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Mercado da Soja Enfrenta Clima Irregular no Brasil e Expectativas Altas para Dados do USDA

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A instabilidade climática tem influenciado diretamente o ritmo da safra 2025/26 na região Sul, afetando plantio, oferta e preços. No Rio Grande do Sul, a indefinição quanto ao potencial produtivo leva produtores a segurarem negócios, reduzindo a liquidez no mercado interno, segundo a TF Agroeconômica.

Para pagamento em novembro com entrega em outubro, os preços nos portos gaúchos ficaram em R$ 140,50/sc (+0,36%), enquanto no interior, municípios como Cruz Alta, Passo Fundo, Santa Rosa e São Luiz registraram valores próximos de R$ 131,00/sc (-0,76%).

Em Santa Catarina, o cenário não é diferente. O avanço do plantio segue mais lento que o esperado devido ao excesso de umidade. No porto de São Francisco, a saca é negociada a R$ 140,09 (+0,83%).

Paraná preserva competitividade, mas logística e clima seguem no radar

No Paraná, a regularidade das chuvas e o controle dos custos de transporte serão determinantes para sustentar a vantagem competitiva da atual temporada. Os preços seguem estáveis:

  • Paranaguá: R$ 139,51 (-0,35%)
  • Cascavel: R$ 128,99 (+0,23%)
  • Maringá: R$ 130,88 (+0,29%)
  • Ponta Grossa: R$ 132,72 (+0,16%) (FOB) / R$ 120,00 (balcão)
  • Pato Branco: R$ 140,09 (+0,83%)
Mato Grosso do Sul relata gargalos de armazenagem e comercialização lenta

O Mato Grosso do Sul acende um alerta logístico: o déficit de armazenagem supera 11 milhões de toneladas, agravando gargalos no escoamento da safra. A concentração de entregas e a lentidão na comercialização podem pressionar ainda mais o sistema.

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Cotações do dia:

  • Dourados: R$ 125,76 (+0,62%)
  • Campo Grande: R$ 125,76 (+0,62%)
  • Maracaju: R$ 125,76 (+0,62%)
  • Chapadão do Sul: R$ 121,59
  • Sidrolândia: R$ 125,76 (+0,62%)
Mercado físico instável no Mato Grosso

A falta de padrão climático no Mato Grosso tem resultado em preços divergentes entre as praças monitoradas. Os valores seguem instáveis:

  • Campo Verde: R$ 123,07 (+0,20%)
  • Lucas do Rio Verde: R$ 118,76 (-0,52%)
  • Nova Mutum: R$ 118,76 (-0,52%)
  • Primavera do Leste: R$ 122,83
  • Rondonópolis: R$ 123,07 (+0,20%)
  • Sorriso: R$ 118,76 (-0,52%)
Soja opera estável em Chicago à espera do relatório do USDA

Os contratos da soja iniciaram a sexta-feira (14) com leve alta na Bolsa de Chicago (CBOT), enquanto o mercado aguarda os novos números do USDA após 43 dias de paralização das publicações. Por volta das 7h40 (horário de Brasília), os principais vencimentos subiam de 1,75 a 2,25 pontos, com janeiro a US$ 11,49/bushel e maio a US$ 11,68/bushel.

O mercado tenta retomar o movimento em direção aos US$ 12,00/bushel, mas aguarda o impacto dos dados que serão divulgados às 14h.

Segundo Rhett Montgomery, analista da DTN Progressive Farmer, a soja passou por forte volatilidade desde setembro, influenciada pelas tensões comerciais entre EUA e China, seguidas pela trégua anunciada no fim de outubro, que levou os valores ao maior patamar em 16 meses.

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EUA: traders buscam sinais de retomada nas compras chinesas

Na véspera da divulgação do boletim do USDA, os contratos da oleaginosa encerraram a quinta-feira em alta. Os participantes do mercado seguem atentos à possível retomada das compras chinesas de soja americana — ponto crucial para o sentimento dos investidores.

Após o fim da paralisação parcial do governo americano, o USDA retomou a publicação das vendas semanais, revelando:

  • Semana encerrada em 18 de setembro: 724,5 mil t
  • Semana encerrada em 25 de setembro: 870,5 mil t

A ausência da China nesses volumes segue como ponto de atenção.

