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MPA apresenta avanços regulatórios, políticas públicas e diálogo com o setor na FENACAM 2025

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A programação técnica da FENACAM 2025, realizada em Natal (RN), entre os dias 11 e 14/11, contou com a participação ativa da equipe técnica da Secretaria Nacional de Aquicultura do Ministério da Pesca e Aquicultura (MPA). As agendas incluíram palestras nos simpósios internacionais de Aquicultura e Carcinicultura, o III Workshop da Recarcina e a 16ª oitiva do Plano Nacional de Desenvolvimento Sustentável da Aquicultura. 

Confira abaixo os principais resultados e perspectivas para o fortalecimento da aquicultura e da carcinicultura debatidos com representantes do setor presentes, durante a feira. 

Avanços regulatórios da aquicultura
No XVIII Simpósio Internacional de Aquicultura, a secretária Nacional da Aquicultura, Fernanda Gomes, destacou o panorama atualizado das Águas da União e as ações para ampliar segurança jurídica e transparência no setor. Ela ressaltou a expansão dos contratos de cessão de uso, hoje distribuídos em 74 reservatórios de UHEs e 8,5 mil km de costa e rios federais, e reforçou a importância do Relatório Anual de Produção (RAP) no planejamento das políticas públicas.

Secretária Fernanda no dia do Simpósio
Secretária Fernanda aproveitou para conversar com produtores e representantes do setor sobre suas demandas e experiências

Fernanda também apresentou iniciativas voltadas ao ordenamento e à consolidação das informações do setor, como o Painel da Estatística Pesqueira e Aquícola e o Boletim da Aquicultura em Águas da União: “O MPA tem trabalhado intensamente para fortalecer essa base produtiva. Com informação de qualidade, conseguimos planejar melhor, investir melhor e crescer de forma equilibrada e eficiente”, afirmou.

A tilápia não será proibida no Brasil
Diante de dúvidas do setor em relação às discussões da CONABIO, Fernanda reafirmou que o MPA atua com base técnica e diálogo permanente: “A tilápia é o pilar da piscicultura brasileira: gera milhares de empregos, movimenta economias locais e é uma das principais fontes de proteína acessível para a população”, disse.

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Inovação para a carcinicultura
No XXI Simpósio Internacional de Carcinicultura e no III Workshop da Recarcina, a diretora Luciene Mignani apresentou ações estruturantes para impulsionar a cadeia produtiva, com foco em inovação, integração de políticas e ampliação de investimentos.

Luciene detalhou a articulação da SNA com programas federais, como Brasil Sem Fome, Plano Safra, PNAE, Plano Nacional de Bioeconomia e Plano Clima, e apresentou resultados de iniciativas apoiadas pelo ProAqui, que fortalecem parcerias com instituições públicas, privadas e organizações da sociedade civil.

Foram destacados mais de R$ 145 milhões em investimentos para o setor, entre editais de inovação, projetos de fomento, parcerias acadêmicas e recursos parlamentares.

Ela ainda apresentou os avanços da Interiorização da Carcinicultura, estratégia que tem ampliado a produção no semiárido nordestino e contribuído para a geração de emprego, renda e segurança alimentar.

Luciene Mignani durante O XXI Simpósio Internacional da Carcinicultura
Luciene Mignani durante O XXI Simpósio Internacional da Carcinicultura

Ao comentar os desafios e perspectivas para os próximos anos, Luciene ressaltou: “O pleno potencial da carcinicultura depende da superação de desafios estruturantes apoiados por políticas públicas integradas. Entre eles, destacam-se a ampliação da regularização ambiental, a melhoria da infraestrutura e dos insumos, o fortalecimento da biossegurança e os avanços em genética, nutrição e tecnologias que aumentem a eficiência e a sustentabilidade. Também é essencial ampliar o acesso à assistência técnica qualificada e digital, garantindo que a inovação chegue ao pequeno e médio produtor”, disse.

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A secretária Fernanda também reforçou a importância do setor, afirmando: “A carcinicultura brasileira tem grande potencial para impulsionar o desenvolvimento econômico e social. Somos reconhecidos internacionalmente pela qualidade do nosso camarão, pelo pioneirismo tecnológico e pela capacidade produtiva que cresce ano após ano.O setor gera emprego e renda, fortalece cadeias produtivas e consolida o Brasil como produtor de alimentos de alto valor. O MPA segue comprometido em fortalecer essa atividade, integrando regularização, pesquisa aplicada e assistência técnica. A carcinicultura tem tudo para avançar de forma sustentável e competitiva e estamos construindo esse futuro de forma coletiva”, concluiu.

Plano Nacional de Desenvolvimento Sustentável da Aquicultura

A FENACAM sediou a 16ª Oitiva para construção do Plano Nacional de Desenvolvimento Sustentável da Aquicultura, realizada em parceria com Sebrae e CNA, com foco na carcinicultura. A reunião contou com 44 participantes e consolidou contribuições sobre licenciamento ambiental, crédito, plantas simplificadas, inovação e desafios produtivos.

