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Energisa-MT reforça compromisso contra a violência de gênero

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Uma manhã de conhecimento e diálogo sobre violência de gênero contra mulheres e meninas foi proporcionada a mais de 80 colaboradores da Energisa Mato Grosso, nesta segunda-feira (1º/12), na sede localizada no bairro Bandeirantes, em Cuiabá.
A ação integra o projeto “Por Elas e Por Nós: Diálogo Masculino pela Não Violência”, desenvolvido pelo Núcleo das Promotorias de Justiça de Enfrentamento da Violência Doméstica e Familiar – Espaço Caliandra, do Ministério Público de Mato Grosso (MPMT).
A Energisa-MT é a terceira empresa a aderir às atividades da iniciativa, voltada à conscientização, prevenção e enfrentamento da violência doméstica e familiar contra mulheres e meninas.
A equipe da promotora de Justiça Claire Vogel Dutra, coordenadora do projeto, tem percorrido empresas para dialogar sobre violência de gênero, especialmente com o público masculino adulto. Segundo ela, embora a repressão seja necessária, a prevenção é fundamental.
“Cada um de nós precisa assumir responsabilidade. Essa temática exige atuação não apenas do poder público. Precisamos que as empresas, e a Energisa tem assumido essa parcela de responsabilidade social, mas também os cidadãos, colaboradores e funcionários, reflitam sobre suas atitudes cotidianas: no trato com a companheira, esposa ou namorada, na educação dos filhos e no ambiente de trabalho. Só assim podemos mudar essa realidade de violência contra mulheres e meninas”, afirmou.
O presidente da Energisa-MT, Marcelo Vinhais, destacou que um dos maiores desafios é romper padrões aprendidos desde a infância. “Esse trabalho que iniciamos com o Ministério Público busca mudar a cara desse estado, que infelizmente ocupa o primeiro lugar no ranking de feminicídios no Brasil. O problema está na nossa educação, na nossa formação. Isso não é algo que atinge apenas os homens”, disse.
Ele também reforçou a importância da iniciativa dentro da empresa. “A violência não é bem-vinda aqui. Se queremos ser uma empresa que contribui com o estado, temos que começar criando uma cultura interna. O propósito aqui hoje é provocar reflexão para que vocês multipliquem esse conceito dentro da organização: o de dizer não à violência”, completou.
O colaborador Edivan Dias Lima Luzes, que trabalha há 15 anos na Energisa/MT, chamou a atenção ao se manifestar durante a palestra. “Foi um encontro muito rico, que precisa acontecer mais vezes em 2026. Temos que mudar essa realidade de violência contra a mulher. Tenho três mulheres em casa, minha esposa e duas filhas, e apoio o Ministério Público nessa causa”, afirmou.
Bruno Mário Martins, funcionário da área comercial há cinco anos, também destacou a importância do debate. “O número de mortes e agressões no nosso estado é elevado. Trazer esse tema para dentro da empresa, que tem muitos colaboradores, ajuda a tratar a raiz do problema. É um momento para parar e pensar no que estamos fazendo para mudar essa realidade. O respeito deve prevalecer, independentemente de ser homem ou mulher”, disse.
A palestra, conduzida pela assistente ministerial Maisa Magda Fernandes e pela psicóloga Vastir Maciel, abordou pontos-chave sobre violência de gênero, incluindo a construção da masculinidade tóxica, aspectos históricos e sociais, dados sobre suicídio masculino e feminicídio, tipos de violência e impactos na vida dos filhos — especialmente órfãos de mães assassinadas e de pais presos ou que cometeram suicídio. Também foram discutidos os prejuízos no ambiente de trabalho, na saúde física e emocional dos colaboradores, no rendimento profissional e os danos sociais e econômicos ao agressor, como abalo da imagem e risco de perda do emprego.
O projeto “Por Elas e Por Nós: Diálogo Masculino pela Não Violência” contempla empresas de Cuiabá e integra a campanha 21 Dias de Ativismo pelo Fim da Violência contra as Mulheres, iniciada em 20 de novembro e com programação até 10 de dezembro.
Empresas interessadas em aderir ao projeto podem entrar em contato com a assessoria do gabinete da Promotoria pelo telefone (65) 99604-0196.

