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Supercomputador Jaci começa a operar no enfrentamento a desafios climáticos brasileiros

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O Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI) e o Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe) inauguraram, nesta quinta-feira (11), o supercomputador Jaci, novo sistema de alto desempenho que representa um avanço estratégico para a ciência brasileira. A cerimônia ocorreu na unidade do Inpe em Cachoeira Paulista (SP) e contou com a presença da ministra Luciana Santos e do diretor da instituição, Antônio Miguel Vieira Monteiro.

Batizado por votação popular, Jaci inaugura um novo ciclo de supercomputação científica no País. O sistema substituirá o supercomputador Tupã e ampliará significativamente a capacidade nacional de produzir previsões meteorológicas mais rápidas e detalhadas, aperfeiçoar a modelagem climática e fortalecer o monitoramento ambiental, incluindo o apoio a alertas de desastres naturais.

Para a ministra Luciana Santos, a chegada do Jaci reforça o papel estratégico do Inpe na produção de conhecimento científico essencial para o País. “Estamos falando do sistema de previsão do tempo e clima mais avançado já instalado no Brasil, fruto de um investimento de R$ 30 milhões do MCTI via Finep [Financiadora de Estudos e Projetos] que abre caminho para a modernização completa do centro de dados do instituto, um projeto de cerca de R$ 200 milhões que incluirá novos supercomputadores, infraestrutura elétrica renovada, refrigeração eficiente e uma usina fotovoltaica. É ciência de ponta, soberania tecnológica e capacidade real de salvar vidas”, afirmou.

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O supercomputador é o primeiro grande marco do Projeto Risc (Renovação da Infraestrutura de Supercomputação), que modernizará até 2028 o Centro de Dados Científicos da instituição. A iniciativa prevê a instalação de novos sistemas de processamento, a expansão da infraestrutura elétrica e a implementação de uma usina fotovoltaica, garantindo eficiência energética e sustentabilidade ao parque computacional.

Durante a cerimônia, o diretor do Inpe, Antônio Miguel Vieira Monteiro, destacou que a inauguração do supercomputador Jaci marca um avanço institucional construído de forma coletiva ao longo das últimas décadas. Ele ressaltou que o projeto reforça a missão do instituto como parte estratégica do Estado brasileiro alinhada à nova Estratégia Nacional de Ciência, Tecnologia e Inovação.

“O Jaci simboliza uma jornada coletiva que reafirma o papel do Inpe na produção de ciência estratégica para o País. Quando colocamos o instituto e sua missão no centro das decisões, somos insuperáveis. Este novo ciclo, apoiado pelo MCTI, fortalece nossa soberania científica e nos prepara para enfrentar desafios ainda maiores”, afirmou Monteiro.

Com maior capacidade de processamento, o Jaci permitirá a operação plena do Monan, novo modelo brasileiro de previsão climática e oceânica, projetado para representar com maior precisão as condições ambientais da América do Sul — um salto fundamental para estudos de clima, impactos ambientais, agricultura, defesa civil e planejamento territorial.

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Também participaram da solenidade o secretário de Ciência e Tecnologia para o Desenvolvimento Social (Sedes) do MCTI, Inácio Arruda; o presidente interino da Agência Espacial Brasileira, Rodrigo Leonardi; e o prefeito Cachoeira Paulista, Breno Anaya.

Posse do novo diretor do Inpe

Durante o evento, o tecnologista sênior Antônio Miguel Vieira Monteiro assumiu oficialmente a direção do Inpe. Funcionário de carreira, com trajetória reconhecida nas áreas de sistemas socioambientais, computação aplicada e observação da Terra, Monteiro foi selecionado após processo conduzido pela Comissão de Busca do MCTI. O titular ressaltou que o novo ciclo de gestão busca reposicionar o instituto no lugar de destaque que sempre ocupou.

“Nosso compromisso é recuperar o protagonismo histórico do Inpe e de unidades essenciais como o CPTEC [Centro de Previsão de Tempo e Estudos Climáticos]. Essa reconstrução institucional é fundamental para que sigamos como referência em clima, meteorologia e monitoramento ambiental”, afirmou Monteiro.

