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Zona Azul teve anúncio do Programa de Proteção de Terras Indígenas e foco em agricultura sustentável e concessão de florestas

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O anúncio do Programa de Proteção de Terras Indígenas esteve entre os principais momentos do Pavilhão Brasil da Zona Azul da COP30, da última quarta-feira (19/11). Houve ainda painéis com foco em cooperação regional para agricultura sustentável e concessões florestais.

Organizado pela Articulação dos Povos Indígenas do Brasil (Apib), a divulgação  do Programa de Proteção de Terras Indígenas (PPTI) discutiu o papel estratégico da iniciativa para a demarcação de terras, gestão territorial e enfrentamento da crise climática. O diálogo debateu também a importância da cooperação internacional, do fortalecimento da Fundação Nacional dos Povos Indígenas (Funai) e da garantia de recursos permanentes para assegurar a proteção dos territórios.

Participaram do painel a ministra dos Povos Indígenas, Sonia Guajajara; a presidente da Funai, Joenia Wapichana; o coordenador executivo da Apib, Kleber Karipuna, a primeira secretária de Cooperação para Desenvolvimento Sustentável e Florestas da Embaixada da Alemanha no Brasil, Rita Walraf; e a secretária nacional de Gestão Ambiental do Ministério dos Povos Indígenas, Ceiça Pitaguary. A mediação foi realizada por Fernanda Bortolotto, representante da Conservação para a Natureza.

“A demarcação de terras indígenas é condição essencial para a justiça climática. Proteger territórios significa enfrentar a crise climática com quem mais preserva a biodiversidade e garantir que os compromissos assumidos não fiquem apenas no papel”, afirmou Sonia Guajajara.

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Pela tarde, o painel “A Agricultura na América Latina Unida pela Ação Climática: os países da Placa destacam a liderança regional na COP30”, promovido pelo Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa), debateu como a cooperação regional pode ser uma aliada fundamental para acelerar compromissos sustentáveis na agricultura.

A mediação foi da representante da Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO), Maya Takagi. Participaram o diretor do Escritório de Mudanças Climáticas, Biodiversidade e Meio Ambiente da FAO, Kaveh Zahedi; o diretor do Departamento de Produção Sustentável e Irrigação do Mapa, Bruno Brasil; o vice-ministro da Agricultura e Pecuária da Costa Rica,  Fernando Vargas; e o vice-ministro de Desenvolvimento de Agricultura Familiar e Infraestrutura Agrária do Peru, Orlando Chirinos.

“Com a mudança climática cada vez mais intensa, necessitamos acelerar as ações. Temos as soluções”, disse Kaveh Zahedi.

Na sequência, houve a mesa “Concessões Florestais: Conservação, Restauração e Carbono – Conectando atores-chave para impulsionar a Amazônia Sustentável”, organizada pelo Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima (MMA).

A mediação foi feita pelo diretor de concessões do Serviço Florestal Brasileiro (SFB), Renato Rosemberg, e os painelistas foram a gerente de soluções Baseadas na Natureza da Petrobras, Izabel Ramos; a diretora executiva da Aliança Brasil, Julie Messias; o gerente de Meio Ambiente do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), Raphael Stein; e o head de Políticas Públicas na Mombak, Caio Franco.

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Em sua introdução, Renato deu o tom. “Não basta reduzir o desmatamento, é preciso restaurar o bioma”. 

“Pela primeira vez, estamos ordenadamente e estruturalmente indo para uma mesma direção”, disse Izabel Ramos. “O governo brasileiro está passando uma mensagem muito estratégica. Ao implementar uma agenda de concessão, traz uma inovação. Do lado do setor privado, tem uma mensagem muito clara de o governo encorajar iniciativas público-privadas. Para além das metas e do ambiente regulatório, enxergamos as janelas de oportunidades”, complementou Julie Messias.

Veja aqui a programação completa do Pavilhão Brasil da Zona Azul.

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Fonte: Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima

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Preço do milho segue estável no Brasil à espera da safrinha; exportações avançam mais de 70%

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O mercado brasileiro de milho registrou pouca movimentação ao longo da semana, refletindo a postura cautelosa de compradores e vendedores diante da proximidade da entrada mais intensa da segunda safra no país. A expectativa de aumento da oferta mantém o ritmo de negociações lento, enquanto produtores buscam sustentar os preços em meio ao avanço da colheita.

