A Secretaria de Estado de Fazenda (Sefaz) iniciou, nesta quinta-feira (11.12), uma ação para notificar os contribuintes que ainda não pagaram o Imposto sobre a Propriedade de Veículos Automotores (IPVA) de 2025.
As notificações estão sendo enviadas via WhatsApp, por meio da assistente virtual, utilizando o número oficial da Sefaz, que possui conta verificada no aplicativo. O objetivo é alertar os motoristas e permitir a regularização do tributo antes que o débito seja inscrito em dívida ativa.
Para evitar golpes, é importante que o contribuinte esteja atento ao número oficial, (65) 4042-9298, e ao ícone azul de verificação. A mensagem automática enviada pela Sefaz apenas informa que o IPVA está vencido e direciona o contribuinte ao sistema da secretaria para regularização. Qualquer mensagem fora desse padrão deve ser considerada suspeita e ignorada, a fim de evitar fraudes.
Atualmente, dos 1.722.682 veículos tributados em 2025, 328.991 permanecem com o IPVA em aberto, o que representa cerca de 20% de inadimplência e um débito acumulado de aproximadamente R$ 356 milhões.
Neste ano, o pagamento do imposto foi dividido entre os meses de março, abril e maio, conforme o final da placa do veículo. Assim, os prazos para pagamento com desconto e parcelamento já se encerraram. No entanto, ainda é possível negociar o valor à vista ou parcelar em até seis vezes.
Ao negociar o débito vencido, o contribuinte deve observar as regras previstas na legislação, como o valor mínimo das parcelas, que não pode ser inferior a 25% do valor da UPF. É importante reforçar que, devido ao atraso, o débito será acrescido de encargos moratórios.
Além dos acréscimos legais, o contribuinte que permanecer inadimplente poderá ter o nome inscrito em dívida ativa. Isso ocorre porque a Sefaz, conforme determina a Lei nº 10.496/2017, deve encaminhar os débitos para a Procuradoria Geral do Estado (PGE) em até 180 dias após o vencimento.
A negociação do IPVA pode ser realizada diretamente no site da Sefaz, informando os dados do veículo.
O edital “Inventários de Patrimônio Imaterial de Mato Grosso – edição Política Nacional Aldir Blanc (Pnab”, promovido pela Secretaria de Estado de Cultura, Esporte e Lazer (Secel-MT), está viabilizando a documentação dos saberes seculares das redeiras de Limpo Grande, em Várzea Grande.
Realizado pela Associação Tece Arte, o projeto vai, pela primeira vez, transformar o “saber-fazer” das artesãs locais em um acervo documental definitivo. O objetivo é transformar esse “segredo de família” em um guia de consulta digital para pesquisadores, estudantes e entusiastas da arte popular de todo o mundo.
“Não estamos registrando apenas um objeto de decoração, mas uma tecnologia ancestral de resistência feminina. Mais do que fios e nós, o que se produz em Limpo Grande é memória viva “, afirma a coordenadora do projeto, Ester Moreira Almeida.
O Inventário do Patrimônio Imaterial das Redeiras de Limpo Grande utiliza um registro minucioso de imagens e depoimentos para mapear todo o processo — desde a colheita e preparo da matéria-prima até o acabamento dos padrões que deram fama nacional às redes de Várzea Grande. Com lançamento previsto para junho deste ano, o projeto está na fase de entrevistas.
Por décadas, a técnica da tecelagem em Limpo Grande residiu apenas na tradição oral, passada de mãe para filha sob o som ritmado dos teares de madeira. O projeto, agora, mergulha nesse universo para registrar o que antes era invisível: os nomes dos pontos, a simbologia das cores e os relatos de resistência das mulheres que transformaram o artesanato em sustento e voz.
Para Ester, o inventário é um tributo à autonomia das mestras redeiras, preservando a tecelagem como símbolo de orgulho e desenvolvimento social.
“Ao sistematizar esse conhecimento, a Associação Tece Arte, com apoio da Secel, não apenas protege o passado, mas projeta o futuro. O projeto reafirma que, enquanto houver mãos tecendo em Limpo Grande, o patrimônio brasileiro continuará pulsando”, conclui.
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