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Tributação de insumos agrícolas reacende debate técnico e preocupa setor produtivo

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O debate em torno da tributação de agroquímicos tem ganhado força nos últimos meses, impulsionado por discussões jurídicas, ambientais e fiscais sobre possíveis mudanças na política tributária aplicada a esses insumos. As propostas em análise levantam preocupações sobre os impactos diretos na produção de alimentos, nos custos agrícolas e na sustentabilidade do agronegócio brasileiro.

Diante da complexidade do tema, o Conselho Científico Agro Sustentável (CCAS) reuniu esclarecimentos técnicos para contribuir com o debate em andamento no Supremo Tribunal Federal (STF) e em outras esferas públicas.

“Agroquímicos são insumos essenciais, não produtos supérfluos”, afirma especialista

De acordo com o conselheiro do CCAS, Luis Rangel, os agroquímicos não devem ser enquadrados da mesma forma que produtos de consumo supérfluo, como cigarros ou bebidas alcoólicas, pois cumprem papel essencial na produção de alimentos.

“É um erro técnico comparar agroquímicos a produtos nocivos ou supérfluos. Eles não são bens de consumo, mas insumos essenciais que garantem a segurança alimentar e a produtividade agrícola”, destacou Rangel.

Tributação pode elevar custos e pressionar preços de alimentos

Estudos econômicos apontam que a demanda por agroquímicos é inelástica, ou seja, não diminui mesmo com o aumento de preços. Dessa forma, elevar tributos como ICMS e IPI não reduz o uso desses produtos, mas aumenta os custos de produção e, consequentemente, os preços dos alimentos ao consumidor final.

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Rangel alerta que culturas estratégicas como soja, milho e algodão seriam as mais impactadas caso ocorra uma recomposição integral dos tributos, podendo comprometer a competitividade do agronegócio brasileiro no mercado global.

Seletividade tributária deve proteger o acesso à alimentação

O especialista defende que a seletividade tributária — princípio que orienta a diferenciação de alíquotas conforme a essencialidade dos produtos — deve ser mantida como forma de proteger o acesso da população aos alimentos.

“Não se tributa o essencial. Desestruturar esse princípio em nome de narrativas morais é ignorar a ciência econômica e agronômica. Não se trata de ideologia, mas de funcionamento de mercado”, argumenta Rangel.

Ele conclui reforçando que a tributação de insumos essenciais distorce a produção, encarece os alimentos e não gera benefícios ambientais, sendo, portanto, um retrocesso para a segurança alimentar e a sustentabilidade da agropecuária nacional.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Workshop discute adequação do Brasil ao Acordo sobre Subsídios à Pesca da OMC

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Com foco na análise de políticas pesqueiras conforme as regras internacionais, foi realizado nesta quinta-feira (17) o primeiro dia de Workshop sobre o Projeto de Diagnóstico de Conformidade do Brasil com o Acordo sobre Subsídios à Pesca da Organização Mundial do Comércio (OMC), na sede do Ministério da Pesca e Aquicultura (MPA), em Brasília. O evento é promovido em parceria com o Instituto Nacional de Pesquisas Oceânicas (INPO). O encontro reúne pesquisadores e especialistas das instituições envolvidas.

Durante a programação, a primeira apresentação aborda o Acordo de Subsídios da OMC e o Projeto Fish Fund, com informações sobre regras internacionais relacionadas a subsídios pesqueiros, pesca INDR, estoque sobre pescados e outros subsídios. Assim como o projeto utilizado como referência para o desenvolvimento dos trabalhos no Brasil. Na sequência, são apresentados os resultados preliminares da matriz de subsídios, etapa que busca organizar os diferentes tipos de apoio público relacionados ao setor, permitindo uma visão ampla das políticas existentes. A análise também contempla o Plano Safra, considerando as linhas de crédito, financiamento e demais instrumentos de apoio que abrangem as atividades de pesca e aquicultura.

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O workshop também realiza uma apresentação de resultados preliminares com avaliações de estoques, tema que envolve a análise das informações disponíveis sobre as populações de espécies exploradas pela pesca e constitui um elemento importante para compreender a situação dos recursos pesqueiros e subsidiar sua gestão. Os resultados apresentados evidenciam a necessidade de aumentar o esforço nacional destinado à atualização dos estoques avaliados. A programação inclui ainda uma apresentação sobre a proposta de criação do Programa Permanente de Avaliação de Estoques Pesqueiros (PROESTOQUES), iniciativa apresentada como uma proposta de estrutura permanente para organizar e fortalecer a produção e a sistematização de informações científicas utilizadas na avaliação dos estoques. Nesse contexto, destaca-se que conhecer o estado dos estoques é condição para qualificar a gestão pesqueira e orientar o uso sustentável dos recursos, reforçando a relevância de mecanismos permanentes de produção para subsidiar a tomada de decisões e o ordenamento da atividade pesqueira.

Matheus Silveira
Ministério da Pesca e Aquicultura
[email protected]

Fonte: Ministério da Pesca e Aquicultura

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