Política Nacional

Senado participa de discussões e lança obras de temática ambiental na COP 30

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A presença de senadores na 30ª Conferência das Nações Unidas sobre Mudança Climática (COP 30), que começou na segunda-feira (10), em Belém, não é a única participação do Senado Federal nas discussões sobre o aquecimento global. A Casa também está presente em termos institucionais, com atividades que começaram na quinta-feira (13) e seguem nesta sexta (14) e neste domingo (16).

Integrante da Subcomissão Especial da COP 30, que funciona no âmbito da Comissão de Meio Ambiente (CMA), a senadora Leila Barros (PDT-DF) destacou a participação do Senado.

— Eu acho que é fundamental o Senado Federal se fazer presente nesse evento. Nós estamos falando de um grande evento mundial, onde […] a Amazônia é o centro dessa discussão. Não dá mais para a gente tampar os olhos, isso é uma pauta universal, é uma pauta da política brasileira, da política mundial e daqueles que decidem os rumos, não só do país, mas a nível de planeta. Então, é fundamental que todos se façam presentes nesse debate — disse a senadora.

Zona Verde

O Senado estreou sua programação no dia 13 no estande da Assembleia Legislativa do Estado do Pará (Alepa), localizado na Zona Verde da COP 30, com o pré-lançamento do livro A Política Climática Brasileira: Caminhos e Desafios no Contexto da COP 30. A obra conta com 21 capítulos elaborados pela Consultoria Legislativa do Senado, sendo que em alguns capítulos há coautoria com acadêmicos convidados.

– A obra é transversal aos temas das mudanças climáticas: energia, meio ambiente, direitos humanos, o Acordo de Paris, direito ambiental e outros temas relevantes são introduzidos no contexto da política climática brasileira — disse Karin Kässmayer, consultora legislativa em Meio Ambiente.

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Outro lançamento foi o da cartilha Agenda 2030 em Miúdos. A diretora-geral do Senado, Ilana Trombka, explicou que se trata de uma coleção de muito sucesso que agora conta com o tema dos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS), numa parceria entre a Casa e a Associação Brasileira das Escolas do Legislativo e de Contas (Abel) .

— A gente sabe que os ODS Agenda 2030 são para o futuro e por isso fazer para as crianças, para os miúdos, é tão importante — disse Ilana Trombka.

Ainda no dia 13, o Núcleo de Coordenação de Ações de Responsabilidade Social (NCAS) apresentou um painel sobre sustentabilidade, inclusão e responsabilidade social. O painel destacou boas práticas administrativas e institucionais adotadas pelo Senado nas áreas socioambientais.

— As iniciativas de sustentabilidade do Senado trazem uma reflexão sobre o papel do Legislativo com relação ao enfrentamento da crise climática […]. E a contribuição do Senado foi trazer, entre os vários exemplos, a iniciativa do processo de gerenciamento de resíduos sólidos, [pelo qual] o Senado deixou de enviar aproximadamente 223 mil quilos de resíduos ao aterro sanitário. Isso significa muito mais do que um simples dado de destinação, este é um indicador direto de mitigação climática — explicou Danielle Abud, servidora do NCAS.

A exposição e o debate sobre as ações socioambientais do Senado continuaram nesta sexta-feira (14), no estande da Alepa. A convite da Presidência da conferência, a Jovem Senadora de 2025 pelo Pará, Rebeca Marinho, participou, também nesta sexta, de uma mesa-redonda sobre “Juventudes no enfrentamento ao racismo ambiental”, no Pavilhão do Círculo dos Povos, na Zona Verde.

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Domingo

Já no domingo, 16 de novembro, haverá o lançamento de obras dedicadas ao meio ambiente, no mesmo estande. Alguns destaques são a Coletânea Chico Mendes na COP 30, que reúne depoimentos e textos de companheiros do ambientalista assassinado em 1988. A obra é composta por seis volumes: Um Sábio Seringueiro, Empates e Sindicatos, Projeto Seringueiro, Reservas Extrativistas, Aliança dos Povos da Floresta e Por que Mataram Chico Mendes.

Organizada pelo Comitê Chico Mendes, a coletânea homenageia o patrono nacional do meio ambiente e reafirma seu legado em defesa da Amazônia e dos povos da floresta. Também podem ser encontradas no estande a Trilogia de Romances Amazônicos, do jurista, professor e escritor Silvio Meira (1919–1995), composta por Os Balateiros do Maicuru, Os Náufragos do Carnapijó e O Ouro do Jamanxim. As obras, reconhecidas pelo Instituto Nacional do Livro (INL) e pela Academia Brasileira de Letras (ABL), retratam com realismo e sensibilidade os dramas humanos e sociais da região amazônica, e são consideradas um marco da literatura brasileira sobre a floresta.

O evento será conduzida por representantes do Senado Federal e da Alepa.

Agência Senado (Reprodução autorizada mediante citação da Agência Senado)

Fonte: Agência Senado

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Política Nacional

Lei prevê campanha contra o uso excessivo de psicofármacos por crianças e adolescentes

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A prevenção do uso indiscriminado, desnecessário ou excessivo de psicofármacos em crianças e adolescentes deverá ser tema de campanhas oficiais de educação sanitária. A medida está prevista na Lei 15.450/26, sancionada pela Presidência da República no último dia 30.

Psicofármacos são medicamentos que atuam no sistema nervoso central e podem afetar o raciocínio e as emoções – e, portanto, o comportamento – da pessoa.

Para incluir esse tema nas campanhas de educação sanitária, o texto altera o Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA).

Saúde mental
A nova lei tem origem em projeto de 2012 da ex-senadora Ângela Portela (RR), o PLS 247/12, que na Câmara dos Deputados tramitou como Projeto de Lei 8324/14.

Na época em que apresentou a proposta, a então senadora afirmou que “o uso de psicofármacos em crianças e adolescentes vem tendo crescimento vertiginoso no mundo todo e originando questionamentos por parte de especialistas das diferentes áreas envolvidas na atenção à saúde física e mental dos indivíduos dessas faixas etárias”.

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A proposta foi aprovada na Câmara no fim do ano passado. A relatora na CCJ, deputada Fernanda Pessoa (PSD-CE), destacou que o projeto está alinhado com os preceitos constitucionais que asseguram o direito à saúde e à proteção integral da criança e do adolescente.

A lei entrará em vigor 180 dias após sua publicação no Diário Oficial da União, que aconteceu nesta quarta-feira (1º).

Da Redação – AC
Com informações da Agência Senado

Fonte: Câmara dos Deputados

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