inscrições para viveiristas interessados em adquirir hastes de pequi com gemas para enxertia de cultivares com e sem espinhos. O objetivo é apoiar a reprodução de mudas e atender à demanda do mercado local.

O cadastro deve ser feito entre os dias 12 e 28 de novembro de 2025, por meio do formulário online da Emater Goiás.

Quem pode participar e requisitos

Podem se inscrever viveiristas que:

  • Estejam cadastrados no Registro Nacional de Sementes e Mudas (RENASEM) do Ministério da Agricultura e Pecuária;
  • Possuam mudas aptas para enxertia;
  • Tenham interesse em formar um jardim clonal para comercialização.

As cultivares de pequizeiro disponíveis foram desenvolvidas pela Emater em parceria com a Embrapa Cerrados:

  • Sem espinhos: GOBRS 101, GOBRS 102 e GOBRS 103
  • Com espinhos: GOBRS 201, GOBRS 202 e GOBRS 203

Condições de comercialização e quantidade

As hastes serão vendidas com base no número de gemas, ao preço de R$ 2,00 cada. A embalagem (caixas de isopor com pelo menos 50 cm de comprimento e panos de algodão umedecidos) ficará por conta do solicitante.

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Cada viveirista poderá adquirir até 100 gemas por cultivar, respeitando a limitação do estoque disponível e a necessidade de envio prévio da manifestação de interesse.

Retirada das hastes e agendamento

A retirada ocorrerá na sede da Emater, em Goiânia, de 1 a 12 de dezembro de 2025, mediante agendamento prévio de, no mínimo, três dias.

O pagamento deverá ser realizado no momento da retirada, e o agendamento pode ser feito pelo e-mail [email protected] ou pelo telefone (62) 3201-3207.

Observações importantes

A Emater e a Embrapa Cerrados reservam-se o direito de revogar a oferta por interesse público antes da entrega das hastes ou declarar a iniciativa nula em casos de força maior, ilegalidade ou não conformidade.

Para mais informações, entre em contato pelo e-mail [email protected] ou telefone (62) 3201-3207.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Alta de insumos, frete e diesel com guerra aperta margem e preocupa safra 2026/27

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Isan Rezende

“O produtor rural brasileiro define agora, entre maio e agosto, o custo da safra 2026/27 — cujo plantio começa a partir de setembro no Centro-Oeste — com uma conta mais pesada e fora do seu controle. A ureia subiu mais de US$ 50 por tonelada, o diesel segue pressionado e o frete internacional acumula altas de até 20%. Isso aumenta o custo por hectare e exige mais dinheiro para plantar”. A avaliação é de Isan Rezende, presidente do Instituto do Agronegócio (IA), ao analisar os efeitos da escalada do conflito entre Estados Unidos e Irã sobre o agronegócio brasileiro.

Segundo ele, o encarecimento não começou agora, mas se intensificou nas últimas semanas e pesa diretamente nas decisões do produtor. Em lavouras de soja e milho, o aumento dos insumos pode elevar o custo total entre 8% e 15%, dependendo do nível de investimento. “O produtor já vinha apertado. Agora, o custo sobe de novo e o preço de venda continua incerto”, afirma.

O avanço dos custos está ligado à tensão no Oriente Médio. O fechamento do Estreito de Ormuz levou o petróleo a superar US$ 111 o barril, mantendo o diesel em alta. Ao mesmo tempo, fertilizantes nitrogenados, que o Brasil importa em grande volume, ficaram mais caros e instáveis.

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Além do custo, há risco de perda de mercado. “O Irã comprou cerca de 9 milhões de toneladas de milho brasileiro em 2025. Se esse volume diminui, sobra produto aqui dentro e o preço cai”, diz Rezende.

Na logística, o impacto já aparece nos números. O frete marítimo para a Ásia subiu entre 10% e 20%, com aumento do seguro e cobrança de prêmio de risco. Na prática, isso reduz o valor pago ao produtor. “Quando o custo de levar o produto sobe, alguém paga essa conta — e parte dela volta para quem está produzindo”, afirma.

O efeito mais forte deve aparecer nos próximos meses, quando o produtor for comprar fertilizantes e fechar custos da nova safra. Se os preços continuarem elevados, será necessário mais capital para plantar a mesma área.

Para Rezende, há medidas que podem reduzir esse impacto. “O governo pode ampliar o crédito rural com juros menores, reforçar o seguro rural e alongar dívidas em regiões mais pressionadas. Um aumento de alguns bilhões na equalização de juros já ajudaria a reduzir o custo financeiro da safra”, afirma.

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Ele também aponta que o Brasil começa a dar passos para diminuir a dependência externa de insumos, mas ainda de forma insuficiente. “A retomada da produção de nitrogenados com a reativação da unidade de Fábrica de Fertilizantes Nitrogenados de Araucária, no Paraná, ajuda, mas ainda não resolve o problema. O país continua dependente do mercado internacional, especialmente do Oriente Médio. Sem ampliar essa capacidade e melhorar a logística, o produtor segue exposto a choques externos”, conclui.

Fonte: Pensar Agro

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