Educação

Camilo Santana participa de evento com prefeitos de grandes cidades

Publicado

O ministro da Educação, Camilo Santana, participou do 2º Encontro de Prefeitos de Capitais e Grandes Cidades, realizado na quinta-feira, 11 de dezembro, em Brasília (DF). Com o tema “Educação como prioridade”, o evento reuniu prefeitos das maiores cidades do país e lideranças políticas para discutir os desafios e os caminhos para uma educação de qualidade no Brasil. Na reunião, o ministro falou sobre os programas e ações do MEC, como a poupança do ensino médio, o Pé-de-Meia, o programa Mais Professores para o Brasil, o Sistema Nacional de Educação (SNE), o novo Plano Nacional de Educação (PNE), entre outras iniciativas.  

“Precisamos nos indignar ao pensarmos que meio milhão de jovens abandonavam as escolas públicas do Brasil antes do Pé-de-Meia. É importante lembrar que o Pé-de-Meia não é uma política de transferência de renda, é uma política educacional, que o aluno só recebe se ele tiver uma frequência e se ele passar de ano. Com isso, já conseguimos reduzir pela metade a evasão escolar no ensino médio público”, explicou. Atualmente, o programa atende 4 milhões de estudantes matriculados no ensino médio público e beneficiários do Cadastro Único para Programas Sociais do Governo Federal (CadÚnico). 

Professores – O ministro Camilo Santana destacou a importância de olhar para os professores e a necessidade de garantir qualidade na formação inicial desses docentes, ressaltando a criação do Pé-de-Meia Licenciaturas, que visa fomentar o ingresso, a permanência e a conclusão nos cursos de licenciatura, e a Prova Nacional Docente, criada para subsidiar os estados, o Distrito Federal e os municípios nos processos de seleção e de ingresso no magistério. Além dessas duas iniciativas, o programa também conta com a Bolsa Mais Professores, o Portal de Formação e ações de valorização, como benefícios exclusivos em bancos públicos e descontos em hotéis.  

Leia mais:  Acre teve 990 aprovados no Sisu 2026

O Mais Professores para o Brasil visa atender 2,7 milhões de docentes em todo o país e tem o objetivo de fortalecer a formação docente, incentivar o ingresso de professores no ensino público e valorizar os profissionais do magistério, proporcionando-lhes recursos e oportunidades de desenvolvimento profissional contínuo.  

SNE – Outro ponto abordado pelo ministro foi a instituição do Sistema Nacional de Educação — que fixa normas para a cooperação entre a União, estados, municípios e o Distrito Federal para a elaboração e a implementação de políticas educacionais — e do PNE 2024-2034. Segundo ele, o sistema é o “SUS da Educação”.  

“O Sistema Nacional da Educação vai permitir que a gente tenha os dados em tempo real das redes educacionais neste país, para poder acompanhar a criança da creche ao ensino superior. Normalmente, a gente precisa esperar o ano seguinte para ter o resultado do Censo [Escolar] e o SNE vai permitir que todos os sistemas educacionais possam integrar essa grande rede em tempo real. Isso vai nos permitir a correção das políticas públicas mais rápidas e eficazes”, apontou o ministro.  

PNE – Na última quarta-feira (10), a Comissão Especial da Câmara dos Deputados aprovou o novo Plano Nacional de Educação, que define diretrizes, metas e estratégias para a política educacional brasileira no próximo decênio. Agora, a proposta do plano segue para apreciação do Senado Federal. O ministro Camilo Santana afirmou que o PNE estabelece metas para ampliação do número de matrículas em creches, escolas de tempo integral, escolas de educação profissional e tecnológica e de matrículas na educação superior brasileira, entre outros objetivos. 

