Política Nacional

Sessão especial destaca importância do RenovaBio na pauta ambiental

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Política pública de incentivo à produção de biocombustíveis, o RenovaBio foi tema de homenagem em sessão especial do Senado nesta quinta-feira (11) na comemoração de seus oito anos de vigência. Vários pronunciamentos saudaram o RenovaBio por conferir segurança jurídica aos produtores e afirmar a posição de vanguarda do Brasil em combustíveis renováveis.

Por meio do RenovaBio, definido pela Lei 13.576, de 2017, o governo federal define metas de redução de emissões de carbono para os distribuidores de combustíveis fósseis, e os produtores e importadores de biocombustíveis são habilitados a receber certificados de descarbonização (CBios) negociáveis em bolsa.

Nas palavras do senador Efraim Filho (União-PB), um dos autores do requerimento de homenagem (RQS 854/2025), o RenovaBio “consolida o Brasil como líder mundial em bioenergia”.

— Cria-se um mecanismo de reconhecimento de eficiência ambiental dos combustíveis que são produzidos aqui, no país. Trata-se de uma política de Estado que valoriza quem produz energia renovável de forma sustentável, garantindo segurança regulatória para investimentos de longo prazo.

Os convidados destacaram conquistas como o Proálcool, a disseminação dos motores flex e o aumento da mistura de etanol na gasolina. O senador Fernando Farias (MDB-AL) afirmou que o RenovaBio reconhece a força transformadora dos produtores de combustíveis.

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— O Brasil tem todas as condições de liderar a transição energética global. Temos terras, tecnologia, conhecimento, segurança alimentar e capacidade de produzir energia limpa em escala. O RenovaBio é uma das bases dessa liderança. Ele une produtor, distribuidor, consumidor, academia e Estado em torno de uma agenda moderna, eficiente e estratégica.

Autor do projeto de criação do RenovaBio, o ex-deputado Evandro Gussi (SP) observou que a política pública é objeto de estudo em outros países que buscam soluções para a transição energética.

— O RenovaBio é um patrimônio imemorial da comunidade global, nascido no Brasil a partir de uma visão de integração da cadeia, na qual hoje todos estão plenamente dentro dela.

O presidente da consultoria agrícola da Datagro, Plinio Nastari, disse que o biocombustível já substitui mais de 46% da gasolina consumida no país e avança rapidamente em outras aplicações. Ele foi um dos convidados que elogiou a decisão unânime do Supremo Tribunal Federal (STF) sobre a constitucionalidade do RenovaBio.

—  Que todas as partes obrigadas cumpram a determinação legal estabelecida em lei e que o RenovaBio seja cada vez mais reconhecido e valorizado, como está sendo, em vários países.

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Presidente da Federação dos Plantadores de Cana do Brasil (Feplana), Paulo Leal disse que o RenovaBio confere previsibilidade regulatória e estimula a sustentabilidade, conduzindo uma “mensagem de esperança e tecnologia”. Presidente da Bioenergia Brasil, Mário Campos Filho destacou os efeitos da política na redução de emissões de carbono no setor de transporte. O deputado Zé Vitor (PL-MG) afirmou que os biocombustíveis são um “grande cartão de visita” do Brasil em todo o mundo.

Presidente da Frente Parlamentar do Biodiesel, o deputado Alceu Moreira (MDB-RS) avaliou que o RenovaBio contribui para a integração social e a qualidade de vida. O diretor Técnico adjunto da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA), Maciel Aleomir, salientou os aspectos econômicos e sociais da sustentabilidade e associou o desenvolvimento nos biocombustíveis à pesquisa aplicada no setor. CEO da Organização de Associações de Produtores de Cana do Brasil (Orplana), José Guilherme Nogueira agradeceu aos senadores pelo apoio à cadeia produtiva do etanol.