Fenacam foi palco da 16ª oitiva do Plano Nacional de desenvolvimento Sustentável da Aquicultura
Fenacam foi palco da 16ª oitiva do Plano Nacional de desenvolvimento Sustentável da Aquicultura

Sobre o encerramento da fase de escutas, a secretária Fernanda destacou: “Aqui na FENACAM, a SNA esteve bem próxima do aquicultor. Entre as nossas ações, destaco a importância da terceira oitiva da carcinicultura que realizamos, marcando o término dessa etapa de construção do plano nacional. O próximo passo será a publicação do documento final.”, disse.

Fonte: Ministério da Pesca e Aquicultura

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Pesquisa inédita define manejo de micronutrientes no cacau e pode elevar a produtividade das lavouras

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A cacauicultura brasileira acaba de ganhar um importante avanço científico que promete aumentar a eficiência da produção e reduzir custos no campo. Pesquisadores do Parque Científico e Tecnológico do Sul da Bahia (PCTSul) desenvolveram a primeira referência técnica específica para o manejo dos micronutrientes cobre, ferro, manganês e zinco em lavouras de cacau cultivadas na região Sul da Bahia.

Os resultados, publicados na revista científica Soil Science Society of America Journal, estabelecem faixas inéditas de disponibilidade desses nutrientes no solo, oferecendo uma base mais precisa para interpretação de análises laboratoriais e definição das recomendações de adubação.

A expectativa é que a nova metodologia contribua para aumentar a produtividade das lavouras, reduzir desperdícios de fertilizantes, diminuir custos de produção e tornar o uso dos recursos naturais mais eficiente.

Pesquisa cria referência inédita para a cacauicultura brasileira

O estudo foi liderado pelo engenheiro agrônomo e pesquisador do PCTSul, Edson França, mestre em Produção Vegetal, e representa um marco para a nutrição mineral do cacaueiro.

Segundo o pesquisador, a ausência de parâmetros específicos para a cultura fazia com que muitas recomendações de adubação fossem realizadas com base em referências desenvolvidas para outras culturas ou em critérios generalistas.

A pesquisa reuniu centenas de amostras de solo coletadas ao longo de vários anos em áreas comerciais de produção de cacau no Sul da Bahia. A partir da análise dos dados, os pesquisadores conseguiram estabelecer faixas consideradas ideais para cada micronutriente, identificando situações de deficiência, equilíbrio e excesso no solo.

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Esses elementos — cobre, ferro, manganês e zinco — são absorvidos em pequenas quantidades pelas plantas, mas exercem papel fundamental no desenvolvimento vegetativo, na formação dos frutos e no potencial produtivo das lavouras.

Adubação mais precisa reduz custos e impactos ambientais

Com a nova classificação, técnicos e produtores passam a contar com informações específicas para definir o manejo nutricional do cacaueiro.

A utilização de parâmetros mais precisos tende a evitar aplicações desnecessárias de fertilizantes, reduzindo desperdícios, diminuindo os custos de produção e minimizando impactos ambientais causados pelo uso excessivo de insumos.

Além do benefício econômico, a adoção de recomendações mais ajustadas contribui para melhorar a fertilidade do solo e aumentar a sustentabilidade dos sistemas produtivos.

Camada superficial do solo oferece diagnóstico mais eficiente

Outro resultado relevante da pesquisa diz respeito à profundidade ideal para as análises de solo.

Os pesquisadores identificaram que a camada superficial, entre 0 e 10 centímetros, apresenta maior capacidade para indicar desequilíbrios nutricionais nas lavouras de cacau, permitindo diagnósticos mais rápidos e precisos do que o modelo tradicional baseado em amostras coletadas até 20 centímetros de profundidade.

O estudo também verificou que os micronutrientes apresentam distribuição distinta nas diferentes camadas do solo, reforçando a importância de avaliações que considerem múltiplas profundidades para ampliar a confiabilidade dos diagnósticos agronômicos.

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Ciência aproxima recomendações da realidade do produtor

De acordo com os pesquisadores, este é um dos primeiros estudos realizados no Brasil a desenvolver classes específicas de interpretação dos micronutrientes para o cacaueiro com base em informações obtidas diretamente em áreas comerciais de produção.

Essa abordagem permite aproximar a pesquisa científica das condições reais enfrentadas pelos produtores, tornando as recomendações técnicas mais eficientes e aplicáveis ao campo.

Até então, a ausência de referências específicas fazia com que muitas decisões sobre adubação fossem tomadas de forma empírica ou utilizando parâmetros desenvolvidos para outras culturas.

Projeto reúne instituições de pesquisa

Os dados utilizados na pesquisa foram obtidos por meio do Projeto Renova Cacau, desenvolvido em parceria com o Parque Científico e Tecnológico do Sul da Bahia.

O trabalho contou ainda com a participação do Centro de Inovação do Cacau (CIC), unidade operacional do PCTSul, da Universidade Estadual de Santa Cruz (UESC) e de outras instituições de pesquisa.

Com a definição dessas novas referências técnicas, a expectativa é que o manejo nutricional do cacaueiro entre em uma nova etapa, oferecendo maior precisão na adubação, aumento da produtividade e fortalecimento da competitividade da cacauicultura brasileira.

Artigo Completo

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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