Leia mais:  Governo do Brasil cria política integrada para formação médica

Financiamento – O ministro ainda destacou que o problema do financiamento da educação no Brasil não é financeiro e nem de arrecadação, mas o teto orçamentário. “Eu estou lutando muito para ampliar os recursos para a educação. Então, tirar para a educação parte do fundo social da Petrobrás, do petróleo, do pré-sal desse teto, é a única forma que a gente tem de ampliar os recursos da educação. A gente fez uma conta de que até 2030, nos próximos dez anos, estaria algo em torno de R$ 230 bilhões. E a ideia é que 85% seja direcionado para a educação básica e 20% para a educação superior”, explicou. 

Encontro – Organizado pelo Todos Pela Educação, o evento teve o objetivo de reunir autoridades para debater os desafios da educação brasileira, compartilhar práticas municipais e fortalecer ações integradas entre os entes federativos. 

Assessoria de Comunicação Social do MEC 

Fonte: Ministério da Educação

Comentários Facebook
publicidade

Educação

Ensino médio público avança e reprovação cai 62% em três anos

Publicado

Mais estudantes brasileiros estão avançando e concluindo o ensino médio na rede pública. Entre 2022 e 2025, a reprovação caiu 62%, o abandono escolar diminuiu 61% e a distorção idade-série, indicador que mede o atraso escolar, foi reduzida em 28%, evidenciando avanços na permanência e no sucesso escolar dos estudantes. No mesmo período, a taxa de aprovação subiu 11%. Os dados fazem parte da segunda etapa do Censo Escolar 2025, realizado pelo Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep), do Ministério da Educação (MEC), e divulgada nesta sexta-feira, 26 de junho.

Os novos dados do Censo Escolar 2025 permitem calcular as taxas de rendimento escolar. Todos os indicadores apontam uma trajetória de melhoria do ensino médio público observada desde 2023, período em que o MEC ampliou e implementou programas estruturantes como o Compromisso Nacional Criança Alfabetizada, o Escola em Tempo Integral e a Estratégia Nacional de Escolas Conectadas, além de avanços no Exame Nacional do Ensino Médio (Enem). O Pé-de-Meia, lançado no início de 2024, é outra política que está contribuindo para a evolução dos indicadores educacionais.

“Os resultados demonstram que mais estudantes estão conseguindo permanecer na escola, avançar de série e concluir seus estudos no tempo adequado. O cenário reflete uma combinação de políticas públicas voltadas à permanência, à aprendizagem e ao aprimoramento das condições de oferta da educação básica. Observamos, ainda, uma melhoria simultânea nos indicadores de abandono, repetência e atraso escolar no Brasil”, afirma o ministro da Educação, Leonardo Barchini.

Outros importantes indicadores educacionais também mostram progresso no ensino médio na rede pública. O Enem registrou um aumento de 46% nas inscrições realizadas por concluintes de escola pública, de 2022 a 2025.

Além disso, nesse período, mais estudantes têm conseguido permanecer no ensino médio. “Um resultado novo, produzido pelo Inep, observa o que aconteceu com os estudantes que deveriam voltar à escola no ano seguinte e indica que a taxa de não-retorno ao ensino médio caiu 28% entre 2022 e 2025, o que significa que mais jovens permaneceram estudando. Esse avanço faz bastante diferença: se esse indicador tivesse permanecido no nível observado em 2022, o Brasil teria, em 2025, quase 250 mil estudantes a menos no ensino médio – ou seja, um número muito grande de jovens, que poderia estar fora da escola, mas seguiu estudando”, explica Manuel Palacios, presidente do Inep.

Leia mais:  MEC Idiomas: aprenda inglês e espanhol gratuitamente

Pnad – Dados apurados por outras instituições de pesquisa também corroboram a melhoria no ensino médio da rede pública. Mais estudantes estão em sala de aula, conforme os dados da Pnad Contínua Educação 2025, recentemente divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Há aumento na taxa ajustada de frequência escolar líquida entre os jovens, que passou de 76,8% em 2024 para 80,6% em 2025, maior valor da série histórica desde 2016.

