Política Nacional

Girão diz que governo Lula persegue médicos que pesquisam ‘spikeopatia’

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Em pronunciamento no Plenário nesta quarta-feira (26), o senador Eduardo Girão (Novo-CE) afirmou que o governo federal persegue médicos que participam de estudos sobre vacinas contra a covid-19. O parlamentar argumentou que a reação ocorreu após a repercussão de uma matéria do jornal Estadão sobre a “spikeopatia”, conceito, segundo ele, utilizado por alguns pesquisadores para se referir a possíveis efeitos adversos associados à proteína spike, usada nos imunizantes para estimular resposta imunológica.

De acordo com Girão, o ministro da Saúde, Alexandre Padilha, anunciou publicamente que acionaria a Advocacia-Geral da União (AGU) contra os médicos Roberto Zeballos, Francisco Cardoso e Paulo Porto de Melo. O senador disse que o governo deveria incentivar mais pesquisas sobre o tema.

— Que história é essa de querer intimidar? O ministro qualificou como negacionistas esses três médicos que tiveram a coragem de pesquisar os efeitos das vacinas contra a covid, porque manipulam a proteína spike. Fica novamente evidente que, desde a pandemia, tem ocorrido uma crescente politização da ciência, algo que não beneficia ninguém. Em vez de perseguir aqueles que pensam diferente, o governo Lula deveria apoiar a continuidade de estudos e pesquisas sobre a chamada spikeopatia, sem qualquer tipo de preconceito — disse.

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O senador afirmou que os estudos identificaram, a partir do acompanhamento clínico de um grupo de pacientes, sintomas como fadiga, dores articulares, alterações neurológicas leves, distúrbios gastrointestinais, perda de cabelo, dificuldades de memória e problemas de sono. O parlamentar também afirmou que o termo “spikeopatia” já aparece na literatura médica internacional e alegou que já existem milhares de artigos relacionados aos possíveis efeitos da proteína.

— O estudo das consequências da proteína spike no organismo humano não é novidade no meio científico. Já são mais de 14 mil artigos científicos publicados que relacionam a proteína spike com doenças. Ademais, o termo “spikeopatia” não foi cunhado pelos médicos brasileiros perseguidos pelo governo Lula, mas lançado na literatura médica em 2023, ou seja, há dois anos — declarou.

No mesmo discurso, o senador voltou a defender a anistia aos presos pelos atos do 8 de janeiro. O parlamentar criticou a condução das investigações pelo Supremo Tribunal Federal (STF) e afirmou que há pessoas presas injustamente. Ele mencionou o general Augusto Heleno, como um dos símbolos das “injustiças” que, segundo ele, estão ocorrendo nos processos. Ele destacou que o militar de 78 anos possui histórico de serviço ao país e foi diagnosticado com Alzheimer em 2018.

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Agência Senado (Reprodução autorizada mediante citação da Agência Senado)

Fonte: Agência Senado

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Política Nacional

Instalada comissão que vai analisar medida provisória sobre piso mínimo do frete

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Foi instalada nesta terça-feira (9) a comissão mista que vai analisar a medida provisória destinada a assegurar o cumprimento do valor mínimo para frete rodoviário (MP 1343/26) .

O deputado Paulo Pimenta (PT-RS) foi eleito vice-presidente. O deputado Zé Trovão (PL-SC)será o relator, e o senador Styvenson Valentim (Podemos-RN), o relator revisor. A presidência do colegiado caberá ao Senado, mas o nome que ocupará o cargo ainda não foi indicado pelas lideranças da Casa.

Saiba mais sobre a tramitação de medidas provisórias 

Fiscalização
Editada em março, a MP reforça a fiscalização da Política Nacional de Pisos Mínimos do Transporte Rodoviário de Cargas. O principal objetivo é evitar que os contratantes paguem aos motoristas valor inferior ao piso do frete determinado em lei.

Para isso, a medida provisória torna obrigatório o registro de todas as operações por meio do Código Identificador da Operação de Transporte (CIOT), que deverá reunir informações como origem e destino da carga, contratante, transportador e valor do frete. O sistema impedirá a emissão do código quando o contrato registrar pagamento abaixo do piso mínimo.

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A MP também endurece as punições para empresas e contratantes que descumprirem as regras. Entre as penalidades, estão multas mais elevadas, suspensão temporária e, em casos de reincidência, até o cancelamento do Registro Nacional do Transportador Rodoviário de Cargas (RNTRC). As sanções poderão atingir responsáveis por anúncios de fretes com valores inferiores aos permitidos.

Segundo o governo, a medida busca garantir remuneração adequada aos transportadores (especialmente os caminhoneiros autônomos) e reduzir práticas consideradas irregulares no setor.

O Congresso precisa votar a medida provisória até 16 de julho. Após essa data, o texto perde a validade caso não seja aprovado.

Da Redação – RL
Com informaçõe da Agência Senado

Fonte: Câmara dos Deputados

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