Economia

Inmetro vai inaugurar Delegacia Cibernética na Black Friday para reforçar combate a fraudes no comércio on-line

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Nesta sexta-feira (28/11), o Instituto Nacional de Metrologia, Qualidade e Tecnologia (Inmetro) inaugura, em São Paulo, a Delegacia Cibernética do Instituto. A unidade está localizada na Rua Teixeira da Silva, 217 – Vila Mariana, onde também funciona a Defensoria Pública da União.

A nova unidade entrará em operação no dia da Black Friday, período de maior volume de promoções no comércio eletrônico, e funcionará integrada ao Guardião Digital, plataforma com inteligência artificial desenvolvida para monitorar sites e plataformas de e-commerce e identificar anúncios suspeitos de produtos e instrumentos irregulares.

Como vai funcionar o novo sistema do Inmetro?

Com o apoio de inteligência artificial e da expertise técnica do Inmetro, o sistema cruzará informações com as bases oficiais de produtos certificados para identificar possíveis irregularidades. Quando forem detectados indícios de não conformidade, a Delegacia Cibernética comunicará a plataforma de e-commerce para orientar a retirada do anúncio, notificando o responsável. Caso a irregularidade seja confirmada, o Inmetro aplicará as penalidades previstas em lei, incluindo auto de infração e multa, que pode chegar a R$ 1,5 milhão.

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A Delegacia foi criada para enfrentar o avanço das fraudes digitais no comércio on-line, especialmente a venda de produtos sem certificação obrigatória, registro e instrumentos sem aprovação, com informações técnicas manipuladas ou com selos do Inmetro aplicados de forma enganosa. A unidade utilizará inteligência artificial, análise de dados e sistemas para rastrear inconformidades e orientar a retirada de anúncios irregulares.

O presidente do Inmetro, Márcio André Brito, ressalta o caráter estratégico da iniciativa ao destacar que a Delegacia Cibernética permitirá ao Instituto atuar com ainda mais agilidade e precisão no ambiente virtual.

“Com o uso da inteligência artificial, ampliamos nossa capacidade de monitorar o mercado digital, oferecendo mais segurança a quem compra e garantindo condições equilibradas a quem produz dentro das regras. Nossa missão é proteger o consumidor, coibir fraudes e fortalecer a concorrência leal.

Monitoramento inicial

O Guardião Digital iniciará suas atividades monitorando quatro grupos de produtos prioritários: fios e cabos elétricos, balança comercial, pastilhas de freio e cadeiras plásticas monobloco. Os demais produtos regulados pelo Inmetro serão incorporados de forma gradual à plataforma, ampliando o alcance da fiscalização digital.

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O sistema examinará também cada detalhe de anúncios suspeitos, cruzando características técnicas, dados de certificação e requisitos de segurança, o que acelera a identificação de irregularidades.

A Delegacia Cibernética atuará em conjunto com a Rede Brasileira de Metrologia Legal e Qualidade, composta pelos órgãos delegados do Inmetro em todo o país, que são os braços executivos responsáveis pelo controle de qualidade por meio da fiscalização.

SERVIÇO: Inauguração da Delegacia Cibernética do Inmetro

Data: 28 de novembro de 2025

Horário: 8 h 30 min

Local: Rua Teixeira da Silva, 217 – Vila Mariana, São Paulo/SP

 

Contatos para a imprensa:

Coordenação-Geral de Comunicação Social e Relações Institucionais (Cgcom)

 Alícia Oliveira – (61) 99637-5121

[email protected]

Ronaldo Fróes – (21) 97594-0712

[email protected]  

Fonte: Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços

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Economia

Presidente sanciona o Redata, que estimula Datacenters e desenvolvimento tecnológico no Brasil

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O presidente Luiz Inácio Lula da Silva sancionou nesta terça-feira (15/9) a lei do Regime Especial de Tributação para Serviços de Datacenter (Redata), que estimula investimentos centros de dados e cria estímulos para o desenvolvimento de cadeias tecnológicas na indústria 4.0 no Brasil, além de garantir soberania digital em áreas como computação em nuvem, inteligência artificial, smart factories e Internet das Coisas.

O Redata vincula incentivos a contrapartidas em pesquisa e desenvolvimento que promovam o adensamento das cadeias produtivas digitais no Brasil, instituindo percentuais mínimos de destinação dos serviços para o mercado interno. A lei estimula ainda a desconcentração regional, reduzindo contrapartidas para investimentos no Norte, Nordeste e Centro-Oeste.

As empresas beneficiárias do Redata também deverão cumprir critérios de eficiência hídrica, garantindo baixo consumo de água; e de sustentabilidade, como uso de energia fontes renováveis ou de baixa emissão, cujos parâmetros serão definidos em regulamentação.

Os incentivos garantem isenção de PIS/Pasep, Cofins e IPI na aquisição de equipamentos de TIC (Tecnologias de Informação e Comunicação), importados ou produzidos no Brasil, destinados à implantação, modernização e ampliação de Datacenters.

Equipamentos sem produção nacional equivalente ficam isentos também de imposto de importação. Decreto presidencial assinado na mesma cerimônia traz uma série de regulamentações ao programa, entre elas a que define os itens que poderão ser importados a alíquota zero por cinco anos.

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Contrapartidas

Em contrapartida aos incentivos do Redata, as empresas terão de aportar 2% do valor dos produtos adquiridos (no mercado interno ou importados) em projetos de pesquisa, desenvolvimento e inovação ligados a programas prioritários de apoio ao desenvolvimento e adensamento industrial da cadeia produtiva de economia digital. O escopo desses programas será definido por regulamento próprio.

As empresas beneficiadas pelo Redata também terão que disponibilizar para o mercado nacional no mínimo 10% da capacidade de processamento, armazenagem e tratamento de dados. Esse volume poderá ser vendido no mercado privado ou cedido sem ônus a ICTs ou ao poder público para o desenvolvimento de políticas no setor.

No caso de empreendimentos para as regiões Norte, Nordeste e Centro-Oeste, a política prevê a redução de 20% dessas duas obrigatoriedades.

Em caso de descumprimento das obrigações previstas em lei, a empresa perderá os benefícios e terá de recolher os tributos com multa e juros, além de ser impedida de retornar ao regime por dois anos.

Cenário atual

Diagnóstico do Ministério da Fazenda aponta elevada dependência nacional em relação a serviços digitais prestados no exterior, atingindo atualmente cerca de 60% das cargas digitais brasileiras.

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A situação implica riscos à soberania nacional, limita o desempenho operacional das aplicações digitais e acarreta déficits na balança comercial do setor. O déficit do setor de elétricos e eletrônicos na balança foi de US$ 40 bilhões em 2024; e de US$ 7,1 bi no setor de serviços, sendo a maior parte relacionada ao processamento e armazenagem de dados.

A implementação da política leva em conta ainda as vantagens comparativas do Brasil para atração de Datacenter, como energia renovável a preços competitivos e infraestrutura de comunicações adequada para o tráfego internacional de dados por meio de cabos submarinos em operação.

Apesar desse potencial, o Brasil possui uma participação pequena no mercado mundial de Datacenters, ocupando a 10ª participação relativa, atrás de países como Japão e Holanda.

Fonte: Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços

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