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Mosaic aumenta eficiência e oferta de fertilizantes em Minas Gerais com projetos inovadores

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Projetos operacionais elevam produção e reduzem custos

A Mosaic, uma das maiores produtoras globais de fertilizantes fosfatados e potássio combinados, implementou dois projetos de inovação operacional em suas unidades de Tapira e Araxá, em Minas Gerais. As iniciativas resultaram em maior eficiência produtiva, melhor aproveitamento de recursos e garantiram a oferta de 450 mil toneladas de fertilizantes ao mercado nacional em 2024.

Com um investimento total aproximado de R$ 350 mil, os projetos receberam reconhecimento na 27ª edição do Prêmio de Excelência da Indústria Minério-Metalúrgica.

Tapira: aproveitamento de minério antes considerado estéril

Na unidade de Tapira, o projeto “Aproveitamento do minério de oportunidade” permitiu a incorporação de materiais anteriormente classificados como estéreis no processo produtivo. A medida aumentou em 13% a massa total de minério recuperado, contribuindo para extender a vida útil da mina e gerar ganhos operacionais e econômicos.

“Identificamos minerais com potencial de desempenho superior ao de alguns minérios tradicionalmente beneficiados, permitindo reaproveitar recursos que seriam descartados e aumentar a sustentabilidade da mina”, afirma Lílian Cantuário, gerente de P&D Mineral da Mosaic.

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O aproveitamento do material gerou um benefício econômico superior a US$ 15 milhões em 2024, e a empresa revisa o plano de lavra de longo prazo para estimar o impacto total desse recurso, que pode acrescentar anos de operação à mina.

Araxá: rotas operacionais alternativas garantem fornecimento

Em Araxá, o projeto “Rotas operacionais alternativas” assegurou a continuidade operacional e manutenção do fornecimento nacional de fertilizantes sem necessidade de novos equipamentos ou aumento de custos.

A estratégia envolveu interligação de equipamentos já existentes, alguns fora de operação devido a projetos anteriores, mantendo ou até superando a eficiência e volume de produção.

“Com investimento mínimo e uso inteligente dos recursos disponíveis, conseguimos aumentar a flexibilidade operacional e reduzir paradas programadas, mantendo o fornecimento e a competitividade da planta”, destaca Lílian Cantuário.

O projeto garantiu disponibilidade de cerca de 450 mil toneladas de fertilizantes em 2024, além de reduzir riscos operacionais e aumentar a flexibilidade na produção.

Inovação e sustentabilidade como pilares da Mosaic

Essas iniciativas reforçam o compromisso da Mosaic em maximizar a eficiência operacional, aliar inovação à sustentabilidade e fortalecer a competitividade do setor de fosfatados no Brasil.

“Nos últimos cinco anos, investimos fortemente em pesquisa e inovação, implementando softwares de controle inteligente e equipamentos de tecnologia avançada, buscando soluções que tragam mais rentabilidade e benefícios reais às culturas agrícolas”, conclui a executiva.

Fonte: Portal do Agronegócio

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Fonte: Portal do Agronegócio

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Guerra Irã-EUA eleva preços de fertilizantes e já pressiona custos da safra 2026/2027

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A escalada do conflito entre Estados Unidos e Irã já provoca impacto direto sobre os custos do agro. Os preços da ureia subiram entre 33% e 48% nas últimas semanas, enquanto a amônia anidra avançou cerca de 39%, em um movimento puxado pela alta do gás natural e pelas restrições logísticas no Estreito de Ormuz, rota estratégica para exportação de insumos.

O Brasil, que importa cerca de 85% dos fertilizantes que consome, segundo a Associação Nacional para Difusão de Adubos (ANDA), sente o reflexo imediato. Parte relevante da ureia utilizada no País vem do Oriente Médio, o que amplia a exposição ao conflito e eleva o risco de novos aumentos no curto prazo.

O impacto ocorre justamente no momento de planejamento da safra 2026/27. Com custos mais altos, produtores começam a rever estratégias, postergar compras e buscar alternativas para reduzir o peso dos insumos no orçamento, especialmente em culturas como soja e milho, mais intensivas em fertilização.

Além da matéria-prima, o frete também entrou na equação. A tensão na região elevou o preço do petróleo e aumentou o custo do transporte marítimo, pressionando ainda mais o preço final dos fertilizantes no Brasil.

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Diante desse cenário, o governo federal discute medidas para amortecer o impacto. Entre as alternativas está a criação de um mecanismo de subvenção para fertilizantes dentro do Plano Safra 2026/27, com uso de crédito subsidiado para reduzir o custo ao produtor.

Outra frente envolve ações estruturais. O governo pretende ampliar a produção nacional por meio do Plano Nacional de Fertilizantes e de linhas de financiamento via Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), na tentativa de reduzir a dependência externa, considerada um dos principais gargalos do setor.

Do lado produtivo, a Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) tem pressionado por medidas emergenciais, como a redução de custos logísticos e tributários, incluindo pedidos de isenção do Adicional de Frete para Renovação da Marinha Mercante (AFRMM), taxa cobrada sobre o transporte marítimo, que encarece a importação de fertilizantes.

Na prática, a combinação de alta dos insumos, frete mais caro e incerteza geopolítica cria um ambiente de maior risco para o produtor. A definição dos custos da próxima safra deve ocorrer sob volatilidade elevada, com impacto direto sobre margem e decisão de plantio.

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Fonte: Pensar Agro

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