Segundo análise da Safras & Mercado, o cenário continua marcado por baixa liquidez e poucas alterações nas cotações, tanto no mercado físico quanto nas negociações futuras.

Compradores aguardam maior oferta da safrinha

Os consumidores seguem atuando de forma pontual, adquirindo apenas volumes necessários para reposição imediata. O comportamento demonstra conforto nos estoques e expectativa de que a colheita da segunda safra amplie a disponibilidade do cereal nas próximas semanas.

Do lado da oferta, os produtores avançam na comercialização da produção, mas mantêm resistência em aceitar preços considerados baixos. Em diversas regiões, as pedidas continuam acima dos valores ofertados pelos compradores, limitando o fechamento de novos negócios.

A expectativa do mercado é que o avanço da colheita da safrinha aumente a pressão sobre os preços, principalmente nas regiões de maior produção.

Clima segue no radar dos agentes do mercado

As condições climáticas continuam sendo acompanhadas de perto pelos participantes do setor.

O mercado monitora a possibilidade de novas chuvas na Região Sul, em São Paulo, no sul de Minas Gerais e em áreas produtoras de Goiás. Apesar das especulações sobre eventuais impactos na produtividade, ainda não há confirmação de perdas relevantes.

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Outro fator observado é o risco de geadas. No entanto, as previsões meteorológicas atuais não indicam ocorrência de frio intenso capaz de provocar danos significativos às lavouras.

Relatório do USDA influencia expectativas globais

No cenário internacional, as atenções estiveram voltadas para a divulgação do relatório mensal de oferta e demanda agrícola do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA).

O documento trouxe atualizações importantes para o mercado global de grãos e reforçou a percepção de ampla disponibilidade de milho, fator que continua pressionando os preços na Bolsa de Chicago.

A queda das cotações internacionais tem reduzido a competitividade do milho brasileiro nos portos, mesmo com a valorização do dólar frente ao real.

Exportações avançam em volume, mas preços médios recuam

Apesar dos desafios relacionados à paridade de exportação, os embarques brasileiros de milho apresentaram crescimento expressivo no início de junho.

De acordo com dados da Secretaria de Comércio Exterior (Secex), o Brasil exportou 126,061 mil toneladas de milho nos quatro primeiros dias úteis do mês, com média diária de 31,515 mil toneladas.

A receita acumulada alcançou US$ 29,451 milhões, com média diária de US$ 7,362 milhões.

Na comparação com junho de 2025, os resultados mostram:

  • Alta de 57,9% na receita média diária;
  • Crescimento de 70,6% no volume médio diário exportado;
  • Queda de 7,4% no preço médio por tonelada.

O valor médio da tonelada exportada ficou em US$ 233,60.

Cotações do milho permanecem estáveis nas principais regiões produtoras

O preço médio da saca de milho no Brasil foi cotado em R$ 61,12 no dia 11 de junho, praticamente estável em relação aos R$ 61,14 registrados na semana anterior.

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Nas principais praças acompanhadas pelo mercado, os preços apresentaram poucas variações:

  • Cascavel (PR): R$ 60,00 por saca;
  • Campinas (SP/CIF): R$ 65,00 por saca;
  • Mogiana Paulista (SP): R$ 60,00 por saca;
  • Rondonópolis (MT): R$ 51,00 por saca;
  • Erechim (RS): R$ 69,00 por saca;
  • Uberlândia (MG): R$ 60,00 por saca;
  • Rio Verde (GO): R$ 58,00 por saca.

A estabilidade observada reforça o momento de transição vivido pelo mercado, que aguarda uma definição mais clara sobre o tamanho da safra e o ritmo efetivo da colheita.

Safrinha deve definir tendência dos preços nos próximos meses

O comportamento do mercado de milho nas próximas semanas dependerá diretamente do avanço da colheita da segunda safra, considerada a principal do país.

Caso a produtividade se confirme dentro das expectativas atuais, a entrada de grandes volumes no mercado poderá ampliar a oferta disponível e exercer pressão adicional sobre as cotações.

Por outro lado, eventuais problemas climáticos ou atrasos na colheita podem limitar esse movimento e sustentar os preços por mais tempo.

Enquanto esse cenário não se define, compradores seguem cautelosos e produtores mantêm postura firme nas negociações, resultando em um mercado de baixa liquidez e pouca variação nos preços.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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