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Fonte: Ministério Público MT – MT

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MPMT capacita servidores sobre planejamento de contratações e uso de IA

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O Centro de Estudos e Aperfeiçoamento Funcional (Ceaf) – Escola Institucional Ministério Público do Estado de Mato Grosso (MPMT) promoveu, nos dias 24 e 25 de setembro, uma capacitação voltada aos servidores da área-meio sobre planejamento de contratações públicas e o uso de novas tecnologias no desenvolvimento dos documentos exigidos pela legislação. Com o tema “O planejamento da contratação com base na Lei 14.133/2021 – construindo ETPs e TR com uso do ChatGPT e outras tecnologias para servidores do MPMT”, o curso foi ministrado pelo professor Sandro Bernardes, auditor do Tribunal de Contas da União (TCU).Ao longo dos dois dias, os participantes tiveram contato com aspectos relacionados ao planejamento das contratações, especialmente à elaboração de documentos como o Estudo Técnico Preliminar (ETP) e o Termo de Referência (TR), além de conhecerem possibilidades de aplicação da inteligência artificial e de outras ferramentas tecnológicas na rotina de trabalho.Para o assessor especial da Subprocuradoria-Geral de Justiça Administrativa, José Fabrício Silva, a capacitação ocorre em um momento importante de adaptação às exigências trazidas pela nova legislação de contratações públicas.“Esse tipo de capacitação é fundamental por dois aspectos essenciais. O primeiro é que as equipes que constroem essas demandas de contratação ainda precisam de formação sobre a estrutura dos documentos e tudo o que precisa ser preparado para que uma contratação seja realizada”, explicou.José Fabrício também destacou a utilização da inteligência artificial como uma ferramenta capaz de auxiliar os servidores diante do volume e da complexidade dos documentos produzidos no processo de contratação. “São documentos, às vezes, de muitas páginas, de uma estrutura que a lei exige que seja feita. A capacitação realmente veio para ajudar no dia a dia”, afirmou.Na avaliação do servidor, a incorporação de novas tecnologias à administração pública tende a fazer parte cada vez mais da rotina. “Quanto mais capacitadas as pessoas para darem conta de acompanhar esse avanço, que não é só no setor público, mas também no setor privado, melhores serão os resultados para a administração e, consequentemente, para a população”, ressaltou.A servidora Débora Luz, que atua na Coordenadoria de Engenharia e acompanha atividades relacionadas ao departamento, também destacou a importância da formação continuada. Entre suas atribuições estão o assessoramento na elaboração de documentos relacionados às contratações de engenharia, com atenção à legislação e às normas aplicáveis.Para ela, cursos dessa natureza são fundamentais para o aprimoramento dos processos de contratação do Ministério Público. “Não só importante, como essencial, fundamental. Uma condição sem a qual não é possível nós evoluirmos nossas contratações e licitações aqui no Ministério Público”, afirmou.Débora defendeu ainda que a capacitação seja realizada de forma permanente, permitindo o aprofundamento dos conhecimentos e a aplicação prática dos conteúdos. “A cada etapa, a cada curso, você permite se aprofundar mais na matéria e aplicar na sua prática. Então, sem uma reincidência, um retorno disso, eventualmente até com alguns mesmos professores ou mesmas temáticas, a gente não consegue andar evoluindo os resultados”, explicou.Para a servidora, a participação de especialistas com experiência na administração pública federal também contribui para aproximar o conteúdo apresentado da realidade enfrentada pelas equipes do MPMT.O professor Sandro Bernardes ressaltou que a atualização dos servidores é essencial diante das transformações pelas quais passa a administração pública. Segundo ele, o curso integra um processo de desenvolvimento de capacidades e habilidades necessárias aos profissionais que atuam em todas as etapas da contratação pública, desde o planejamento até a entrega do objeto à sociedade. “Não existe retrocesso” no uso da inteligência artificial, afirmou o professor, ao destacar que essas ferramentas tendem a ser incorporadas cada vez mais ao cotidiano profissional.O instrutor também chamou atenção para o papel da tecnologia como instrumento de apoio ao trabalho dos servidores, e não como substituta da atuação humana. Para ele, ferramentas de inteligência artificial podem potencializar o trabalho, proporcionando maior celeridade e novas possibilidades de pesquisa e análise, mas a supervisão humana permanece indispensável. “O que as plataformas, os chats e as IAs que temos à disposição vão fazer por nós é potencializar o nosso trabalho”, explicou.Sandro Bernardes destacou ainda que a responsabilidade pelas decisões continua sendo humana, especialmente no serviço público, que tem como finalidade atender às necessidades da sociedade. “A supervisão humana ainda é necessária, primeiro pela responsabilidade que a gente tem diante da comunidade civil. A plataforma nunca vai se comportar como ser humano; ela vai emular, vai usar algoritmos, números para tentar traduzir aquilo que considera como interesse público”, afirmou.Segundo o professor, a tecnologia pode ampliar as possibilidades de atuação dos servidores, mas não substitui aspectos próprios da experiência humana, como a capacidade de compreender contextos, interpretar situações e manter proximidade com a sociedade.

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Fonte: Ministério Público MT – MT

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