Agência Senado (Reprodução autorizada mediante citação da Agência Senado)

Fonte: Agência Senado

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Comissão aprova projeto com programa de emprego e formação para jovens indígenas

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A Comissão da Amazônia e dos Povos Originários e Tradicionais da Câmara dos Deputados aprovou proposta que cria programa de emprego e formação para jovens indígenas.

O programa prevê incentivos à contratação, qualificação profissional e acesso a políticas públicas de desenvolvimento socioeconômico para indígenas entre 18 e 29 anos.

A identificação dos beneficiários será feita por autodeclaração e reconhecimento pela própria comunidade, respeitando o princípio da autodeterminação dos povos indígenas.

Objetivos principais
O programa tem quatro objetivos centrais:

  • estimular a contratação de jovens indígenas por órgãos públicos federais e empresas privadas;
  • fomentar a qualificação técnica e profissional por meio de cursos gratuitos em parceria com entidades públicas e serviços sociais autônomos;
  • contribuir para a autonomia econômica das comunidades indígenas, com respeito à identidade cultural; e
  • ampliar o acesso a políticas de empregabilidade em regiões com alta concentração de população indígena.

Incentivos às empresas
As empresas privadas que aderirem ao programa e comprovarem a contratação de jovens indígenas terão direito a:

  • redução de 50% da contribuição patronal à Previdência Social sobre o salário do jovem contratado, por até 36 meses;
  • prioridade na participação em programas e editais federais de inovação e desenvolvimento regional;
  • preferência de contratação em licitações públicas, como critério de desempate (quando as propostas forem iguais ou até 10% superiores à mais bem classificada);
  • isenção de taxas federais para registro e regularização trabalhista do jovem contratado.
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O benefício fiscal de redução da contribuição patronal depende de prévia estimativa de impacto orçamentário e de medidas de compensação, conforme a Lei de Responsabilidade Fiscal.

Os editais de licitação para contratação de serviços contínuos com dedicação exclusiva de mão de obra também poderão prever o emprego de jovens indígenas.

Inclusão produtiva
O texto aprovado é um substitutivo da Comissão de Trabalho ao Projeto de Lei 3940/25, do deputado Defensor Stélio Dener (União-RR).

A relatora, deputada Dandara (PT-MG), afirmou que o Censo 2022 apontou uma sub-representação da população indígena ocupada e com rendimentos do trabalho. Além disso, o rendimento médio dos indígenas ocupados é menor que os demais grupos étnico-raciais. “O projeto reconhece a situação dos jovens indígenas e propõe instrumentos concretos de inclusão produtiva, sem desconsiderar a diversidade cultural e os modos próprios de vida dessas comunidades”, disse.

Parcerias e regulamentação
A execução do programa contará com parcerias com institutos federais, universidades públicas, serviços sociais autônomos, organizações indígenas registradas e órgãos estaduais e municipais de emprego e desenvolvimento.

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O Poder Executivo será responsável por regulamentar o programa, definindo critérios de adesão das empresas, parâmetros de comprovação da identidade indígena e metas regionais conforme a concentração populacional e a taxa de desemprego entre jovens indígenas.

O texto aprovado determina que o tratamento de dados pessoais dos beneficiários – incluindo informações sensíveis sobre origem étnica e cultural – seguirá as regras da Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD, Lei 13.709/18).

Acesso à informação
O projeto também garante aos trabalhadores indígenas o acesso a informações claras sobre seus direitos trabalhistas, respeitando suas especificidades culturais e linguísticas.

Sempre que possível, as ações de orientação serão feitas em cooperação com lideranças e organizações indígenas, com uso de materiais bilíngues adaptados às realidades locais.

Próximos passos
A proposta ainda será analisada, em caráter conclusivo, pelas comissões de Finanças e Tributação; e de Constituição e Justiça e de Cidadania. Para virar lei, precisa ser aprovada pela Câmara e pelo Senado.

Saiba mais sobre a tramitação de projetos de lei

Reportagem – Tiago Miranda
Edição – Pierre Triboli

Fonte: Câmara dos Deputados

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