Projeções indicam corte na safra dos EUA e leve ajuste nos estoques globais

Para o relatório de novembro, o mercado projeta:

  • Safra EUA 2025/26: queda para 4,265 bilhões de bushels (4,301 bilhões em setembro)
  • Estoques de passagem EUA: 292 milhões de bushels (300 milhões em setembro)
  • Estoques finais mundiais 2024/25: 123,4 milhões t
  • Estoques globais 2025/26 projetados pelo USDA: 124,6 milhões t
Fechamento em Chicago: soja e derivados têm movimentos mistos
  • Soja em grão (janeiro): US$ 11,47/bushel, alta de 1,16%
  • Soja (março): US$ 11,56 ¾/bushel, +1,11%
  • Farelo (dezembro): US$ 328,40/t, +2,30%
  • Óleo (dezembro): 50,25 centavos/lb, queda de 0,73%

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Pesquisa e sustentabilidade ganham espaço na agenda da pesca na Amazônia

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O ministro da Pesca e Aquicultura, Edipo Araujo, cumpriu nesta quinta-feira (24), em Manaus (AM), uma série de compromissos voltados ao fortalecimento da pesquisa, da inovação e do desenvolvimento sustentável da pesca e da aquicultura na Amazônia. A agenda incluiu reunião com a Reitoria da Universidade Federal do Amazonas (UFAM), encontro com professores de Engenharia de Pesca e participação na abertura do II Congresso de Engenharia, Agronomia e Tecnologia do Amazonas (II CENATEC).

Durante a visita à UFAM, o ministro se reuniu com a reitora Tanara Lauschner para tratar de ações da universidade relacionadas aos impactos do El Niño na região. Segundo Edipo “o Governo Federal vem atuando em todas as frentes para salvaguardar a população ribeirinha e o povo da Amazônia”.

A agenda também teve diálogo com professores do curso de Engenharia de Pesca, com destaque para a análise dos resultados de dois Termos de Execução Descentralizada (TEDs) firmados entre o MPA e a instituição. Os projetos contemplam o Manejo Pesqueiro de Espécies Amazônicas Migratórias, e a Pesca Ordenada e Sustentável da Piracatinga. As iniciativas reforçam a cooperação entre governo e universidade na produção de conhecimento e no desenvolvimento de estratégias para o manejo sustentável dos recursos pesqueiros amazônicos.

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A programação do ministro também incluiu a cerimônia de abertura do II CENATEC, que reúne estudantes, profissionais, pesquisadores, professores, empresas e representantes de instituições públicas e privadas das áreas de Engenharia, Agronomia e Tecnologia. No congresso, que também aborda temas relacionados à inovação, ao desenvolvimento tecnológico e à sustentabilidade na Amazônia, o ministro destacou as políticas públicas do Governo Federal no Amazonas e a representatividade feminina no setor e na liderança do Conselho Regional de Engenharia e Agronomia do Amazonas (CREA- AM).

“O Governo Federal dedica uma atenção muito especial ao Amazonas. Ao acompanharmos os debates sobre as BRs 319 e 174, além dos investimentos e realizações do Novo PAC na região — como as entregas das pontes sobre os rios Cruzá e Autaz-Mirim —, fica evidente que essas políticas dialogam com a verdadeira essência da engenharia. Nosso papel é sair da zona de conforto e construir um país melhor para a população.” afirmou Edipo.

Pesca e aquicultura no Amazonas

A agenda ocorre em um estado de grande relevância para a atividade pesqueira brasileira. O Amazonas possui 151.426 pescadores registrados, dos quais 44% são mulheres, além de 749 aquicultores registrados. O estado também contabiliza 82 indústrias de pescado registradas e produção anual de mais de 12 mil toneladas de pescado, segundo dados de 2024.

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O estado também registrou a emissão de 551 licenças para pescadores esportivos, segmento que integra as diferentes atividades relacionadas ao uso sustentável dos recursos pesqueiros e ao desenvolvimento econômico da região.

Próximos compromissos

A agenda do ministro em Manaus continua nesta sexta-feira (25), com visita a uma fazenda de piscicultura e atividades relacionadas ao contrato de águas da União. Na sequência, Edipo Araujo terá visita institucional no Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia (INPA), ampliando o diálogo com instituições de pesquisa que atuam no desenvolvimento científico e tecnológico da região.

Élen Gorski
Ministério da Pesca e Aquicultura
[email protected]

Fonte: Ministério da Pesca e Aquicultura

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