Com isso, de 2024 a 2025, a proporção de jovens de 15 a 17 anos fora do ensino médio caiu de 23,2% para 19,4%. A redução equivale a 16,3%, registrada em apenas um ano, e supera a observada nos quatro anos anteriores: de 2019 a 2022, a proporção de jovens fora do ensino médio caiu de 28,6% para 24,7%, ou seja, uma queda de 13% em quatro anos.

Ações integradas – Entre as iniciativas que contribuíram para a melhoria do ensino médio na rede pública está o Pé-de-Meia. A poupança do ensino médio já beneficiou 7,2 milhões de estudantes e tem contribuído para melhorar a frequência às aulas, reduzir a evasão escolar e ampliar as taxas de aprovação no ensino médio. O programa oferece incentivo financeiro para os estudantes que frequentam as aulas, passam de ano, concluem a educação básica e fazem o Enem, principal porta de acesso à educação superior.

Para o ministro da Educação, o Pé-de-Meia é o carro-chefe nessa recuperação da educação básica brasileira. “É o programa educacional mais importante da última década e um dos mais relevantes das últimas duas décadas por enfrentar a desigualdade de oportunidades. O jovem mais vulnerável precisa ter as mesmas chances de concluir os estudos que qualquer outro estudante. O Pé-de-Meia não é apenas uma transferência de renda. É uma política educacional para melhorar a permanência e o desempenho dos estudantes”, defende Leonardo Barchini.

Os avanços observados no ensino médio também dialogam com ações desenvolvidas em outras etapas da educação básica. O Compromisso Nacional Criança Alfabetizada, por exemplo, está associado à elevação do índice de alfabetização das crianças de 36%, em 2021, para 66%, em 2025. O fortalecimento da aprendizagem nos anos iniciais tende a gerar impactos positivos ao longo de toda a trajetória escolar.

Leia mais:  São Paulo acompanha avanço do ensino médio público

Outro destaque é a expansão da educação em tempo integral. O percentual de matrículas nessa modalidade passou de 15,1%, em 2021, para 25,8%, em 2025, alcançando 8,8 milhões de estudantes da rede pública. No período, foram fomentadas mais de 1,8 milhão de novas matrículas por meio da política, ampliando as oportunidades de aprendizagem e permanência dos estudantes na escola.

Pela primeira vez, a educação em tempo integral alcançou a meta do Plano Nacional de Educação (PNE), que previa 1 em cada 4 estudantes na modalidade. Para Barchini, mais tempo na escola significa mais oportunidades de aprendizagem, proteção social e desenvolvimento para os jovens. “O próximo grande passo da educação brasileira é ampliar a oferta de educação em tempo integral. Precisamos avançar simultaneamente em equidade e qualidade. Esse é o desafio da próxima década”, afirma o ministro.

Também é fator relevante o desenvolvimento da infraestrutura tecnológica das redes de ensino. Por meio da Estratégia Nacional de Escolas Conectadas, o número de escolas com conexão voltada para fins pedagógicos cresceu 43,7%, passando de 66,8 mil unidades, em 2023, para 100 mil em 2026. A iniciativa já beneficiou cerca de 24 milhões de estudantes e amplia as possibilidades de acesso a recursos educacionais digitais.

O fortalecimento do Enem foi outra prioridade do MEC. Segundo o ministro Barchini, o trabalho não termina na conclusão do ensino médio. “Queremos que esses jovens também ingressem no ensino superior ou na educação profissional”, defende. Principal porta de entrada para a educação superior, o Enem voltou a certificar a conclusão do ensino médio para participantes que atendam aos critérios estabelecidos e passou a contar com inscrição pré-preenchida para concluintes da rede pública.

O Enem também passa a ser utilizado, de forma inédita em 2026, como instrumento para avaliar a qualidade do ensino médio brasileiro, ampliando seu papel no acompanhamento das políticas educacionais.

Taxas de Rendimento Escolar

Taxas de Não-resposta 

Assessoria de Comunicação Social do MEC, com informações do Inep

Fonte: Ministério da Educação

Comentários Facebook
Continue lendo

Mais Lidas da Semana