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Ministro André de Paula inicia agenda na COP30 com visita à AgriZone

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O ministro da Pesca e Aquicultura, André de Paula, cumpriu agenda em Belém nesta terça-feira (18), iniciando sua participação na COP30 com visitas dedicadas ao diálogo entre ciência, inovação e produção sustentável. A programação contou com a presença do ministro do Desenvolvimento e Assistência Social, Família e Combate à Fome, Wellington Dias, do secretário-executivo do MPA, Edipo Araujo e da secretária Nacional de Aquicultura, Fernanda de Paula.

No período da tarde, a comitiva visitou o Agrizone, iniciativa organizada pela Embrapa que apresenta soluções voltadas à integração entre agricultura, aquicultura e sistemas produtivos de baixo carbono. O espaço reúne tecnologias acessíveis que ampliam oportunidades para pequenos produtores e fortalecem a segurança alimentar.A programação contou com a presença do ministro do Desenvolvimento e Assistência Social, Família e Combate à Fome, Wellington Dias, e da secretária Nacional de Aquicultura, Fernanda de Paula.

O ministro André de Paula ressaltou o entusiasmo em observar iniciativas científicas com potencial de aplicação direta nos territórios. Segundo ele, ver de perto o que a pesquisa pública está desenvolvendo para apoiar o setor e ampliar alternativas alimentares para o país “é animador e reforça o papel estratégico da ciência na construção de um futuro sustentável”.

A presença do ministro Wellington Dias também reforçou a articulação entre políticas de inclusão produtiva, alimentação saudável e fortalecimento de sistemas de produção locais.

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Tecnologias sustentáveis na Embrapa Amazônia Ocidental

A comitiva seguiu para a Embrapa Amazônia Ocidental, onde conheceu modelos experimentais de integração entre piscicultura, hortas e cultivos agrícolas, estruturados em economia circular e no uso eficiente de água e nutrientes — soluções de baixo custo e alto impacto social.

A secretária Nacional de Aquicultura, Fernanda de Paula, se mostrou animada ao conhecer um dos modelos estudados pela Embrapa. “Estamos aqui na Emprapa Amazônia Ocidental, e estamos impressionados como esse sisteminha é muito interessante e se enquadra muito bem com a aquicultura, porque trabalha com a produção de peixes nesse tanque e essa água [dos peixes do tanque que ela aponta] que é rica em nutriente que é utilizada para fertilizar diferentes cultivos, então você pode trabalhar com milho, com hortaliças e basicamente qualquer outra espécie. Então você consegue trabalhar em uma economia circular, o que é muito interessante, principalmente para o pequeno produtor”.

Ao lado dela, o ministro André de Paula destacou que o modelo dialoga diretamente com a realidade social do país e com as prioridades do MPA. Para o ministro, “E se enquadra com a nossa realidade social, porque esses sisteminhas que estão espalhados em alguns estados do Brasil refletem uma tendência que podem ser levadas à frente. Isso tem muito a ver com que a gente quer: levar uma alternativa de baixíssimo custo, uma alternativa rica em proteínas, uma alimentação saudável, e fazer isso dentro da realidade da enorme maioria dos brasileiros.”

Secretária Fernanda e ministro André de Paula ao lado de sisteminha da Embrapa
Secretária Fernanda e ministro André de Paula ao lado de sisteminha da Embrapa
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Próximas agendas na COP30

O ministro André de Paula segue em Belém para cumprir compromissos oficiais na COP30, em especial na Blue Zone e na Green Zone da Conferência.

Próximos compromissos:

19/11 (quarta-feira)
• 12h30 – Painel “Mulheres das Águas: resiliência e adaptação na pesca artesanal e na aquicultura” — Blue Zone.

20/11 (quinta-feira)
• 11h15 – Painel “Aquicultura de algas para múltiplas soluções climáticas” — Green Zone.

21/11 (sexta-feira)
• 13h45 – Painel “Os sistemas alimentares aquáticos como soluções climáticas” — Blue Zone.

Para acompanhar todos os detalhes da participação do MPA na COP30, acesse a agenda completa.

Fonte: Ministério da Pesca e Aquicultura

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Exportações de suco de laranja encerram safra 2025/26 com receita 30% menor apesar de volume estável

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As exportações brasileiras de suco de laranja encerraram a safra 2025/26 com volume praticamente estável, mas registraram forte queda na receita em consequência da retração da demanda global e do recuo dos preços internacionais. Os embarques totalizaram 746,9 mil toneladas de FCOJ (Frozen Concentrated Orange Juice) equivalente, alta de apenas 0,2% em relação às 745,7 mil toneladas exportadas na safra anterior.

