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Etanol hidratado mantém trajetória de alta e sobe pela oitava semana consecutiva, aponta Cepea

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Segundo dados do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea/Esalq-USP), o indicador do biocombustível registrou alta pela oitava semana consecutiva, impulsionado pela combinação de menor oferta e demanda aquecida.

Oferta reduzida e demanda firme sustentam preços

Pesquisadores do Cepea explicam que o avanço nas cotações do etanol hidratado reflete a redução na disponibilidade do produto, resultado do encerramento da moagem de várias usinas na região Centro-Sul, além do aumento da procura no mercado interno.

De acordo com levantamento da União da Indústria de Cana-de-Açúcar e Bioenergia (Unica), 120 usinas já finalizaram a safra 2025/26, número expressivamente superior às 70 unidades que haviam encerrado as atividades no mesmo período do ano anterior.

Indicadores sobem em São Paulo

Entre os dias 1º e 5 de dezembro, o Indicador Cepea/Esalq do etanol hidratado em São Paulo fechou cotado a R$ 2,8853 por litro (valor líquido de ICMS e PIS/Cofins), o que representa um avanço de 0,7% em relação à semana anterior.

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Já o etanol anidro, utilizado na mistura com a gasolina, foi negociado a R$ 3,3128 por litro (valor líquido de impostos, sem PIS/Cofins), registrando alta de 0,38% no mesmo comparativo.

Perspectivas para o setor

Com o fim gradual da safra e a redução da oferta no mercado, analistas avaliam que os preços do etanol devem seguir firmes no curto prazo. A expectativa é de que a demanda continue sustentando as cotações, especialmente diante da competitividade frente à gasolina em alguns estados.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Milho em Mato Grosso: área é mantida em 7,39 milhões de hectares e produção da safra 2025/26 deve superar 52 milhões de toneladas

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A safra de milho 2025/26 em Mato Grosso segue com perspectivas positivas de produção, mesmo com a manutenção da área plantada. Segundo o Imea, a estimativa de área permanece em 7,39 milhões de hectares, o que representa um crescimento de 1,83% em relação ao ciclo anterior.

Apesar da estabilidade na área, o destaque está no aumento da produtividade. A projeção de rendimento subiu 1,82% em comparação ao levantamento anterior, alcançando 118,73 sacas por hectare.

Clima favorece lavouras e impulsiona produtividade

O avanço na produtividade está diretamente ligado às condições climáticas favoráveis registradas nos últimos meses. As chuvas regulares beneficiaram principalmente as lavouras das regiões Médio-Norte, Noroeste e Oeste do estado, consideradas estratégicas para a produção.

Por outro lado, o cenário ainda exige atenção na região Sudeste de Mato Grosso, onde as lavouras, especialmente as semeadas mais tardiamente, dependem de maiores volumes de precipitação para garantir o potencial produtivo.

Dados da NOAA indicam a possibilidade de baixos índices hídricos nas próximas semanas nessas áreas, o que mantém o risco climático no radar dos produtores.

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Produção cresce e pode atingir 52,66 milhões de toneladas

Com a combinação de área estável e maior produtividade, a produção de milho em Mato Grosso para a safra 2025/26 foi revisada para cima, com estimativa de 52,66 milhões de toneladas.

O volume reforça a posição do estado como principal produtor nacional e peça-chave no abastecimento interno e nas exportações brasileiras do cereal.

Exportações enfrentam ajustes no curto prazo

Para a safra 2024/25, o Imea projeta exportações de 25,00 milhões de toneladas, alta de 5,04% em relação ao ciclo anterior. No entanto, houve revisão negativa de 3,85% frente ao relatório anterior, refletindo um ritmo mais lento de embarques entre abril e junho.

Até o momento, Mato Grosso já exportou 23,86 milhões de toneladas, restando cerca de 1,14 milhão de toneladas para atingir a estimativa.

Entre os fatores que influenciam o desempenho estão:

  • Queda do dólar
  • Desvalorização dos preços do milho
  • Tensões geopolíticas, como o conflito no Irã

Esses elementos têm impacto direto na competitividade e no ritmo de escoamento da produção.

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Safra 2025/26 deve ampliar embarques e consumo interno

Para a próxima temporada (2025/26), a expectativa é de crescimento nas exportações, que devem atingir 25,90 milhões de toneladas — avanço de 3,60% em relação à safra anterior.

No mercado interno, a demanda segue aquecida. O consumo de milho da safra 2024/25 está estimado em 18,42 milhões de toneladas, crescimento de 12,90%, impulsionado principalmente pela expansão da produção de etanol de milho e pela indústria de ração.

Já para a safra 2025/26, o consumo interno deve alcançar 20,11 milhões de toneladas, representando alta de 9,18%.

Perspectivas para o produtor

O cenário para o milho em Mato Grosso combina fundamentos positivos de produção com desafios no mercado externo. A evolução do clima nas próximas semanas, o comportamento do câmbio e o ambiente geopolítico seguirão como fatores determinantes para os preços e a rentabilidade do produtor.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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