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Governo libera R$ 160 milhões para recompor estoques públicos de milho e garantir atendimento ao Semiárido em 2026

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O Governo Federal autorizou a liberação de cerca de R$ 160 milhões para a recomposição dos estoques públicos de milho administrados pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab). A iniciativa foi oficializada pela Medida Provisória nº 1.325/2025, publicada nesta semana no Diário Oficial da União.

Os recursos extraordinários serão utilizados ainda em 2025 nas operações de compra por meio da Aquisição do Governo Federal (AGF), garantindo o abastecimento do Programa de Venda em Balcão (ProVB) no próximo ano.

Reposição garantirá 83 mil toneladas para pequenos criadores do Semiárido

De acordo com o Ministério do Desenvolvimento Agrário e Agricultura Familiar, a medida permitirá a recomposição de aproximadamente 83 mil toneladas de milho, que serão destinadas prioritariamente a pequenos criadores da agricultura familiar do Semiárido nordestino.

A ação tem caráter emergencial, uma vez que a seca severa registrada na região tem elevado o risco de desabastecimento para produtores de caprinos, ovinos, suínos, aves e bovinos de leite, atividades que dependem do milho para a alimentação animal e manutenção dos rebanhos.

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Programa de Venda em Balcão garante insumo a preços acessíveis

O Programa de Venda em Balcão (ProVB) é um dos principais instrumentos da Conab para apoiar os pequenos produtores rurais, oferecendo milho a preços acessíveis em períodos de crise climática. O fornecimento do grão a custos reduzidos ajuda a sustentar a produção local de carne, leite e ovos, além de contribuir para a segurança alimentar das comunidades rurais mais vulneráveis.

Com a recomposição dos estoques, o governo reforça a capacidade de resposta do programa diante de situações de estiagem e amplia a regularidade do atendimento aos beneficiários.

Expansão do programa deve continuar em 2026

Desde 2023, o ProVB vem ampliando sua atuação em todo o país, com foco no apoio aos pequenos criadores e agricultores familiares. A nova recomposição de estoques garantida pela Medida Provisória permitirá que o programa mantenha seu ritmo de crescimento em 2026, oferecendo maior previsibilidade e estabilidade no abastecimento para as famílias atendidas nas regiões afetadas pela seca.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Mercado do boi gordo sinaliza estabilidade com escalas de abate mais confortáveis

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O mercado físico do boi gordo apresentou sinais de acomodação ao longo da semana, refletindo mudanças sutis na demanda e maior conforto nas escalas de abate por parte dos frigoríficos.

De acordo com análise da Safras & Mercado, as indústrias passaram a operar com menor urgência na aquisição de animais, enquanto algumas unidades optaram por se ausentar temporariamente das compras, avaliando estratégias para o curtíssimo prazo.

Escalas de abate mais longas reduzem pressão de compra

Segundo o analista Fernando Iglesias, o alongamento das escalas de abate tem contribuído para um ambiente mais equilibrado entre oferta e demanda.

Além disso, a evolução da cota chinesa segue como fator determinante para o comportamento do mercado ao longo de 2026. A possível saturação dessa demanda pode pressionar os preços, especialmente a partir de maio e ao longo do terceiro trimestre.

China amplia rigor sanitário nas importações

No campo regulatório, a China tem reforçado as exigências sanitárias para importação de carne bovina brasileira. Recentemente, houve a suspensão das compras de um frigorífico nacional após a identificação de traços de acetato de medroxiprogesterona, substância veterinária proibida no país asiático.

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O movimento reforça a necessidade de atenção aos padrões internacionais, especialmente em um mercado que exerce forte influência sobre as exportações brasileiras.

Preços do boi gordo por praça pecuária

Na modalidade a prazo, os preços da arroba do boi gordo apresentaram leve variação entre as principais praças produtoras até 16 de abril:

  • São Paulo (Capital): R$ 370,00/@ – estável
  • Goiás (Goiânia): R$ 360,00/@ – alta de 1,41%
  • Minas Gerais (Uberaba): R$ 355,00/@ – alta de 1,43%
  • Mato Grosso do Sul (Dourados): R$ 360,00/@ – estável
  • Mato Grosso (Cuiabá): R$ 365,00/@ – alta de 1,39%
  • Rondônia (Vilhena): R$ 335,00/@ – alta de 1,52%
Atacado registra leve alta nos preços da carne

No mercado atacadista, os preços da carne bovina apresentaram leve valorização, impulsionados pela boa reposição entre atacado e varejo durante a primeira quinzena do mês.

O quarto do dianteiro foi negociado a R$ 23,00 por quilo, alta de 2,22% em relação à semana anterior. Já os cortes do traseiro foram cotados a R$ 28,00 por quilo, avanço de 1,82%.

Apesar disso, o potencial de alta é limitado pela menor competitividade da carne bovina frente a proteínas mais acessíveis, como a carne de frango. O cenário de renda mais restrita das famílias também influencia o padrão de consumo.

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Exportações de carne bovina seguem em alta

As exportações brasileiras de carne bovina fresca, refrigerada ou congelada seguem aquecidas em abril.

Até o momento (considerando sete dias úteis), o país registrou:

  • Receita total de US$ 591,244 milhões
  • Média diária de US$ 84,463 milhões
  • Volume exportado de 97,264 mil toneladas
  • Média diária de 13,895 mil toneladas
  • Preço médio de US$ 6.078,70 por tonelada

Na comparação com abril de 2025, houve crescimento expressivo nos indicadores:

  • Alta de 39% no valor médio diário exportado
  • Aumento de 15,1% no volume médio diário
  • Valorização de 20,8% no preço médio
Perspectivas para o mercado do boi

O mercado do boi gordo deve seguir atento à dinâmica das exportações, especialmente à demanda chinesa, além do comportamento do consumo interno.

A combinação entre escalas de abate mais confortáveis, demanda externa e competitividade das proteínas será determinante para a formação dos preços no curto e médio prazo.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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