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Brasil reforça vigilância após detecção de peste suína africana em javalis na Espanha

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Detecção da PSA na Espanha

Segundo o Mapa, a Organização Mundial de Saúde Animal (OMSA) foi informada sobre a presença da doença em javalis na província de Barcelona, na Catalunha, em 26 de novembro. Até 2 de dezembro, foram confirmados nove casos, todos restritos a javalis, sem registro de suínos domésticos infectados.

A PSA é causada por um vírus que afeta tanto suínos domésticos quanto suínos asselvajados e javalis, com alto potencial de disseminação, mas sem risco para a saúde humana.

Como a doença se espalha

O Mapa alerta que a presença de carrapatos do gênero Ornithodoros pode facilitar a transmissão do vírus em ambientes silvestres, tornando o controle mais difícil. Além disso, o vírus apresenta alta resistência no ambiente, podendo permanecer ativo por longos períodos em:

  • roupas e calçados;
  • veículos e equipamentos;
  • produtos de origem suína que não passam por tratamento térmico.

As formas mais comuns de introdução da PSA em novas áreas incluem contato de animais suscetíveis com materiais contaminados ou ingestão de produtos suínos infectados.

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Vigilância e prevenção no Brasil

O Brasil mantém o status de país livre de PSA desde 1984. O Mapa reforça que a preservação dessa condição depende do cumprimento rigoroso das normas sanitárias e da atenção redobrada a pessoas, produtos e materiais provenientes de áreas afetadas.

Segundo o ministério, a entrada da doença no país poderia causar impactos significativos para a cadeia suinícola, tornando essencial o reforço da vigilância e dos protocolos de prevenção.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Alta do petróleo e avanço dos biocombustíveis elevam preços internacionais dos alimentos

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A nova alta dos preços internacionais dos alimentos acendeu um alerta, e também abriu oportunidades, para o agronegócio brasileiro. Relatório divulgado pela Organização das Nações Unidas para Alimentação e Agricultura (FAO) mostra que os alimentos voltaram a subir em abril, puxados principalmente pelos óleos vegetais, em um movimento diretamente ligado à tensão no Oriente Médio, ao petróleo mais caro e ao avanço global dos biocombustíveis.

O Índice de Preços de Alimentos da FAO subiu 1,6% em abril e atingiu o maior nível desde fevereiro de 2023. Para o produtor brasileiro, porém, o dado mais importante está no comportamento do óleo de soja e das commodities ligadas à energia.

Com o aumento das tensões envolvendo o Irã e os riscos sobre o fluxo de petróleo no Estreito de Ormuz, o mercado internacional passou a precificar possível alta nos combustíveis fósseis. Na prática, petróleo mais caro torna o biodiesel mais competitivo e aumenta a demanda por matérias-primas agrícolas usadas na produção de energia renovável.

É justamente aí que o Brasil ganha relevância. Maior produtor e exportador mundial de soja, o país também ampliou nos últimos anos sua indústria de biodiesel. Com a mistura obrigatória de biodiesel no diesel em níveis mais elevados, cresce a demanda interna por óleo de soja, fortalecendo toda a cadeia produtiva.

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O efeito tende a chegar dentro da porteira. Preços internacionais mais firmes para óleo vegetal ajudam a sustentar as cotações da soja, melhoram margens da indústria e podem aumentar a demanda pelo grão brasileiro nos próximos meses.

Além disso, o cenário fortalece a estratégia de agregação de valor do agro nacional. Em vez de depender apenas da exportação do grão bruto, o Brasil amplia espaço na produção de farelo, óleo e biocombustíveis, segmentos mais ligados à industrialização e geração de renda.

Os cereais também registraram leve alta internacional em abril. Segundo a FAO, preocupações climáticas e custos elevados de fertilizantes continuam influenciando o mercado global de trigo e milho.

Mesmo assim, os estoques mundiais seguem relativamente confortáveis, reduzindo o risco de uma disparada mais intensa nos preços dos grãos neste momento. Outro ponto que interessa diretamente ao produtor brasileiro está na carne bovina. O índice internacional das proteínas animais bateu recorde em abril, impulsionado principalmente pela menor oferta de bovinos prontos para abate no Brasil.

Isso ajuda a sustentar os preços internacionais da proteína brasileira e reforça a competitividade do país em um momento de demanda firme no mercado externo. Na direção oposta, o açúcar caiu quase 5% no mercado internacional diante da expectativa de aumento da oferta global, especialmente por causa da perspectiva de produção elevada no Brasil.

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A FAO também revisou para cima sua projeção para a safra mundial de cereais em 2025, estimada agora em 3,04 bilhões de toneladas — novo recorde histórico. O cenário mostra que o mercado global de alimentos continua abastecido, mas cada vez mais conectado ao comportamento da energia, da geopolítica e dos biocombustíveis. Para o agro brasileiro, isso significa que petróleo, conflitos internacionais e política energética passaram a influenciar diretamente o preço da soja, do milho, da carne e até a rentabilidade dentro da fazenda.

Fonte: Pensar Agro

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