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Preço do frango recua em novembro após três meses de alta, aponta Cepea

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Os preços da carne de frango registraram queda em novembro, interrompendo uma sequência de três meses de alta, segundo levantamentos do Cepea (Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada). A maior disponibilidade de frango vivo para abate e a menor demanda no final do mês pressionaram os valores do mercado atacadista.

Oferta maior pressiona preços do frango

De acordo com agentes consultados pelo Cepea, o aumento da disponibilidade de frango vivo ao longo de novembro elevou a oferta de carne no atacado, refletindo diretamente na redução dos preços médios. No atacado da Grande São Paulo, o frango inteiro congelado teve média de R$ 7,77/kg, queda de 2,1% em relação a outubro.

Sazonalidade contribui para enfraquecimento da demanda

Além da maior oferta, o movimento sazonal de enfraquecimento da demanda na segunda quinzena do mês também contribuiu para a queda de preços. Este comportamento é comum no período, à medida que o consumo recua antes do aquecimento esperado no final de ano.

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Perspectivas do setor para dezembro são divergentes

As expectativas para as próximas semanas divergem entre os agentes do setor.

  • Otimismo: Alguns operadores apostam em reação nos preços com o aumento das vendas de aves no período de festas.
  • Atenção à oferta: Outros permanecem cautelosos diante da oferta de frango vivo acima da demanda, o que poderia manter os preços pressionados.

O cenário evidencia a importância do acompanhamento constante da oferta e da procura para antecipar movimentos do mercado da carne de frango.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Brasil reforça compromisso com pesca e aquicultura sustentáveis e segurança alimentar na FAO

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O Brasil reforçou o compromisso com a pesca sustentável, a aquicultura responsável e a segurança alimentar durante a 37ª Sessão do Comitê de Pesca da Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO), em Roma, na Itália. A participação ministerial marca o retorno do Brasil ao principal fórum internacional de discussão sobre pesca e aquicultura após 14 anos.


Em seu discurso inaugural, o ministro da Pesca e Aquicultura, Edipo Araujo, destacou a recriação do Ministério da Pesca e Aquicultura (MPA), em 2023, e a importância do setor para a segurança alimentar e nutricional. O ministro também ressaltou que o Brasil deixou o Mapa da Fome da FAO em 2025.

 

“Temos a convicção de que a pesca e a aquicultura são fundamentais para sistemas alimentares mais sustentáveis, resilientes e diversificados”, afirmou.


Ciência e sustentabilidade

 

Entre os avanços apresentados está a reconstrução da série histórica da pesca marinha brasileira, de 1950 a 2025, e o desenvolvimento de uma plataforma para ampliar o acesso e a transparência dos dados pesqueiros. O Brasil também restabeleceu o Grupo Técnico Interministerial para prevenção e combate à pesca ilegal, não declarada e não regulamentada (INDNR) e vem preparando suas equipes para a implementação do Acordo sobre Medidas do Estado do Porto. Com cerca de 1,7 milhão de pescadores e pescadoras, o país defende uma gestão pesqueira baseada em ciência e evidências, aliada à conservação dos ecossistemas aquáticos.

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Aquicultura e mudanças climáticas

 

Na aquicultura, o Brasil está construindo o Plano Nacional da Aquicultura, com diretrizes para os próximos dez anos e foco em investimentos, inovação, sustentabilidade e agregação de valor. O país também trabalha para ampliar a resiliência das comunidades pesqueiras e aquícolas diante das mudanças climáticas, por meio do Plano Clima, além de fortalecer a assistência técnica, a extensão e o acesso ao crédito. Outra prioridade é ampliar o consumo de pescado e sua presença nos programas de alimentação escolar, contribuindo para a segurança alimentar e fortalecendo a cadeia produtiva.

Valorização da pesca artesanal

O ministro destacou ainda a realização da Cúpula da Pesca de Pequena Escala, realizada em Roma, e reforçou a importância da participação dos pescadores na construção das políticas públicas. No Brasil, esse compromisso está refletido na construção do Plano Nacional da Pesca Artesanal, voltado ao fortalecimento do setor e ao reconhecimento de sua importância para a segurança alimentar, a geração de renda e as economias locais. No cenário internacional, o Brasil também destacou a presença dos alimentos aquáticos nas discussões do G20, dos BRICS e da COP30 e COP15 da CMS.

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Ao concluir, o ministro reafirmou que pesca sustentável, aquicultura responsável, segurança alimentar, geração de renda e conservação dos recursos aquáticos são agendas inseparáveis.“O Brasil reafirma seu compromisso com a cooperação internacional e com uma gestão pesqueira baseada na ciência, em dados de qualidade e na participação dos pescadores.”

ASCOM

Ministério da Pesca e Aquicultura

[email protected] 

 

Fonte: Ministério da Pesca e Aquicultura

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