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Percevejo-marrom surge mais cedo e acende alerta para manejo da soja na safra 2026

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Clima instável e antecipação de pragas preocupam produtores de soja

Com o plantio de soja entrando na reta final em todo o país, produtores enfrentam um cenário desafiador, marcado pela irregularidade climática e pela ocorrência antecipada de pragas-chave, especialmente o percevejo-marrom (Euschistus heros). As temperaturas elevadas, a alta pressão atmosférica e as chuvas mal distribuídas criam um ambiente favorável à proliferação da praga e demandam atenção redobrada ao manejo desde o início da safra.

Segundo Kaiê Miranda, gerente de produto da Ourofino Agrociência, esse comportamento antecipado das pragas reforça a necessidade de planejamento técnico mais detalhado.

“A pressão de pragas tem se antecipado ano após ano, e as janelas de clima extremo exigem que o produtor ajuste suas estratégias com ainda mais precisão. A atenção ao manejo desde a implantação da cultura é determinante para proteger o teto produtivo da soja”, destaca Miranda.

Safra segue promissora, mas clima e pragas mantêm regiões em alerta

Mesmo diante dos desafios, o potencial produtivo da soja brasileira permanece elevado, com estimativas variando entre 165 e 168 milhões de toneladas, conforme análises de mercado. No entanto, regiões do Norte, Nordeste e Sul seguem em estado de alerta, devido à combinação de condições climáticas adversas e pressão crescente de pragas.

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Para os especialistas, a adoção de estratégias integradas de manejo é essencial para garantir a estabilidade da produção e minimizar riscos.

Percevejo-marrom se antecipa e intensifica riscos à soja

A safra 2023/24 registrou uma ocorrência precoce e mais intensa do percevejo-marrom, segundo dados da Embrapa e do Insecticide Resistance Action Committee (IRAC). A praga se mostrou ativa já no início do ciclo da soja, exigindo monitoramento constante e respostas rápidas dos produtores.

Outra espécie que ganhou destaque foi o percevejo-barriga-verde (Diceraeus spp.), impulsionado pela sucessão soja–milho, que favorece a chamada “ponte verde” — ambiente contínuo para o desenvolvimento das pragas.

No Centro-Oeste e Sul do país, o avanço do calor e das estiagens prolongadas tem potencializado ainda mais a pressão populacional dessas espécies, tornando o controle um dos principais desafios para a safra 2026.

Danos podem comprometer até 30% da produtividade

Os prejuízos provocados pelo percevejo-marrom vão além da redução no peso dos grãos. A alimentação por sucção causa abortamento de vagens, grãos chochos e manchados, e perda de qualidade comercial, o que pode resultar em redução de até 30% na produtividade.

“O resultado é um aumento dos custos de produção, maior necessidade de aplicações e impacto direto nas margens do produtor”, explica Kaiê Miranda, da Ourofino Agrociência.

Manejo integrado e tecnologia são aliados do produtor

Diante desse cenário, a Ourofino Agrociência reforça seu compromisso em “reimaginar a agricultura brasileira”, oferecendo soluções desenvolvidas para o clima tropical e ajustadas às condições específicas das lavouras nacionais.

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A empresa destaca a importância de integrar o monitoramento constante, a escolha correta de defensivos, o planejamento de aplicações e o acompanhamento das fases críticas da cultura, como estratégias essenciais para proteger o potencial produtivo da soja e garantir a sustentabilidade da safra 2026.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Cerrado Mineiro tem um dos melhores rendimentos dos últimos anos

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A colheita do café arábica chegou a 99% nas propriedades acompanhadas pela Cooperativa dos Cafeicultores do Cerrado (Expocacer), no Cerrado Mineiro. Além do avanço dos trabalhos, o beneficiamento apresenta rendimento médio de 455 litros de café colhido para a formação de uma saca de 60 quilos, um dos melhores resultados registrados nos últimos anos.

O levantamento considera a situação das lavouras até 11 de setembro. Aproximadamente 90% da produção já passou pelo beneficiamento, etapa em que são retiradas a casca, a palha e as impurezas para obtenção dos grãos que serão classificados e comercializados.

O resultado de 455 litros por saca indica uma relação favorável entre o volume retirado da lavoura e a quantidade de café beneficiado. Quanto menor o volume de frutos necessário para formar uma saca de 60 quilos, melhor tende a ser o aproveitamento industrial da produção.

Esse rendimento ajuda a compensar parte dos custos da colheita, da secagem e do beneficiamento. Para o produtor, significa obter mais sacas comerciais a partir do mesmo volume colhido, embora o resultado financeiro também dependa da qualidade da bebida, da classificação dos grãos e dos preços negociados.

O Cerrado Mineiro reúne cerca de 4,5 mil produtores em 55 municípios e possui aproximadamente 255 mil hectares cultivados. A região produz, em média, 6 milhões de sacas por ano, equivalentes a 12,7% da produção brasileira, e comercializa café com mais de 30 países.

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A cafeicultura regional também se diferencia pela Denominação de Origem Cerrado Mineiro, a primeira reconhecida para cafés no Brasil. O selo identifica produtos cultivados dentro da área delimitada e que atendem aos critérios de origem, rastreabilidade e qualidade.

A etapa final da colheita está concentrada principalmente no recolhimento dos frutos que caíram no chão. A Expocacer estima que esse café represente cerca de 30% do volume da safra. Aproximadamente 80% dessa parcela já foi recuperada.

O índice médio de catação, que representa a retirada de grãos defeituosos durante o beneficiamento, está próximo de 21%. O percentual foi influenciado justamente pela maior participação do café recolhido do chão, normalmente mais sujeito à umidade, fermentação e contato com impurezas.

As chuvas registradas entre os dias 5 e 9 de setembro impediram o encerramento completo da colheita. A umidade elevada do solo dificultou o tráfego das máquinas e interrompeu temporariamente o recolhimento em algumas propriedades. Como a maioria das áreas já concluiu o trabalho, o avanço do percentual restante ocorre de forma mais lenta.

As precipitações, por outro lado, estimularam a abertura das primeiras flores da próxima safra. A florada observada corresponde, em média, a 33% do potencial estimado para as lavouras acompanhadas pela cooperativa.

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Nas áreas que produziram menos nesta temporada, a abertura das flores foi mais intensa e uniforme. Nas lavouras que sustentaram cargas elevadas, a florada apresentou menor intensidade, comportamento relacionado ao esforço realizado pelas plantas durante a formação da safra atual.

A continuidade das chuvas poderá favorecer uma segunda florada de proporção semelhante. O restante do potencial deve se distribuir entre outubro e novembro, conforme a disponibilidade de umidade e as condições de temperatura.

A abertura das flores é uma sinalização positiva, mas ainda não garante o tamanho da próxima produção. Para que se transformem em frutos, as lavouras precisarão de umidade suficiente durante o pegamento, a formação dos chumbinhos e o início da granação.

Com a safra atual praticamente recolhida, rendimento de beneficiamento favorável e as primeiras flores abertas, o Cerrado Mineiro encerra um ciclo e inicia outro. O acompanhamento das chuvas e o manejo nutricional e fitossanitário das lavouras serão decisivos para transformar o potencial observado agora em produção na próxima colheita.

Fonte: Pensar Agro

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