A ministra reconheceu o novo diretor como profundo conhecedor do Inpe, característica fundamental para este ciclo decisivo de inovação. “Tenho a plena confiança de que, sob sua liderança, o Inpe seguirá sendo referência mundial e continuará entregando ao Brasil conhecimento estratégico, dados confiáveis e tecnologia a serviço do interesse público”, destacou Luciana.

Fonte: Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação

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Com apoio da Lei do Bem, Agrosystem desenvolve soluções de agricultura de precisão

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A Agrosystem foi a vencedora do 9º Prêmio Nacional de Inovação na categoria Lei do Bem – Média Empresa. Promovido pela Confederação Nacional da Indústria (CNI) e pelo Sebrae, com apoio do Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI), o evento agraciou, pela primeira vez, projetos inovadores que utilizaram a Lei 11.196/2005, a principal política de incentivo ao investimento privado em pesquisa e desenvolvimento (PD&I) no Brasil.

Com sede em Ribeirão Preto (SP), a Agrosystem atua no desenvolvimento de soluções tecnológicas para o agronegócio com foco na agricultura de precisão, automação, sensoriamento e conectividade para o plantio de grãos. 

O projeto premiado foi o Bolt, dosador de sementes 100% elétrico criado para elevar a precisão, autonomia e eficiência no plantio. A empresa começou a utilizar a Lei do Bem a partir de 2023, como parte de sua estratégia de PD&I para impulsionar o desenvolvimento de soluções de tecnologia para o campo.
“A Agrosystem nasceu como uma distribuidora de tecnologias para agricultura de precisão e foi pioneira na comercialização desse tipo de solução no Brasil. Ao longo de sua trajetória, a empresa foi ampliando sua atuação e consolidando sua presença no agronegócio, sempre conectada à evolução tecnológica do setor”, afirma Thiago Carvalho, CEO da Agrosystem.

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A empresa estima ter destinado mais de R$ 4 milhões à inovação usando a legislação. O instrumento também ajuda a mitigar riscos dos investimentos em pesquisa e compartilha esse esforço com o setor público.

Em março, o diretor de Engenharia e operações da Agrosystem, Arthur de Paula Ferreira, recebeu o prêmio de Inovação das mãos do secretário de Desenvolvimento Tecnológico e Inovação do MCTI, Daniel Almeida.

“A Lei do Bem é um instrumento estratégico e fundamental para a Agrosystem. Entendemos que o instrumento gera um impacto sistêmico relevante, fortalecendo todo o ecossistema de inovação nacional, ao estimular o desenvolvimento tecnológico no setor privado, contribui para o aumento de produtividade, geração de valor e evolução tecnológica de segmentos estratégicos, como o agronegócio”, afirma Arthur Ferreira.

A empresa foi fundada em 1989 por Carlos Henrique Jacintho Andrade, filho de agricultores e engenheiro mecânico de formação. Atualmente, a companhia mantém 150 profissionais de diferentes áreas de formação, como engenharias, agronomia, administração e tecnologia da informação.

Lei do Bem

A criação da categoria Lei do Bem no Prêmio Nacional de Inovação é uma das iniciativas do MCTI para reforçar a visibilidade e o alcance da legislação. A Lei concede incentivos fiscais a empresas que investem em PD&I no Brasil. Em 2025 (dados do ano-base 2024), o instrumento alavancou R$ 51,6 bilhões em investimentos para PD&I por meio de 14 mil projetos. O MCTI é o responsável por reconhecer os projetos de inovação inscritos.

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Em celebração às duas décadas de Lei do Bem, o ministério promoveu um conjunto de iniciativas para acelerar a análise de projetos e facilitar a participação das empresas. Um dos exemplos é a parceria com a Embrapii para garantir tramitação simplificada para empresas que já tiveram projetos avaliados e aprovados por uma das instituições. Outra é a atualização da  página da Lei do Bem, que traz todas as informações para as empresas interessadas em usá-la. 

Fonte: Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação

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