Em contrapartida, a receita cambial caiu cerca de 30%, passando de US$ 3,42 bilhões na temporada 2024/25 para US$ 2,38 bilhões na safra 2025/26. Os dados são da Secretaria de Comércio Exterior (Secex), referentes às exportações realizadas pelo Porto de Santos, compilados pela CitrusBR.

Segundo a entidade, o resultado reflete um cenário de ajuste do mercado internacional após o período de preços elevados registrado nas últimas safras.

Demanda enfraquecida reduz receita das exportações

De acordo com o diretor-executivo da CitrusBR, Ibiapaba Netto, os elevados preços praticados nas últimas temporadas levaram muitos consumidores a substituírem o suco de laranja por bebidas mais acessíveis. Além disso, problemas de qualidade provocados pelas condições climáticas adversas e pelo avanço do greening também influenciaram o comportamento da demanda mundial.

Esse conjunto de fatores provocou uma forte correção nas cotações internacionais, reduzindo significativamente o faturamento do setor exportador brasileiro, mesmo com o volume embarcado praticamente inalterado.

Estados Unidos assumem liderança entre os compradores

A principal mudança na geografia das exportações ocorreu no mercado norte-americano.

Os Estados Unidos ultrapassaram a União Europeia e se consolidaram como o maior destino individual do suco de laranja brasileiro durante a safra 2025/26.

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As importações norte-americanas alcançaram 355,8 mil toneladas de FCOJ equivalente, crescimento de 16,3% na comparação com as 305,8 mil toneladas registradas na temporada anterior. Com isso, o país passou a responder por quase 48% de todo o volume exportado pelo Brasil, ante aproximadamente 40% na safra passada.

Apesar do aumento dos embarques, a receita obtida com as vendas aos Estados Unidos recuou 20,6%, totalizando cerca de US$ 1,08 bilhão, reflexo direto da queda dos preços internacionais.

União Europeia perde participação nas exportações

Historicamente principal destino do suco brasileiro, a União Europeia registrou retração tanto em volume quanto em receita.

As exportações para o bloco caíram 10,9%, passando de 376,5 mil para 335,2 mil toneladas de FCOJ equivalente. O faturamento recuou aproximadamente 38%, encerrando a safra em cerca de US$ 1,11 bilhão.

Com esse desempenho, a participação da União Europeia no total exportado diminuiu de aproximadamente 50% para cerca de 45%, abrindo espaço para o avanço dos Estados Unidos e de outros mercados internacionais.

China amplia compras

A China apresentou um dos melhores desempenhos entre os principais destinos do suco brasileiro.

As importações cresceram 26% na safra 2025/26, passando de 20,1 mil para 25,5 mil toneladas de FCOJ equivalente.

A receita acompanhou esse avanço de forma mais moderada, registrando alta de 1% e atingindo aproximadamente US$ 70,3 milhões.

O resultado reforça o potencial do mercado chinês como um dos principais vetores de crescimento das exportações brasileiras nos próximos anos.

Japão registra maior queda entre os principais mercados

O mercado japonês apresentou a retração mais significativa da temporada.

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O volume embarcado caiu 28,6%, recuando de 20,1 mil para 14,3 mil toneladas de FCOJ equivalente.

A receita sofreu impacto ainda maior, com queda de 45,9%, totalizando aproximadamente US$ 58,9 milhões. O resultado foi consequência da combinação entre menor demanda e redução dos preços praticados naquele mercado.

Exportações seguem abaixo dos níveis históricos

Os números da safra 2025/26 confirmam que o setor ainda opera abaixo dos volumes registrados na última década.

Entre as safras 2014/15 e 2023/24, o Brasil exportou frequentemente volumes próximos ou superiores a 1 milhão de toneladas de FCOJ equivalente. Nas duas últimas temporadas, porém, os embarques permaneceram abaixo de 750 mil toneladas, refletindo os desafios enfrentados pela citricultura nacional.

Apesar disso, o país mantém a liderança global nas exportações de suco de laranja, abastecendo os principais mercados consumidores do mundo.

Perspectivas para o setor

O desempenho da próxima safra dependerá da recuperação da demanda internacional, da evolução dos preços globais e das condições da produção brasileira.

Além do comportamento do consumo, o setor continuará monitorando os impactos do greening, considerado atualmente o principal desafio fitossanitário da citricultura, e das condições climáticas sobre a produtividade dos pomares.

A expectativa do mercado é que uma combinação entre maior oferta, estabilização dos preços e retomada gradual da demanda internacional contribua para melhorar o desempenho das exportações brasileiras nas próximas temporadas.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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